terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

EM RIO QUE TEM PIRANHA, JACARÉ BEBE ÁGUA DE CANUDINHO

Desde há muito aprendi que a polícia é o termômetro que mede a conduta da sociedade. Realmente, cada povo tem a polícia que merece! Como é sobejamente sabido, a polícia tem seus integrantes retirados do seio da sociedade e, por óbvio, a atividade policial tem que ser desenvolvida em prol da sociedade. Todo o poder emana do povo e em seu nome os membros de cargos eletivos, exercem seus mandatos. Sinceramente, a teoria é muito bonita, contudo, na prática se constata que a coisa é bem diferente. De plano se observa que os donatários do poder, somente se valem do arcabouço policial, para lhes proteger, ou, então, para agir em favor de seus projetos, muitos dos quais, nada lisonjeiros, ao contrário, quase sempre eivados de picardia. Em todo o mundo, com raríssimas excessões, observam-se que as forças policiais agem como verdadeiras massas de manobra. A qualquer movimento, seja em regimes de força, ou democráticos, sempre a polícia se encarrega das ações mais nefastas. Nos movimentos recém havidos no oriente médio, enquanto as forças armadas posa de bons moços, a força policial se desgastou nas ruas, combateu os opositores do governo, foi aquartelada, o ditador colocou-se em retirada e os seus antigos protetores, certamente, agora estarão a mercê dos novos dirigentes da nação e, com absoluta certeza, serão cassados e acossados, diante da virada de mesa, como se pudessem desobedecer aos antigos governantes. Por aqui, apesar da hercúlea incursão havida nas hostes dos marginais que mantinham sob domínio a comunidade do Alemão e adjacências, passada a euforia, apesar da exitosa empreitada, o que encontra-se repercutindo, certamente, foi a desonrosa atitude de uns poucos que praticaram atos tidos e havidos,  como desvio de conduta. Em meio a recente operação desencadeada pela polícia federal, cumprindo mandados de prisão em torno de mais de tinta policiais, a mídia vem deitando e rolando, fazendo comentários de toda a sorte, colocando em  xeque antigos guardiões da segurança publica, induzindo confrontos, disse-me-disse e toda sorte de contingências que servem para denegrir a POLÍCIA. Por outro lado, instituições com melhores ganhos, efetivos mais substanciais, infra estrutura mais moderna e de grande porte, mantém-se alheia diante da notória fragilidade da polícia de fronteira, propiciando um manancial de atividades ilícitas, sob recarregando as últimas linhas, ante a fragilidade das forças de primeiro combate. Paciência, enquanto uns poucos, com poder de mando, se encastelam em seus verdadeiros banckes, comendo do bom e do melhor, refastelados em confortáveis aposentos, sob a frescura de potentes aparelhos de ar condicionado, enquanto que os tiras e os "meganhas" estão morrendo no front, e passando a pão e água. Santo não existe nas forças policiais, contudo, existem vários lúciferes, na política, na justiça, nas religiões, nas corporações profissionais, no seio da imprensa, enfim, em qualquer ramo de atividade. Mas, quem dá IBOPE, que aumenta a vendagem    de jornais e afins, é a polícia. Não adianta se mostrar e comprovar-se que é bem diminuta a quantidade de maus policiais, que os verdadeiros formadores de opinião, não estão nem aí, o que eles querem mesmo é fazer a polícia de GENI, na hora da salvação, clamam  por sua ação, quando não sai do jeito que gostariam, pouco lhes importa o crédito remanescente, o que mais lhes apraz, certamente, é apedrejar a GENI! Agora, em nosso estado, a polícia civil estará sob a tutela de uma representante do sexo feminino, até porque está na moda. Vamos torcer que a nova dirigente policial tenha boa estrela e que ela consiga reluzir, porque, em caso contrário, poderá vir a ser mais uma GENI.

Nenhum comentário:

Postar um comentário