sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

A MINHA ÁGUIA PRECISA VOAR

Tem coisas que são difícil de se entender. Por mais que se coloque o cérebro para analisar, não se encontra razões plausíveis. Certamente, o mundo moderno é cheio de percalços, de jogadas, de armações. A política é um nojo, só se vê picaretas, notícias pegajosas, envolvimentos escusos. Na economia, é nítido que convivemos com uma gama substancial de arapucas, envolvendo as bolsas de valores, produtos colocados no mercado financeiro oferecendo mundos e fundos, quando se toma pé da situação, são jogos, onde os espertos garantem no mínimo as taxas de administração, e, se utilizam dos seus caraminguás, para aplicar em outros produtos, onde pode-se ganhar, como também, se perder. Ou seja, eles ganham sempre, enquanto que nós, ora ganhamos, ora perdemos, com mais ênfase à perdas. Nos esportes, estamos vivenciando a mesma inconsistência. Cria-se a expectativa de êxito das nossas equipes, nossos atletas, nossas delegações, nossos clubes. Investe-se na qualidade dos profissionais, propicia-lhes amplas condições para se apresentarem com uma preparação de alto nível. Faz-se parcerias com empresa, vale-se da mídia para divulgar o esporte e as nossas entidades. Repentinamente, constata-se um lamaçal em nossa volta. Atletas irresponsáveis, vendilhões, sem caráter, moral enxovalhada, ambientes putrefatos, interesses escusos, sobrepujando a velha máxima do MENTE SÃ, CORPO SÃO! Nas artes, a coisa não é muito diferente. O vil metal fala mais alto e nem sempre de forma honesta. O fenômeno mais gritante, e talvez o mais grave, atualmente, deve ser o ambiente das escolas de samba. Muitas verbas, patrocínios esquisitos, despesas estranhas, apurações complicadas, sensação de podridão no ar. Aqui no Rio de Janeiro, determinadas escolas estão sempre disputando enquanto que outras, por melhor que se apresente, mesmo recebendo elogios da mídia e do público, não passam pelo crivo dos julgadores. O mais difícil de se entender, é que os integrantes do júri, de ha muito, são sempre os mesmos. Constantemente criticados, enxovalhados apos os resultados, mas, no ano seguinte, volta-se a saber que os lambões estarão, novamente, nas casamatas da Marquês de Sapucaí, avaliando o empenho daqueles batalhadores da esperança, que com sangue, suor e lágrimas, ambicionam alcançar a vitória na quarta-feira de cinzas. Esse ano, honra seja feita, ganhou quem mereceu, mas, ainda assim, algumas boas lambanças foram registradas. Minha Portela, novamente, foi esculachada e, sabidamente, em determinados quesitos, não merecia receber a avaliação registrada. Outras escolas, com esquemas mais sólidos, acabaram recebendo notas, mais robustas. O que resta saber, certamente, qual o critério utilizado nessas avaliações. Muito se fala em tráfego de influência, corrupção, emparedamento, enfim, situações nefastas, que  paralelamente repercutem no maior espetáculo da Terra! Até quando? Precisamos buscar condições legítimas para que  minha águia possa voltar a voar, após  vinte e um alceio aos píncaros, colocaram chumbadas em suas assas que permanecem emperradas a longos anos.

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