sexta-feira, 9 de setembro de 2011

TAL DIA É O BATISADO

Parafraseando os inconfidentes que se valeram dessa senha, para dar início ao que seria um movimento revoltoso, diante da opressão que a colônia portuguesa impingia aos naturais das terras brasileiras. Nesse momento de vinha vida, prestes a completar meus sessenta e quatro anos de existência, vejo-me acometido de problemas cardíacos. Nunca tive queda para tais questões, apesar de minha jovem mãe haver fenecido em decorrência dessa anomalia. Sempre regozijei-me pela performance respiratória, fazia caminhadas e pouco sentia  cansaço. Repentinamente, cansaço descomunal, falta de ar, preocupações, internação, constatação de um enfarto silencioso, cateterismo, detecção de entupimentos arteriais, e indicação cirúrgica. Assim, em pouco tempo me vi entrevistado pelo cirurgião. Salamaleques à parte, o cardiologista afirmou-me a perpesctiva  da data da intervenção, as consequências e demais providências. Estou tranquilo, venho buscando deixar alinhavado os meus compromissos profissionais, colocando os colegas em condições plenas para segurar minhas pontas, ao longo do meu afastamento das lides, em fim,  conduzo de forma altaneira os dias que antecedem a cirurgia. Hoje, contudo, acabo de receber a confirmação da data e local da intervenção: O dia será 27 do corrente, o local será o Hospital Status Cor e o cirurgião, será o Dr. Valdo Carreiro. Com fé em Deus, tudo há de transcorrer com pleno êxito! Estou preocupado, tão somente, com o pós operatório. Quanto tempo ficarei de molho? Quais as recomendações posteriores? Quais as restrições? Enfim, como será o meu dia a dia? Alguns integrantes do clube dos safenados, com os quais tenho convivido, passam-me um pouco da experiência vivida, antes, durante e depois da intervenção. Eu não sou de morrer de véspera, eu sempre pague para ver, mas, não posso negar, assim como foi preocupante a tensão antes de efetuar o cateterismo. A cirurgia em si, não está me apavorando, não resta dúvida, entretanto, que será uma experiência pouco interessante, preferia não ter que vive-la, mas, em sendo imperiosa, que venha, e possa permitir-me retornar ao modus vivendis de outrora. A saúde é fundamental! A idade nos propicia essas experiências, embora também nos propicia o sabor da superação. Quando da minha hospitalização, que perdurou por dezessete dias, tive a possibilidade de avaliar o quão  eu sou bem quisto. Acorreram a visitar-me parentes, amigos e até então inamigos. Os contatos telefônicos foram incomensuráveis. Pessoas com que encontrava-me indisposto, não se apoquentaram em visitar-me. Obtive apoio e colaboração de muitos, de todos segmentos e matizes. Continuo a ser inquirido quanto a cirurgia, tenho recebido palavras de incentivo, orações, palavras de carinho, de afeto e muito encorajamento. Obrigado minha gente, obrigado meus familiares, obrigado meus amigos. Estarei consciente da necessidade da intervenção e confiante nas bênçãos Divinas, na conjugação de preces e na fé irrestrita da plena e total recuperação da minha saúde. São Cosme e São Damião estará de guarda no seu dia e eu estarei confiante nas mãos humanas dos cirurgiões e no bálsamo irradiado  pelas forças espirituais. Amém.

sábado, 6 de agosto de 2011

O PACIENTE DO LEITO SEIS

Nunca tive qualquer problema cardíaco! Minha respiração sempre foi normal, jamais tive falta de ar, ou algo semelhante. Minha pulsação é normal e a pressão em torno de doze, por oito. Realmente, de longo tempo, apresento um quadro diabético, com o qual convivo de forma consciente. A idade, os percalços da vida, os compromissos, as responsabilidades, as dificuldades, os anseios, certamente, tudo contribuiu, contudo, desde a juventude entendi os malefícios do cigarro, passando, de ha muito, apenas ser fumante passivo, como todo mundo. A bebida, também, nunca foi o meu forte, e já está fazendo bastante tempo, sequer uma cervejinha eu estou colocando na boca. No mês passado, contudo, do nada, eu passei a sentir cansaço exacerbado, e, constante falta de ar. Andando pequenos percursos, ou conduzindo volumes de pouco peso, era o suficiente para eu ficar esbaforido e demonstrar sintomas de insuficiência respiratória. Diante dessa desagradável situação, busquei assistência médica. O cardiologia ao examinar-me, encaminhou-me à internação. Foram dezessete dias no leito seis de uma enfermaria, submetendo-me a toda sorte de procedimentos, muita medicação, dieta, exames, desde o tradicional eletrocardiograma, raios x, ecocardiograma e até um cateterismo. Segundo os médicos, o eco demonstrou haver ocorrido um enfarto silencioso. Pasmem, nada senti, nada sei e só me restou confiar na leitura do especialista. Devido a tal situação, foi encaminhado ao Hospital Evangélico, onde fui submetido a um procedimento, que julgava ser algo, bastante dolorido e complicado. Realmente estava tenso e preocupado, entretanto, nada senti durante a realização do cateterismo. Foi muito eficiente e importante o exame, o qual, segundo o laudo, acusou sérios comprometimentos nas vias circulatórias. Minha médica avaliando as imagens gravadas em CD e interpretando o laudo entende que devo submeter-me a uma cirurgia. No dia seguinte fui avaliado por especialista em carótida, que corroborou a necessidade da intervenção cirúrgica. 
Obtive ontem minha alta nosocomial, e na semana vindoura estarei cuidando dos exames pre-operatórios. Deus permita que tudo transcorra sem maiores delongas e no dia azado ocorra a cirurgia com pleno êxito.

domingo, 3 de julho de 2011

MACHOS INCUBADOS

Hoje deparei-me com mais um fato estranho, ao ler o jornal do qual sou assinante há vários anos. Refiro-me a denominada "MARCHA DAS VADIAS"! Era só o que faltava! Um punhado de mulheres, sob a argumentação de que estariam protestando contra o machismo e a violência sexual, caminharam pela praia de Copacabana, com  seus seios à mostra. Essa performance, teve inspiração em atos semelhantes havidos nos Estados Unidos, Inglaterra, Argentina e outras duas cidades brasileiras. Nada contra os motivos alegados para a marcha, especialmente no tocante à violência. Sim, esta palavra é muito ampla, não sendo admissível, contudo, sob qualquer pretexto, principalmente, quando se prende a sexo. Biblicamente, sociologicamente, humanisticamente,  psicologicamente, socialmente e porque não, como terapia, o ato sexual é algo sublime. Nada mais significante do que o sexo. A criatura humana e os animais foram criados aos pares, com funções plenamente definidas e aparelhos reprodutores distintos. Não há que se falar em distorções circunstanciais, claro que elas existem, o que não se pode admitir é que as excessões se transformem em regras. No rítimo que as coisas estão indo, a cada dia um novo segmento sai pelas ruas  protestando. Ora é a MARCHA DA MACONHA, ora a do ORGULHO GAY, ora dos SEM TERRA, dos SEM BARRAGENS, dos sem EMPREGO, até agora não se viu qualquer articulação dos MACHOS em defesa de suas integridades, exigindo o respeito que desde criança há que se manter por essa classe em extinção. É verdade, do jeito que as coisas seguem, em pouco tempo, qual o mico-leão e outra espécies animais que estão com suas existências ameaçadas, o homem, ou melhor os realmente machos, serão peças de museu, relembrados pelo que importante fizeram na procriação, no desbravamento do Universo, nas atividades típicas do sexo masculino. Onde andarão os machos de plantão que não se organizam, demonstrando à mídia e a toda a sociedade, que não estão incubados, que ainda existem muitos exemplares, os quais se cultivados devidamente, propiciarão novos frutos, à sua imagem e semelhança, ficando ao encargo das verdadeira fêmeas, a importante missão de gerá-los, contribuindo, em todos os sentidos, para a espécie permaneça sendo perpetuada. Quem viver verá!...

