domingo, 5 de junho de 2011

ESTADO DE NECESSIDADE

Estou estarrecido com a situação verificada no quartel general do corpo de bombeiros. Realmente foi uma situação deprimente. Duas corporações que padecem do mesmo mal, sob jugo do mesmo governo, enquanto uma pleiteia melhores condições de subsistência, a outra, através de alguns de seus segmentos, combate de forma incisiva, e, em alguns momentos, até com rigor exagerado. O movimento deflagrado pelos homens do fogo, pode até ser visto como estado de necessidade. A situação de penúria por que passam os "militares" do Estado do Rio de Janeiro, é uma realidade inconteste. Agrava-se a questão dos bombeiros, pela desqualificação profissional impingida pelo governo, fazendo com que passassem a pertencer a uma secretaria de estado, cujas atividades e a própria essência, fogem completamente as origens da corporação, criando verdadeira situação anômala, onde os prejuízos de toda ordem, jamais serão recuperados. Outrora os militares viviam subjulgados aos regulamentos draconianos e até a ações desprovidas de legalidade, oriundas de seus chefes e de alguns oficiais inescrupulosos. O tempo passou, o advento da informática, as redes sociais, a internet, possibilitou elevada inteiração entre esse segmento sofrido. Lamentavelmente, sempre existirão os aproveitadores, que independente dos vínculos com a causa da segurança pública, dos PMs e Bombeiros Militares, não se pode colocar os interesses políticos partidários, ou mesmo, as conveniências dos cidadãos, em detrimento das responsabilidades e do bem estar das categorias em questão.
Não votei nos políticos dominantes, não sou engajado a qualquer movimento político, por não confiar nos partidos existentes, mas, não sou leigo, desinformado ou alienado. Todos os lados envolvidos tem suas razões: o governo atual, não foi quem criou esse fosso salarial; os bombeiros, de fato, estão sufocados pela utilização de seus serviços em funções diversas, comandados por pessoas desqualificadas para tal; os integrantes do BOPE, estavam cumprindo ordem, e, caso desobedecessem estariam passivos das sanções penais. 
O momento é de se passar a limpo todas as questões e se buscar novos horizontes. As lideranças dos movimentos desencadeados, precisam assumir com coerência e atitude o rumo da questão. Não se pode colocar os interesses pessoais, em detrimento do coletivo. O governo carece de abandonar a demagogia e despir-se da empáfia. O nosso estado vem se recuperando econômicamente e a segurança pública é ponto fundamental nessa recuperação. Não se pode manter a família policial e os gloriosos bombeiros no estado famélico em que se encontram O acirramento dos ânimos em nada contribuirá para ascensão do nosso estado, no universo nacional. Vamos procurar o denominador comum, encontrar um viés que possa superar a crise institucional, sem fraquejar as reivindicações e sem gerar animosidade entre os integrantes das duas corporações desse importante estado da federação brasileira. Que DEUS ilumine as mentes dos líderes, afastando a soberba, a intransigência e toda e qualquer postura inadequada, que em nada contribuirá para que se chegue ao desiderato.

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