Não sei não, mas, continuo não fazendo fé na "nossa" presidenta. Não costumo ser pessimista, contudo, no caso presente, meu sexto sentido me compele ao descrédito. O discurso de posse foi salpicado de palavras de chamamento ao diálogo, de que não deposita sentimentos de vindita ou ódio, mas, continuo com um pé atrás, não lhe dei meu voto, não confio em suas promessas, assim como, não creio nos propósitos de seu partido. A política dominante em nosso país é das mais falsas e despojada de confiabilidade. Vemos que esses seres especiais, somente conjuminam os próprios interesses e conveniências, pouco se lixando para os problemas dos simples mortais, os quais, de quatro em quatro anos, lhes propiciam novos mandatos. O governo que acaba de encerrar seu período, conseguiu tapar o sol com a peneira, e, através de mirabolantes artifícios, obteve índices alarmantes de aceitação. Entretanto, segundo abalizados críticos, deixou uma portentosa bomba de efeito retardado, para em breve explodir. A economia mundial, especialmente na Europa e nos Estados Unidos, atravessa delicado período, por aqui os efeitos foram pequenos, mas, carecemos de cautela para não nos estrepar. A nova mandatária é marinheira de primeira viagem em política partidária, embora seja macaca-velha em articulações políticas. Filha de família pródiga, na juventude militou em células que buscavam reverter o quadro dominante na política brasileira. Esteve presa como subversiva, tem-se notícias que teria sido vítima de torturas, e, no governo do PT assumiu o ministério, que a habilitou a ser indicada para representar o partido no último pleito. No dia de sua posse, justamente na hora em que dirigia a esplanada e embarca em carro aberto, os céus derramaram volumosa chuva, empanando o brilho que o cerimonial esperava obter. É cedo para prognóstico, reconheço, todavia, mesmo torcendo para que esteja errado, afinal, não gostaria de ver o meu país em situação mais caótica, mas, ainda assim, não consigo renegar meus sentimentos e não faço fé em um governo alvissareiro. Como dizia um veterano cronista esportivo: Quem viver verá!

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