domingo, 5 de junho de 2011

ESTADO DE NECESSIDADE

Estou estarrecido com a situação verificada no quartel general do corpo de bombeiros. Realmente foi uma situação deprimente. Duas corporações que padecem do mesmo mal, sob jugo do mesmo governo, enquanto uma pleiteia melhores condições de subsistência, a outra, através de alguns de seus segmentos, combate de forma incisiva, e, em alguns momentos, até com rigor exagerado. O movimento deflagrado pelos homens do fogo, pode até ser visto como estado de necessidade. A situação de penúria por que passam os "militares" do Estado do Rio de Janeiro, é uma realidade inconteste. Agrava-se a questão dos bombeiros, pela desqualificação profissional impingida pelo governo, fazendo com que passassem a pertencer a uma secretaria de estado, cujas atividades e a própria essência, fogem completamente as origens da corporação, criando verdadeira situação anômala, onde os prejuízos de toda ordem, jamais serão recuperados. Outrora os militares viviam subjulgados aos regulamentos draconianos e até a ações desprovidas de legalidade, oriundas de seus chefes e de alguns oficiais inescrupulosos. O tempo passou, o advento da informática, as redes sociais, a internet, possibilitou elevada inteiração entre esse segmento sofrido. Lamentavelmente, sempre existirão os aproveitadores, que independente dos vínculos com a causa da segurança pública, dos PMs e Bombeiros Militares, não se pode colocar os interesses políticos partidários, ou mesmo, as conveniências dos cidadãos, em detrimento das responsabilidades e do bem estar das categorias em questão.
Não votei nos políticos dominantes, não sou engajado a qualquer movimento político, por não confiar nos partidos existentes, mas, não sou leigo, desinformado ou alienado. Todos os lados envolvidos tem suas razões: o governo atual, não foi quem criou esse fosso salarial; os bombeiros, de fato, estão sufocados pela utilização de seus serviços em funções diversas, comandados por pessoas desqualificadas para tal; os integrantes do BOPE, estavam cumprindo ordem, e, caso desobedecessem estariam passivos das sanções penais. 
O momento é de se passar a limpo todas as questões e se buscar novos horizontes. As lideranças dos movimentos desencadeados, precisam assumir com coerência e atitude o rumo da questão. Não se pode colocar os interesses pessoais, em detrimento do coletivo. O governo carece de abandonar a demagogia e despir-se da empáfia. O nosso estado vem se recuperando econômicamente e a segurança pública é ponto fundamental nessa recuperação. Não se pode manter a família policial e os gloriosos bombeiros no estado famélico em que se encontram O acirramento dos ânimos em nada contribuirá para ascensão do nosso estado, no universo nacional. Vamos procurar o denominador comum, encontrar um viés que possa superar a crise institucional, sem fraquejar as reivindicações e sem gerar animosidade entre os integrantes das duas corporações desse importante estado da federação brasileira. Que DEUS ilumine as mentes dos líderes, afastando a soberba, a intransigência e toda e qualquer postura inadequada, que em nada contribuirá para que se chegue ao desiderato.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

UMA HISTÓRIA DE AMOR

Estamos, permanentemente, aprendendo com a vida. A gente nasce, dá os primeiros passos, as primeiras palavras e logo vem a ser inoculado com o vírus do amor! Ama-se os pais, os irmãos, os parentes os amigos, enfim, ama-se algo, ama-se alguém! A vida inteira estaremos amando, mesmo que tenhamos que a alguém odiar. Sim, a antítese do amor é o ódio. Realmente não deve ser agradável, chegar-se ao extremo de virmos a nutrir por algumas pessoas e esse sentimento tão escabroso. Entretanto, quando se tem amor em excesso, também se chega a atos impensáveis. Muitos amam a política, outros as artes, os esportes, os clubes desportivos, enfim, sempre esse sentimento de posse, de querência, de subserviência, de renúncia, de paixão! Ama-se um animal, uma atividade profissional, ama-se a natureza. O amor ocupa permanente espaço na vida das pessoas. Certamente tem muita gente que não sabe o que é o amor. Há quem o confunda com sexo, com poder, com sedução, com conquista. Realmente, tudo isso e muito são ingredientes que fomentam o amor. Mas, acima de tudo, o amor se reveste de algo mais sublime, mais intenso, mais permanente, ou seja, quando se ama, vive-se em êxtase, sublima-se os problemas, realiza-se sonhos e constroe-se castelos. O amor não tem idade limite, muito menos define tempo para aflorar. Surge do nada, avoluma-se, encolhe, transforma, machuca, sara, colore,  degrada, completa, dilui, realmente, é tudo e pode não ser nada. Não tem cupido que o explique, não tem estudioso que o defina sem grande margem de erro. O amor está sempre envolto na querência, mas, também, por vezes, fica submisso aos percalços dos caprichos da vida. Não raro, de onde menos se espera, ela desponta, espoucando qual vulcão em erupção, em muitas situações, causando verdadeiras hecatombe. Há que  afirme que os opostos se atraem, mas, o amálgama do sentimento, se reveste de diversas matrizes. Em alguns casos pessoas diametralmente opostas, acabam se unindo, e são felizes até a morte. Outras vezes, quem a vida inteira dizia nutrir, um pelo outro, amor incomensurável, logo que passam a viver vida a dois, se desencantam e descobrem que não era bem assim. O amor prescinde de muita injeção de querência, dedicação, concuspicência. O mundo moderno está carente de amor! Existe muito apego material em voga, mas, o sentimental está em baixa. A vertiginosa batalha em buscas dos meios de sobrevivência, vem derrotando, de goleada, a peleja do amor. Amor é algo sublime, permanente e perene. Confunde-se com paixão e mitiga-se com avidez carnal. 

domingo, 6 de março de 2011

MUHER OBRIGADO


Roberto belo de Paula = 08/03/11
Mulher, muita coisa poderíamos dizer!
Uma dádiva, Divina deve ser.
Longos sonhos contigo pude ter.
Hoje, sonho apenas com a minha viver!
Encanto em todas, há de haver,
Raramente, nossos olhos conseguem saber.
Ostentando no ventre as vidas,
Basta olhar em teu rosto o sorriso.
Rejuvenesce com as dores sofridas,
Irrigando com flores o paraíso.
Germinas em solo árido no Universo,
Acalantando, o bom e o perverso.
Dedicas tua vida, sem nada pedir,
Orando aos teus um melhor porvir.

