quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

A HORA DE DESCOBRIR OS VERDADEIROS AMIGOS

Eu sabia que possuía uma gama de pessoas que bem me queria. No âmbito da família, dentre os meus clientes, mas, acima de tudo, os verdadeiros amigos. Após as doze horas de ontem, quando o noticiário da TV passou a transmitir de forma maciça as lamentáveis ocorrências verificadas na periferia de Teresópolis, tantos quantos sabendo que estou morando na localidade, passaram a ligar-me. Estou consternado com tudo aquilo que a mídia vem mostrando. Realmente, foi muito avassalador os efeitos da enxurrada. Nos três municípios onde a terra arrasada e as mortes foram as verdadeiras tônicas, o futuro para os sobreviventes, será muito difícil. A reconstituição do território, os serviços básicos, as novas moradias, tudo será dramático. Os que perderam a vida, só nos resta orar. Os enfermos, compete aos órgãos de saúde, através de seus profissionais especializados, promoverem os cuidados necessários à plena  recuperação. Sobre a reconstrução dos bairros, a circulação de veículos, restabelecimento de serviços essenciais e a construção das novas unidades habitacionais, carecerão de regras rígidas. O erros do passado recente, não podem mais ser praticados. As autoridades necessitam deixar o aspecto político que envolve a questão, e se preocupar com as vidas que certamente estarão salvando. A ecologia deve ser respeitada, as necessidades  da população também. Nessa dicotomia, deve ser estruturada a vertente da recuperação dos espaços. Recursos financeiros existem, dedicação dos sobreviventes e de seus familiares e amigos, certamente existirão, o que notadamente precisará é que os governantes demonstrem a verdadeira vontade política para cumprir a missão institucional. O cerne da questão é esse, quando a força da natureza ataca, todos se mobilizam. Quando o tempo passa e a poeira se assenta, volta tudo à mesmice e cada setor da administração tira o corpo fora, empurra com a barriga o problema, faz algumas coisas, em cima das pernas, até a próxima hecatombe. É duro, porém é real, se o povo não ficar atento, nada muda. Em breve novas eleições, novos engôdos, promessas vãs, disse-me-disse, e após a abertura das urnas, os mesmos são eleitos e  depois nada fazem, ficando o dito, pelo não dito!

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