domingo, 17 de janeiro de 2010

SOLIDARIEDADE


Estamos vivenciando os ecos do recém ocorrido terremoto, verificado no país mais famelico das Américas, o Haiti. O abalo que atingiu um ponto na escala sete, faltando apenas dois pontos para alcançar uma mensuração máxima, trouxe sérias consequencias ao povo desse país miserável. Nós, brasileiros, também perdas irreparáveis tivemos, dentre as quais, a Dra. Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança e indicada ao premio Nobel da Paz, em passado recente, além do nosso representante junto a ONU, em serviço naquele sofrido país. Mas, em quantidade, a maior perda foram os militares em serviço de paz no local. Perdemos em torno de 18 brasileiros. Os Haitianos, falam em cerca de duzentos mil mortos, entre os locais.
As construções viraram escombros, os serviços públicos estão caóticos, o próprio governo está completamente desestabilizado. O Brasil e outros países, de plano, buscaram prestar auxílio aos irmãos haitianos. Víveres, água, material médico-hospitalar tudo, enfim, de toda parte do mundo, vem sendo encaminhado ao Haiti. Recursos financeiros, anunciados que serão ofertados ao país. Perdoadas dívidas externas, Solidariedade, é a palavra chave! Nessa hora diferenças políticas são colocadas de lado, Cuba liberou seu espaço aéreo aos EUA, homens enviados do México, Canadá, França, Japão, e de vários países, juntamente com cães farejadores, máquinas e equipamentos, para colaborarem na localização de possíveis vítimas, ainda com vida e na reestrururação do local. A mídia não para de enfocar tudo que se passa no local. Cenas tristes, macabras, deprimentes, são entremeadas de ações penosas, com efeitos retumbantes, crianças retiradas de escombros com vida. Médicos e paramédicos, dedicados em salvar vidas. Militares e civis irmanados na busca de sobreviventes e de confortar as famílias enlutadas. Nesse clima de consternação, onde a solidariedade se faz presente, cabe uma pergunta que não quer calar!Porquê, somente nessas horas o povo parece ser mais humano? Em condições normais, porquê, não se busca minimizar as diferenças, superar agruras, e, se buscar constituir uma sociedade mais igualitária! Quando, em nosso Brasil, os pobres receberão incentivos e apoios para evoluírem. Certamente, não são essas bolsas, hoje disponibilizadas, que contribuirão para alavancar os pobres, rumo a dignidade. Ao contrário, se não houver o ensinamento, apenas uma doação dos peixes, jamais aprenderão a pescar! Vamos reduzir os ganhos dos políticos, fiscalizar as tramóias em todos os segmentos e incrementar o desenvolvimento do país, concedendo estudo aos mais carentes, Assitência Médica aos desvalidos, aos jovens empregos, aos idosos amparo e a todos honestidade. Solidariedade não é apenas nos momentos de hecatombes, no dia a dia, havemos de ser solidários com todos, independente de credo cor, berço, sexo, partido político enfim, gente é gente em qualquer circunstancia.

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