SER OU NÃO SER, EIS A QUESTÃO

Acabo de assistir a um espetáculo fora de série! Realmente o recém encerrado desfile da Escola de Samba Unidos da Tijuca, foi algo supimpa! Parabéns ao senhor PAULO BARROS, que certamente enquanto voava pelos quatro contos do mundo, certamente, não vivia no mundo da lua, tendo se inspirado para traduzir no Carnaval carioca, os seus sonhos e devaneios. Quando se recebe a gama de novidades que a indústria americana do cinema nos remete, ficamos extasiados com a plásticidade, os truques, as engrenagens, enfim, com a magia que nos envolve. O mago dessas produções Spilberger, é espetacular. Mas, não podemos nos esquecer, atrás dessa potencialidade criativa, encontra-se a portentosa capacidade financeira da indústria de entretenimentos de Hollywood. Em terras tupiniquins, sem esse potencial econômico, o carnavalesco se supera a cada ano e nos proporciona momentos inesquecíveis e até mesmo inenaráveis. Seus carros alegóricos são inimagináveis, revestem-se de uma engenharia criativa, uma rígida disciplina dos seus pupilos e porque não dizer, de formidável capacidade dos seus auxiliares diretos, como coreógrafos, artesãos, designes, ferreiros e outros tantos. Relembrar suas obras seria chover no molhado. Suas comissões de frente, são virtuosas e fogem totalmente aos padrões dominante. Seus carros alegóricos são verdadeiras obras primas, os quais por mais que as outras agremiações busquem empanar, são indiscutíveis. Aí, contudo, surge uma questão: Paulo Barros faz Carnaval? Essa questão nos remete aos primórdios do Carnaval. Desde o famoso Zé Pereira, passando pelos corsos, pelas grandes sociedades, pelos ranchos, pelo frevo, pelos trios elétricos e demais vertentes, até se chegar as escolas de samba. No princípio as escolas - quase sempre constituídas de moradores das comunidades - eram pequenas, com seus instrumentos de percussão, porta bandeira e mestre sala, alegorias de mão e adereços, e uns poucos e pequenos carros alegóricos, sustentados por um samba-enredo, calcado em temas nacionais. O Rio de Janeiro, então capital federal, tinha quase que a exclusividade desses desfiles. O tempo passou, a escolas evoluíam, tornaram-se imensas, alcançando efetivos de mais três mil desfilantes e viraram, praticamente, empresas. O dinheiro que circula em torno do Carnaval carioca é uma fábula. Além dos subsídios que a municipalidade repassa a cada escola, também têm as verbas de patrocínios e os recursos que umbilicalmente auferem. Essa verdadeira apoteose do show bussines atrai turistas internos e externos, revertendo receitas substanciais à economia local. Hoje o Carnaval tem objetivos, eminentemente, comercial. Os desfiles das escolas de samba, passaram a ter enredos com temas livres, os sambas, de há muito, viraram marchas, uma vez o andamento, para fins comerciais, não mais convinham a linha melódica de outrora. O chamado boi com abóbora é geral! Os antigos passistas estão à deriva, não se vê mais samba no pé. O momento atual são das mulheres despojadas, dos carros alegóricos enormes, dos patrocínios dos enredos e dos desfiles marcados, pobre em evolução e rico em tecnologia.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

FUTEBOL S/A

O principal esporte da nação brasileira, nos últimos tempos vem padecendo de uma anomalia muito grave. Sim, essa delicada doença, se enraíza e carcome aquilo de mais sublime que existia no esporte bretão praticado nas terras descobertas pelo lusitano Pedro Álvares Cabral. O Brasil sempre produziu craques em escala geométrica, atualmente, no entretanto, os produz aritiméticamente. Em cada canto do país deparam-se com diversas escolinhas de futebol, em grande parte dirigidas por ex jogadores, contudo, além de tolirem a essência do atleta em formação - a expontaneidade - querem robotizá-los à moda européia. Hodiernamente privilegiam a forma física, o jogo coletivo, embaindo a individualidade e a criatividade dos nosso futebolistas. Dentro das quatro linhas estes talvez sejam os mais criticados pontos que nos deparamos. Mas, certamente, o mais grave e até certo ponto criminoso, são os tentáculos dos ditos empresários, ou que outro epíteto empreguem, na sórdida e pecaminosa atividade  de aliciar promissores talentos, desde tenra idade, usados e abusados, exclusivamente para saciar a ganância desses exploradores de escravos do século XXI. Esses mercadores, valendo-se da humildade e carência das famílias de quase a totalidade dos boleiros, oferecerem somas instigantes aos pais dos jovens e obtém destes instrumento legal que lhe permitem representar os interesses desses incapazes. Logo deixar de ser humanos e  passam a ser mercadoria. Negociados qual gado nos principais mercados,e, embora a legislação vede a transferência de menores, ou seja, quem não tenha alcançado dezoito anos, eles, os mercadores, buscam de toda forma burlar a legislação, volta e meia, levando crianças para além mar. Uns até contratam os pais das crianças para "trabalhar" em países longínquos, para então, inscrever seus filhos em clubes de futebol, e os seus procuradores, conduzem suas carreiras. As empresas de marketing desportivo, são outras pragas que assolam o moderno futebol. Comercializam de placas publicitárias em estádios,  transmissões de partidas pela televisão aberta e fechadas - além de outra mídias - promovem jogos ou torneios, assessoram carreiras de atletas e através de clubes de fachadas, mantém jogadores sobre contratos, repassando-os a clubes de massa, para comercializar publicidades - inclusive em suas camisas - faturando horrores, enquanto que as sociedades desportivas, estão falidas, estes mecenas, cada vez mais opulentos ficam, registrando fortunas nos paraísos fiscais. Os clubes podem até conquistar títulos, mobilizar suas torcidas, mas, quem fica com o lucro, sempre são os investidores. Aqui no rio, temos um exemplo fresquinho. Refiro-me ao BOAVISTA. No outro dia, o antigo clube de Saquarema - BARREIRA - estava em processo falimentar. Surgiram alguns investidores e quitaram suas pendências, assumindo suas rédeas. Trocaram o nome do clube, passaram a adotar uma política de economia mercantil, com fulcro no mercado agro-pastoril, onde se adquire o bezerro, céva-o e alcançado o estágio ideal, passa-o aos cobres. Identidade com o clube, com a sua torcida, nada disso importa, apenas o vil metal é que interessa. Na Europa, grandes clubes pertencem a corporações internacionais, sem vínculo com os países sedes dos clubes, mas, essas empresas, fincam-se nos lucros e tocam a bola prá frente.
Apesar de tudo isso, os anciões da FIFA, continuam recalcitrando ante a necessidade da modernização do futebol. São reticentes ao avanço tecnológicos, a atualização das regras, enfim, tudo que possa elevar o glamour do futebol. O principal objetivo das partidas, são as conquistas dos goals, enquanto em outros esportes são criadas formas para dar mais emoção às pelejas, incentiva-se ao anti-jogo, não se revê a a "LEI DO IMPEDIMENTO". Ora, os defensores que anulem as possibilidades do jogador na "banheira", marcar o tento. Se ele não estiver na mesma linha do zagueiro, azar destes que foram inoperantes. Da próxima vez sejam mais atentos e se oponham aos atacantes insinuosos, se não, bola na rede! E a galera urrando de satisfação...

sábado, 19 de fevereiro de 2011

ATÉ QUANDO

Estamos vivenciando uma árdua batalha para o congresso nacional conceder um reajuste da insignificância de cinco reais, aos trabalhadores que percebem o dito salário-mínimo. É um escárnio! Recentemente, nas calandras  da noite, em votação ultra rápida, os membros do congresso, para si e para os governantes, aprovaram índices astronomicos para seus subsídios. Os representantes do povo, quando deliberam para os seus representados, normalmente, são parcimoniosos ou mesmo sumítico. Quando, entretanto, o foco está voltado para os seus interesses, ou de seus caciques, a postura é diametralmente oposta. Em ato louvável um deputado federal, representante do Distrito Federal, requereu a abstenção de perceber dos denominados décimo quarto e décimo quinto salários pagos aos parlamentares federais e outras mordomias que lhes recheiam os já poupudos contra-cheques. É muita desfaçatez da classe política, que vem manipulando indecentemente, a vida pública em nosso Brasil. Entra legislatura, encerram-se mandatos e as balelas são sempre as mesmas. No período eleitoral prometem mundos e fundos, iludem os eleitores, conseguem os votos desejados, promovem todo tipo de armação e ao chegarem nas casas legislativas, se esquecem de tudo e só visam as suas conveniências. Fala-se há muito, sobre uma reforma política. Insinuam a transformação do modelo atual - que permite o engodo do TIRIRICA, arrastando diversos picaretas, mercê da enxurrada de votos que obteve - em votos distritais, ou em listas. Tudo velhacaria, em momento algum eles se preocupam em enxugar o total de parlamentares. Não existe lógica em se manter tantos deputados e senadores mamando nas tetas do Estado, beneficiando-se das agruras do povo, que contribuem de forma exacerbada com seus impostos. Dizer que tem que haver proporcionalidade entre os representantes de cada estado, em decorrência do aumento do colégio eleitoral, é uma imensa falácia. Claro se está na lei, é para ser cumprido, contudo, o que eles não dizem é que essa lei pode ser alterada. Pode-se elevar a quantidade de eleitores inscritos em cada estado da federação, que implicaria no aumento dos seus representantes, ou seja, São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, tem o direito de eleger setenta deputados, enquanto que os estados com menor representação, limitam-se a oito, perfazendo, atualmente, 513 deputados e 81 senadores. Outra farra inescrupulosa são os vereadores. Criam-se municípios quase todo dia. Um político perde seu cargo, e, logo incentiva a emancipação de um distrito onde possua grande ascendência. Realmente, fica fácil induzir a população local com promessas de melhorias e tudo mais que esses verdadeiros charlatães são eficazes. Obtida a vitória no plebiscito, elege-se o prefeito, os edis e se alocam os servidores municipais, entretanto, os recursos para bancar essa panacéia, de onde advém? Normalmente essas localidades são pobres, carentes de indústrias, sem qualquer forte de arrecadação local, a não ser os impostos territorial e de serviço. O ICMS é tributo estadual, o IR é federal, e aí, como sobreviver o novel município? É fácil, existe  a fatia do bolo a ser lhe atribuída pela União, decorrente do denominado FUNDO DE PARTICIPAÇÃO DOS MUNICÍPIOS, ou seja, é o repasse mensal do duodécimo da arrecadação dos impostos federais, que cabe a cada um dos 5563 municípios brasileiros. Traduzindo em miúdos, enquanto os brasileiros que produzem e geram impostos se esfalfam, e são tungados pelo fisco, determinados grotões sem a menor  condição de ser município, sobrevivem, exclusivamente, do sacrifício alheio. Nessa esteira, encontramos em Minas Gerais o absurdo de 851 municípios, onde muitos são produtivos e viáveis, mas, outros tantos são pífios, dentre os quais a localidade de Santa Cruz, possuindo três quilômetros e cerca de oito mil habitantes. Aqui no Estado do Rio de Janeiro possuímos 92 municípios e também registramos muitos absurdos. Dentre os mais palpáveis cita-se o retalhamento de Nova Iguaçu, que chegou a ser o oitavo em arrecadação nacional e perdeu os distritos de Belford Roxo, Japeri, Queimados e Mesquita, sendo este limitado por pequena área e pouquíssimos recursos. 
Outra grande mamata é existência de vários órgãos governamentais sobrepondo-se e até mesmo conflitando-se. O exemplo marcante está na área de saúde, uma das mais caóticas no país, apesar, e, talvez, principalmente, por existirem hospitais federais, estaduais e municipais. O erro é crasso! O único ser concreto no país denominado BRASIL, é o município. Sim, Estados e a própria União são entes abstratos. Ninguém reside no Brasil, todos, até o presidente da república, reside em um município, o qual tem a designação de Distrito Federal. Daí, seria de bom alvitre que se instituísse um sistema onde, em linhas gerais, caberia a União ditar a política de saúde pública no país e ser a única fonte de arrecadação de impostos, voltados a esse segmento. O estado-membro exerceria a fiscalização do implemento da política federal, certificando a correta  aplicação das verbas recebidas, diretamente pelas prefeituras, a quem caberia a total responsabilidade pela criação, dotação e utilização dos nosocômios e postos de saúde. Da mesma forma nos demais segmentos, com poucas excessões. 
Outro grande absurdo é o Código Brasileiro de Trânsito, que em quase todas as suas implicações, tem cunho nacional, quando, em alguns pontos deveria ser municipalizado. O exemplo mais notório, prende-se a permissão de estacionamento. Cada estado-membro, cada município tem suas peculiaridades, assim, dentro do arcabouço federal, caberia a cada célula local, através de ordenamento apropriado disciplinar e sancionar os recalcitrantes. Hoje o que vemos, enquanto Brasília é uma cidade planejada, moderna, temos no Rio de Janeiro, mormente em Copacabana, excesso de veículos, para poucas vagas. 
O povo precisa acordar, ver que não dá mais para se delegar aos viciados políticos da atualidade, o direito de legislar em nosso favor. Está carcomida

FRESCURA

Muitas têm sido as versões para essa estrepitosa alteração climática, em torno do planeta Terra. Sem querer entrar no  mérito da questão, o que podemos afirmar, em meio as catástrofes decorrentes das fortes chuvas que assolam diversos estados brasileiros, vivenciamos no Rio de Janeiro, temperatura exorbitantes, que dificultam, de sobremaneira, o ir e vir do povo. Certamente, quem está em atividade profissional, deve procurar manter o decoro e a melhor apresentação. Contudo, diante da canícula que aflige as áreas tropicais, até por recomendação médica, os trajes devem ser mais simples, com tecidos mais leves e indulmentárias apropriadas. Em alguns países temos por padrão a camiseta, tipo regata, as bermudas e os terninhos sem gravata, como aqueles utilizado pelo ex-presidente Jânio Quadros, enfim, busca-se adequar os costumes da terra, ao clima, de sorte que os seus concidadãos, possam de forma coerente, sobreviver e praticar suas atividades profissionais e sociais.
No Brasil, temos atitudes eivadas de ranços e de extremismos. Por um lado vemos a prática de toda sorte de modismo, em grande parte importados, e, porque não dizer, compelidos pela mídia, via televisão e demais meios de massificação. Certamente, ao longo dos tempos, todas as nações foram assimilando posturas de outra nações, através das conquistas, das divulgações, enfim, essa simbiose fez com que a sociedade alcançasse o atual estágio. Em alguns pontos evoluídos, promisores, em outros, infelizmente, eivados de retrocessos. 
Em ato dos mais elogiáveis, o atual presidente da Ordem dos Advogados, seção do Estado do Rio de Janeiro, acaba de baixar ato, onde autoriza aos seus inscritos, a utilização de trajes compatíveis ao exercício de suas atividades, até meados do mês de março, inclusive a participação em audiências. Alvíssaras, oportuna e importante medida. Realmente, paletó e gravata nos dias atuais, quando a temperatura na Cidade Maravilhosa, por vezes, suplante os quarenta gráus, é uma atitude louvável, sua dispensa. Ocorre, determinados magistrados, preocupados em demonstrar uma primacia não lhes contemplada em lei, acabam de questionar tal medida, arrimando-se em tradição, que em nada se compatibiliza com os dias e o momento atual. Não é o traje que faz mais digno ou competente a pessoa. São as atitudes, o cárater, a consciência, o amor próprio, o sentimento do deve cumprindo, despojados de estrelismos, soberbas e toda gama de postura preconceituosa.
Quem trabalha em ambiente climatizados, se desloca em veículos providos de ar condicionado, geralmente conduzidos por servidores pagos as custas do contribuinte, certamente, não pode se nivelar aos pobres coitados que matam um leão por dia, visando manter seus humildes escritórios, honrar suas despesas, dentre as quais a anuidade de sua ordem,  tendo, diariamente, reduzidos suas carteiras de clientes, seja pelos aviltantes custos da justiça, sejam pelos costumeiros pleitos de gratuidade de justiça. 
O povo está faminto! Os profissionais liberais estão sendo atropelados pelo rolo compressor da economia populista. A Jusiça, cada vez mais morosa, apesar dos avanços tecnológicos, ainda vivenciamos a mentalidade tacanha de certos gerentes da justiça. Exemplos mil poderíamos invocar, porém, os dois despachos abaixo sintetizam bem:
  1.  " CUMPRA-SE FLS...."; ou "ATENDA-SE AO MP, FLS..."
  2. "ESCLAREÇA O CREDOR, SE DÁ QUITAÇÃO DO MONTANTE DEPOSITADO..."               
Essas publicações, compelem ao advogado se dirigir ao cartório - por vezes longe de seu escritório - para checar o conteúdo da remissão, a qual, em nada dificultaria o seu lançamento, integral, no sitio do TJ. No tocante ao crédito, mister se faz atravessar petição emanando a concordancia, ou não, a qual demorará, bom tempo para ser juntada, despachada, publicada, e, finalmente, emitido o alvará de levantamento. Quando se de plano fosse emitido o mandado, competiria, em caso de discordância, de duas uma: RECEBER e depois   questionar, ou, QUESTIONAR sem receber. O mais acachapante, nisso tudo, é que essa prática se dá muito nos feitos processados em sede do juizado especial, cuja lei que rege esses procedimentos, tem por princípio a INFORMALIDADE e a CELERIDADE. Ainda falam em abarrotamento da JUSTIÇA! Precisamos modernizar e refrescar a mentalidade de muitos magistrados, serventuários, membros do ministério público, servidores em geral, e, até mesmo de alguns outros profissionais do DIREITO.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

EM RIO QUE TEM PIRANHA, JACARÉ BEBE ÁGUA DE CANUDINHO

Desde há muito aprendi que a polícia é o termômetro que mede a conduta da sociedade. Realmente, cada povo tem a polícia que merece! Como é sobejamente sabido, a polícia tem seus integrantes retirados do seio da sociedade e, por óbvio, a atividade policial tem que ser desenvolvida em prol da sociedade. Todo o poder emana do povo e em seu nome os membros de cargos eletivos, exercem seus mandatos. Sinceramente, a teoria é muito bonita, contudo, na prática se constata que a coisa é bem diferente. De plano se observa que os donatários do poder, somente se valem do arcabouço policial, para lhes proteger, ou, então, para agir em favor de seus projetos, muitos dos quais, nada lisonjeiros, ao contrário, quase sempre eivados de picardia. Em todo o mundo, com raríssimas excessões, observam-se que as forças policiais agem como verdadeiras massas de manobra. A qualquer movimento, seja em regimes de força, ou democráticos, sempre a polícia se encarrega das ações mais nefastas. Nos movimentos recém havidos no oriente médio, enquanto as forças armadas posa de bons moços, a força policial se desgastou nas ruas, combateu os opositores do governo, foi aquartelada, o ditador colocou-se em retirada e os seus antigos protetores, certamente, agora estarão a mercê dos novos dirigentes da nação e, com absoluta certeza, serão cassados e acossados, diante da virada de mesa, como se pudessem desobedecer aos antigos governantes. Por aqui, apesar da hercúlea incursão havida nas hostes dos marginais que mantinham sob domínio a comunidade do Alemão e adjacências, passada a euforia, apesar da exitosa empreitada, o que encontra-se repercutindo, certamente, foi a desonrosa atitude de uns poucos que praticaram atos tidos e havidos,  como desvio de conduta. Em meio a recente operação desencadeada pela polícia federal, cumprindo mandados de prisão em torno de mais de tinta policiais, a mídia vem deitando e rolando, fazendo comentários de toda a sorte, colocando em  xeque antigos guardiões da segurança publica, induzindo confrontos, disse-me-disse e toda sorte de contingências que servem para denegrir a POLÍCIA. Por outro lado, instituições com melhores ganhos, efetivos mais substanciais, infra estrutura mais moderna e de grande porte, mantém-se alheia diante da notória fragilidade da polícia de fronteira, propiciando um manancial de atividades ilícitas, sob recarregando as últimas linhas, ante a fragilidade das forças de primeiro combate. Paciência, enquanto uns poucos, com poder de mando, se encastelam em seus verdadeiros banckes, comendo do bom e do melhor, refastelados em confortáveis aposentos, sob a frescura de potentes aparelhos de ar condicionado, enquanto que os tiras e os "meganhas" estão morrendo no front, e passando a pão e água. Santo não existe nas forças policiais, contudo, existem vários lúciferes, na política, na justiça, nas religiões, nas corporações profissionais, no seio da imprensa, enfim, em qualquer ramo de atividade. Mas, quem dá IBOPE, que aumenta a vendagem    de jornais e afins, é a polícia. Não adianta se mostrar e comprovar-se que é bem diminuta a quantidade de maus policiais, que os verdadeiros formadores de opinião, não estão nem aí, o que eles querem mesmo é fazer a polícia de GENI, na hora da salvação, clamam  por sua ação, quando não sai do jeito que gostariam, pouco lhes importa o crédito remanescente, o que mais lhes apraz, certamente, é apedrejar a GENI! Agora, em nosso estado, a polícia civil estará sob a tutela de uma representante do sexo feminino, até porque está na moda. Vamos torcer que a nova dirigente policial tenha boa estrela e que ela consiga reluzir, porque, em caso contrário, poderá vir a ser mais uma GENI.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

MISCELANIA

Hoje houve no Estado do Rio de Janeiro, verdadeira caça às bruxas, em cima de policiais que estariam envolvidos com a bandidagem. Em sendo verdade o que a mídia noticia, nossos sinceros aplausos. Não se pode  manter-se fiéis a dois deuses. Ou se combate o mal, ou se adere aos maus. Estamos saturados de ver atitudes de uns poucos, denegrindo a imagem de muitos e das nossas instituições. Certamente, não somos idiotas para acreditarmos que a prisão desse grupo, realmente, vai arrumar a casa. Contudo, certamente, atitudes desse porte contribuem para a melhor seriedade das instituições. O triste nisso tudo, prende-se ao fato de que combater soldados e policiais civis, é fácil. Difícil é o combate e a efetiva manutenção em prisões de certo figurões, especialmente, os barões  da política e certos figurões do judiciário e seus tentáculos. Todo dia a imprensa veicula ações eivadas de roubalheira praticadas por governantes, senadores, deputados, prefeitos, vereadores, sem falar ministros, secretários e seus assessores, entretanto, de prático quase nada acontece. Os envolvidos no emblemático caso do "mensalão" vêm conseguindo postergar o processo em curso no STF, e, com grande chance de jogá-lo às calandras, e, assim, conseguir sua prescrição. O sigilo do caseiro foi quebrado criminosamente, e o principal acusado, voltou a ser ministro. Outros e muitos, também obtiveram benesses, apesar de chafurdarem em lamaçal dos mais emporcalhados. O novel congresso, já coloca as mangas de fora, rejeitando as condições que a sociedade que os elegeu, através do único instrumento legal que lhes foi concedido, consegui estabelecer para barrar os chamados FICHA SUJA. Suas excelências, ou seria excrecências? Conscientes de que o povo se esquece, vetaram dispositivos da legislação que poderá sanear   a câmara e os demais órgãos do parlamento e do executivo. Quanto mais criminosos, melhor para os gazeteiros, perdulários e desonestos integrantes do legislativo. As empreiteiras, cada vez mais opulentas, locupletam-se dos esquemas alinhavados aqui e acolá, sempre sangrando os bolsos do povo, em detrimento do enriquecimento de uns poucos. A briga para dominar segmentos do governo é um escárnio. Onde tem cheiro de bufunfa, as aves de rapina se digladiam para sobrevoar o futuro butim. Certos setores do ministério público saram de cena´, por vezes se fica sabendo do desvio de conduta de alguns. As forças armadas, estão alheias a tudo, sobrevivem das migalhas que o sistema lhes impingem, e, fica tudo legal. Em minutos os abutres da nação reajustaram seus elevados sala´riso, enquanto que, promovem u triste espetáculo, para conceder um diminuto aumento ao salário-mínimo. Obras super faturadas, mau executadas, material de péssima qualidade, desastres ecológicos, tragédias decorrentes da fúria da mãe natureza, entretanto, com forte aval dos políticos e seus asseclas. E, apesar de tudo, as coisas seguem e não se fala nada. No oriente médio o "bicho tá pegando" o efeito cascata vem protagonizando na região. DEUS permita que em outros lugares, especialmente nas Américas, o exemplo frutifique. Hoje recebi um e-mail , onde um parlamentar dá conta ao plenário, de que uma comissão da casa houvera aprovado um kit, onde crianças em idade escolar, em breve, estarão recebendo nas próprias escolas, vídeos sobre homossexualidade. Certamente, é um absurdo, essas minorias, valendo-se da argumentação do "politicamente correto" e outras falácias, vêm impingindo seus modus vivendis, em detrimento das maiorias corretamente estabelecidas, seguidoras dos ditames legais, sociais, religiosos, enfim, o certo está sendo atropelado por essas distorções e qualquer dia, estaremos subjugados às excessões, dai, não mais precisarmos seguir as regras. Da mesma forma, estas tais cotas,  essas legislações privilegiando uns em detrimento de outros. A carta magna insculpi que todos são iguais perante a lei. Mas, o que se observa,são alguns segmentos sendo privilegiado, em detrimento dos demais. E ai de quem fala sobre tais temas, logo surge a pecha de discriminação. Eles fogem aos parâmetros, nos afronta com seus estereótipos e quem reage está errado. Sinceramente, está complicado!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

CRUZ CREDO


Não bastassem as consequências das fortes chuvas que assolaram a região serrana fluminense, ainda temos que conviver com a falta de sensibilidade e mau caráter de determinadas pessoas. Em dado momento, ficamos sabendo que o motorista da UERJ desviou-se do roteiro para entrega dos donativos, tomando rumo de casa, e, em conluio com seu irmão, desviaram parte da carga. Em Nova Friburgo, outro motorista, de forma inconsequente, desfez-se da carga - roupas e calçados - de forma abrupta, espalhando pelo chão, aquilo que muitos solidários com a dor alheia, amealharam e promoveram a remessa aos necessitados. Outra situação desagradável, prendeu-se ao buchicho havido entre os representantes da municipalidade teresopolitana e equipes da Cruz Vermelha, ao que se depreende, cada qual procurando tirar partido da desgraça alheia, esquecido que nessa hora, o mais importante é valer-se do lema do mosqueteiros: - "UM POR TODOS, TODOS POR UM!". Também ficou esquisito a notícia de que um voluntário, teria reproduzido em seu blog, comentários de terceiros, dando conta de que autoridades municipais estariam mascarando a realidade, sonegando informações quanto a realidade plena da tragédia. Realmente, apesar da mobilização e boa vontade da sociedade brasileira, desde os mais humildes aos grandes industriais, cada qual ao seu modo, contribuindo para minimizar as agruras das vítimas, sempre surgem os picaretas, que em meio a  dor, visam  suas conveniências e suas patifarias. Não sou apologista do atual governo do estado, contudo, uma verdade inconteste, é a fibra e determinação do vice-governador, no exercício do cargo de secretário de obras, junto com do diretor do EMOP e outros mais, que se alocaram em Nova Friburgo e de forma incansável vêm se dedicando a superar os inúmeros problemas locais. Em meio a tanta miséria e desolação, não pode passar desapercebido o empenho dos voluntários e servidores, de todo escalão e setores. O pessoal da COMLURB, deslocou-se da capital e deu show na serra. A galera dos bombeiros, defesa civil, polícia militar, forças armadas, médicos, para-médicos, engenheiros, a turma da justiça, voltada para liberação  dos corpos das vítimas fatais, enfim, é difícil enumerar quem mais se empenhou. Podemos resumir que foi a verdadeira corrente prá frente. A propósito, o que nos deixa preocupado, justamente, é o prá frente, o que está por vir. Estão fazendo muitas promessas, algumas plenamente factíveis, outras, cheirando a demagogia. Oxalá eu esteja sendo crítico demais, e venha mas tarde a descobrir meu equívoco, contudo, é bom prevenir, para não ter que remediar. Vamos colocar os pé no chão, ao menos nesse momento de perdas, onde as chuvas não pouparam ricos ou pobres, para buscarmos soluções concretas e realísticas. Onde  não for possível construir, vamos brecar, demolir, enfim, evitarmos novas vítimas, aos futuros temporais. A lei existe, e, em sua maioria, tem bons fundamentos. Contudo, sua aplicação fica a desejar, especialmente porque os políticos, são useiro e vezeiro, em descumpri-las, visando tapar o sol com a peneira e conquistar mais alguns votinhos nos vindouros pleitos, independente dos prejuízos materiais e legais que possam causar, independente das mortes.

sábado, 22 de janeiro de 2011

MEIA VOLTA, VOLVER!

Todo dia nos deparamos com situações que nos levam a fazer questionamentos. Realmente, tem coisas, que ficam difíceis de se admitir. Recentemente me deparei com um fato, o qual embora não me diga respeito, me trouxe a fazer essas considerações. O tempo se encarrega de nos pregar muitas peças. O nosso personagem, o conheci ainda garoto, embora, à época não tivéssemos amizade. Anos depois, voltamos a nos encontrar na mesma instituição. Ele na condição de oficial e eu de mero soldado. O meu conhecido, não gozava da simpatia da massa, e, tentou, em algumas oportunidades, se aproximar da minha  pessoa. De forma sutil, buscava manter um certo distanciamento, contudo, pouco tempo depois, passei a trabalhar em um destacamento, justamente na localidade em que o mesmo, após o seu casamento fora residir. Nessa época, volta e meia, dava uma incerta no posto e quando me encontrava buscava contemporizar sua investida. Pouco tempo fiquei no posto policial, indo logo cursar. Nesse ínterim, soube de um episódio, onde o mesmo houvera causado a detenção de um soldado, e, encontrando-se de serviço, veio a transgredir as normas do comando. Para a desagradável surpresa do nosso personagem, quando regressou ao quartel, veio a ser surpreendido pelo comandante, que fora avisado por um anônimo, sobre a escapulidela do oficial de serviço. As consequências para o recalcitrante, não foram as melhores, acabando fazendo companhia ao seu desafeto. O tempo seguiu seu rumo, e durante um novo curso que fora fazer, no período do Carnaval, retornei à minha unidade. Em pleno desfile das escolas de samba, fui escalado na avenida central e tive como comandante da minha ala, o aludido tenente. Ao iniciarmos o serviço, diferente do seu colega de posto, comandante da outra ala, tido e havido como um oficial medroso, o nosso personagem buscava problema em tudo, agitando os seus subordinados, que sabiam a hora que iniciaram o serviço, sem, contudo, saber quando terminariam. Naquela época o desfile do primeiro grupo das escolas de samba carioca, era em um só dia e não havia cronometragem. Em ano anterior, eu mesmo trabalhara na avenida Rio Branco das quatorze horas de um sábado, até às dezessete horas de domingo. Nesse Carnaval, durante a madrugada, ao receber a ração fria, sentindo as pernas um tanto quanto cansadas, procurei acomodar-me na viatura, para fazer o lanche distante dos espectadores. Absorto na refeição, vim a ser ameaçado de sofrer sanções disciplinares, por encontrar-me dormindo, durante o serviço. De plano refutei a acusação e ao longo do serviço, até o seu término, de tempos em tempo, o oficial repetia que participaria a dita infração, que ao seu alvitre, eu cometera. Regressando do policiamento, dirigi-me ao capitão comandante geral da guarnição e narrei-lhe o ocorrido, tendo este, imediatamente, determinado que nada de anormal ficasse registrado durante o seu serviço. Concluído o curso, com a devida promoção, retornei à minha unidade e o nosso personagem,  na primeira oportunidade, durante uma instrução para os sargentos, abordou o episódio do Carnaval e ufanou-se de que graças a sua benevolência, eu não fora prejudicado no curso que frequentava. A sua empáfia, deu azo a que um dos mais graduados comprasse o meu barulho, e o clima ficou pesado. Com o passar do tempo, o nosso convívio, se não era amistoso, também não havia belicosidade. Inclusive, ele capitão, trabalhava ao lado da seção em que eu trabalhava, por vezes, frequentando as rodas de bebericagem ali havidas. Em uma dessas ocasiões, talvez por se encontrar alegre - eu não bebia - procurou abordar a questão do Carnaval. Nessa oportunidade propôs-me um armistício, conquanto que eu admitisse que estava dormindo naquela ocasião. Diante da minha negativa de falsear a verdade, tornou a ficar embirrado. Não demorou muito tempo e cada qual tomou novos rumos, novas promoções, novos horizontes. Decorridos alguns anos, tornamos a nos encontrar em um evento social, onde, em uma roda com amigos comuns, o mesmo teceu elogios a minha pessoa, dizendo-se admirador da minha fleuma e dedicação aos propósitos evolutivos. Desde então, sempre que nos vemos, ele busca abordar-me, trocar algumas palavras e demonstrar certa estima. Atualmente, venho tendo contatos mais constantes com o mesmo, uma vez, ao que parece, encontra-se exercendo uma atividade próxima a local que frequento com assiduidade. Realmente, o trabalho  enobrece e feliz aqueles, que mesmo aposentado, ainda têm gás para dar um pouco de si, auferindo algo mais para garantir o pão nosso de cada dia. Entretanto, devido ao posto, é de se crer que o serviço deveria ser compatível com essa condição. Daí, ficarmos nos questionando: Para quê tanto orgulho, tanta soberba, se viemos do pó e ao pó voltaremos! Nossa passagem pela Terra, deveria ser apenas para somar, jamais subtrair ou dividir. Ninguém sabe as voltas que o mundo dá!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A IRA DOS DEUSES

Estava no Rio de Janeiro, uma situação emergente quase me obrigou a permanecer na cidade. Liberado do compromisso, tomei rumo a serra. Cerca de dezenove e trinta horas, encontrava-me em casa. Ao chegar garoava em Teresópolis, após as medidas usuais, assisti aos telejornais e abri o computador. Passava da vinte e uma horas, quando a chuva apertou, e, confesso,fiquei preocupado com as suas consequências. O local em que passei a residir em meados do ano recém findo, fica na principal artéria da cidade, edifício sólido de quatro pavimentos superiores e dois inferiores, providos de bastante conforto e segurança. A periferia, embora tenham morros não muito distante, também julgamos confiáveis. No entanto, o acesso à cidade seja pela Rio-Bahia, como pela Teresópolis - Itaipava, e muitas áreas locais, são suscetíveis aos efeitos das intempéries, hajam vistas, situações pretéritas. Após meia-noite, recolhi-me ao leito, somente despertando lá pelas sete horas. Ao levantar-me o prenúncio de que as coisas não estavam bem: faltava energia elétrica. Resolvi continuar na cama, e depois de algumas elocubrações, busquei ler um livro. Cansado do ócio, levantei-me disposto a dar um bordejo à rua, para fazer o desjejum. A luz permanecia faltando, ao sair na recepção do prédio o porteiro, após cumprimentar-me, alertou-me que desde a madrugada fora cortada a energia elétrica devido a ruptura de uma barragem na localidade de CALEME. Neófito na cidade, agradeci, trocamos algumas impressões e saí à rua. Em frente a universidade, com seus alunos em férias, as lojas vizinhas, algumas fechadas outras as escuras com sua gente na rua. Os sinais de trânsito desligados, e, embora não chovesse, percebia-se o desalento geral. Na padaria, funcionando precariamente, mais parecia uma boite. Os restaurantes fechados, como farmácia e outros comércios.
Retornando à casa, pelo rádio de pilhas, sintonizei uma emissora local, ficando então sabendo das primeiras notícias da verdadeira catástrofe que assolou parte da cidade. A telefonia regular e celular também estava deixando a desejar. A energia foi restabelecida antes do meio dia e pela televisão passei a acompanhar as cenas dantescas, não só em Terê, como em Friburgo e Petrópolis. Realmente, até agora, a cada episódio, mais traumatizado com a odisseia com que a população se viu envolvida. A verdadeira tsunami não poupou prédios rústicos ou bem construídos, casebres ou mansões, pobres e ricos, contabilizam os mortos, feridos, desalojados e desamparados. As autoridades, como sempre, prometendo mundos e fundos, mas, certamente, na próxima catástrofe - oxalá eu esteja equivocado - voltarão à mídia com as mesmas desculpas esfarrapadas. As chuvas têm sido severa, entretanto, não se pode tapar o sol com a peneira: áreas inabitáveis, estão repletas de loteamentos irregulares em sua grande maioria; as margens dos rios, riachos e córregos, cheios de barracos e construções de alvenaria. As árvores cortadas, onde outrora, serviam como sustentáculo às fortes chuvas. O povo, como sempre solidário, prestando empícamente sua ajuda aos policiais, bombeiros e membros da defesa civil. As contribuições com donativos e espaços para abrigar os flagelados. Tudo com dantes, no quartel de Abrantes!  Nesses momentos de dificuldade e apreensão, conseguimos distinguir quem é quem. Desde o horário dos telejornais veiculados após o meio-dia, choveu telefones de familiares, clientes e amigos, ciosos da saber quanto a minha incolumidade. Graças à Deus, física e materialmente, estou muito bem! Contudo, psicologicamente, estou sentindo a dor do meu semelhante, impotente de reverter o quadro de agrura que a TV nos apresenta. Resignar-se que em outros estados e países, por chuva, gelo, sol, fogo, ou que outra maleficência esteja ocorrendo, é muito cômodo e inconsequente. Não resta dúvida, contra a força da natureza, o ser humano é frágil. Mas, acima de qualquer outro ser, nos foi dada a inteligência, e com ela, não fosse a pusilanimidade de nossas autoridades e imbecilidade de nossa sociedade, onde a vaidade e ganância falam mais alto, poderíamos muito fazer para evitar ou minimizar os ecos nefastos dessas ocorrências. Chorar o leite derramado, não retorna o líquido à vasilha. Precisamos, para ontem, rever conceitos, promover estudos sérios e céleres, senão, a cada janeiro, estaremos contabilizando novas vidas ceifadas. Não adiante questionar se se trata da ira dos deuses, carecemos de cumprir o nosso papel, e termos fé em Deus!

domingo, 2 de janeiro de 2011

ATÉ OS CÉUS CHORARAM

Não sei não, mas, continuo não fazendo fé na "nossa" presidenta. Não costumo ser pessimista, contudo, no caso presente, meu sexto sentido me compele ao descrédito. O discurso de posse foi salpicado de palavras de chamamento ao diálogo, de que não deposita sentimentos de vindita ou ódio, mas, continuo com um pé atrás, não lhe dei meu voto, não confio em suas promessas, assim como, não creio nos propósitos de seu partido. A política dominante em nosso país é das mais falsas e despojada de confiabilidade. Vemos que esses seres especiais, somente conjuminam os próprios interesses e conveniências, pouco se lixando para os problemas dos simples mortais, os quais, de quatro em quatro anos, lhes propiciam novos mandatos. O governo que acaba de encerrar seu período, conseguiu tapar o sol com a peneira, e, através de mirabolantes artifícios, obteve índices alarmantes de aceitação. Entretanto, segundo abalizados críticos, deixou uma portentosa bomba de efeito retardado, para em breve explodir. A economia mundial, especialmente na Europa e nos Estados Unidos, atravessa delicado período, por aqui os efeitos foram pequenos, mas, carecemos de cautela para não nos estrepar. A nova mandatária é marinheira de primeira viagem em política partidária, embora seja macaca-velha em articulações políticas. Filha de família pródiga, na juventude militou em células que buscavam reverter o quadro dominante na política brasileira. Esteve presa como subversiva, tem-se notícias que teria sido vítima de torturas, e, no governo do PT assumiu o ministério, que a habilitou a ser indicada para representar o partido no último pleito. No dia de sua posse, justamente na hora em que dirigia a esplanada e embarca em carro aberto, os céus derramaram volumosa chuva, empanando o brilho que o cerimonial esperava obter. É cedo para prognóstico, reconheço, todavia, mesmo torcendo para que esteja errado, afinal, não gostaria de ver o meu país em situação mais caótica, mas, ainda assim, não consigo renegar meus sentimentos e não faço fé em um governo alvissareiro. Como dizia um veterano cronista esportivo: Quem viver verá!