domingo, 5 de fevereiro de 2012

A VOLTA

O ano que passou foi complicado! Superados alguns problemas de ordem financeira, convivi com toda sorte de situações embaraçosas. No cipoal de problemas, estive as voltas com diatribes sentimentais, posturas inadequadas de pessoas que julgava mais firmes, acolhimento por parte de quem estava ausente, e culminou  com surgimento de sérios problemas de saúde. Apesar de todos os percalços, somente tenho a agradecer: Primeiramente a DEUS, que jamais deixou-me ao desamparo. Em seguida as pessoas que oraram pelo restabelecimento e buscaram dar-me apoio moral, material e sentimental nos momentos mais agudos. Nunca tivera indício de qualquer problema cardíaco, afora um quadro de diabetes, controlado de priscas épocas, do nada, em meados de julho, fui a cometido de cansaço exacerbado e falta de ar. Em uma semana busquei assistência médica, tendo na pessoa do jovem cardiologista Dr. Rafael Augusto Rangel, a verdadeira tábua de salvação. Sim, tão logo auscultou-me, encaminhou-me para internação. Permaneci hospitalizado durante dezesete dias, sendo submetido a toda sorte de exames. Detectado no ecocardiograma realizado pelo Dr. Marco Aurélio Esposito Moutinho, que eu houvera tido um enfarto silencioso, cuja data, local, e etc..., nada sei dizer. Decorrente desse diagnóstico, fui submetido a um cateterismo, através do Dr. Edison Carvalho Sandoval Peixoto, quando foi constatado o comprometimento das artérias, em setenta e sessenta por cento, de cada ventriloco. Mercê dessa circunstância, a médica que me assistiu durante a internação, Dra. Daniele, foi categórica quanto a necessidade de intervenção cirúrgica, ou seja, a implantação de pontes de safena. Nessa altura do campeonato a ficha caiu! Desde criança, jamais fora submetido a qualquer cirurgia. Hospitalizado em adulto, estive alguns dias nos idos de sessenta e seis, devido a um forte resfriado. Diante de tal perspectiva, recorri ao meu amigo Jorge Romeu, que ao me visitar declinou sobre o seu parentesco com o Dr. Guilherme de Brito, médico cardiologista, a quem recorri para dar-me uma força. Ante a posição firme desse competente profissional, fiquei tranquilo. Após ser examinado pelo especialista em carótida, Dr. Marco Antonio Valverde, obtive alta hospitalar, com encaminhamento ao cirurgião conveniado.
Depois da tramitação administrativa, marquei a visita ao cirurgião, Dr. Valdo Carreira, em seu consultório localizado na centro empresarial da Barra da Tijuca. No dia da consulta, o prestigiado cirurgião avaliou os exames a que fora submetido, informando-me que em torno de quinze dias, eu deveria ser internado no Hospital Status Cor, para realizar a cirurgia.   
No dia vinte e seis de setembro, após receber ligação de funcionários do Status Cor solicitando a apresentação dos doadores de sangue, internei-me para a cirurgia, marcada para o dia seguinte. Através do empenho de muita gente, algumas que nem conheço ou sei o nome, foram cumpridos os requisitos sobre os doadores. Nesse empenho, por dever de honra, tenho que agradecer a jovem Amanda, que em muito contribuiu ao pleno êxito. Durante a cirurgia nada posso dizer, apenas que no dia de S. Cosme e S. Damião, santos médicos, cerca das quinze horas, fui encaminhado ao centro cirúrgico, oportunidade em que ouvi diálogo sobre uma medicação, a qual já deveria ter sido ministrada, e, somente voltei a dar por mim, em horário avançado, dentro da unidade de terapia intensiva, assistindo ao ROCK IN RIO. Nos dias seguintes permaneci no leito, tendo a minha volta a equipe médica e paramédica, recebendo plena atenção, até o dia primeiro de outubro, quando fui encaminhado ao apartamento, onde permaneci até receber alta no dia quatro, sendo liberado para a convalescença na residência da minha filha.
 Enquanto estive internado, obtive a melhor atenção de todos, desde os médicos que durante vinte e quatro horas permaneciam atentos aos pacientes, como pelos enfermeiros e demais profissionais vinculados ao nosocômio. Os parentes e amigos foram constantes, seja nas visitas, como através das constantes ligações, desejando-me plena recuperação. Os profissionais do hospital, solicitei a secretária do Starus Cor que me passasse a relação, mas, infelizmente essa não encaminhou-me o e-mail. Os parentes e amigos, relacionei-os e guardo com carinho os seus nomes no meu relicário.
Durante minha estada na residência de minha filha Bianca, recebi todo o carinho e conforto, sendo recepcionado ao chegar do hospital, por minha neta Mariana, com diversos cartazes de boas vindas e votos de total recuperação. A romaria de visitantes, também foi importante e massageou meu ego! Assim é, no dia 11 de outubro, visitado pelo JOSÉ DOMINGOS e pelo GILBERTO EMERY, aproveitei a carona e dei uma fugida até o banco. No dia seguinte, feriado, dei outra fugida com minha filha e seu marido Leonardo, até a casa dos genitores deste, onde permaneci duranta a tarde, enquanto eles iam ao Leme. No dia 18, atendendo a recomendação médica, apresentei-me ao  Dr. Rafael, cardiologista que elegi para acompanhar-me doravante. No dia seguinte retornei à Barra, onde um dos integrantes da equipe cirúrgica examinou-me, dando-me parabéns pela evolução pós cirúrgica. Na oportunidade, acompanhado pelo Edmar - pai do Leonardo - ponderei com o cirurgião quanto as chances de dar um esticão até Teresópolis, onde resido atualmente. Mediante o seu assentimento, no dia 22, saí sozinho pela primeira vez. Embarquei em um taxi, fui ao ponto final do frescão, saltando no Castelo. Dei um bordejo pela periferia, fui ao banco e dirigi-me ao escritório. Participei de uma reunião com o Dr. J. Domingos e um cliente, e, ao final da tarde, juntamente com o Dudu, embarquei para Tere. Passei um bom final de semana e quando me preparava para voltar na segunda, recebi uma ligação do J. Domingos, falando-me que não estaria em condições para atuar em uma audiência naquele dia, perante o juízo da Violência Doméstica. Assim, acabei sendo compelido, ainda em plena convalescença, a fazer minha rantré nas lides forenses. Antes do final do ano ainda compareci a mais duas audiências, além de ir, ao menos uma vez por semana, até o escritório. Mantive sem dirigir até o dia 21 de dezembro, e, sem carregar peso, conforme recomendação médica, persisto. Afirmo, não sinto mais nada do que sentia até a internação em 21 de julho, procurando cumprir as orientações médicas com rigor. Retorno, periodicamente, a consulta médica, inclusive em dezembro, realizei novo ecocardiograma, oportunidade em que o Dr. Rafael disse-me estar tudo bem, e que em março suspenderá um medicamento , contudo, carecerei continuar administrando outros comprimidos.
Deus sempre esteve comigo, e, com ele muita gente tem se feito presente. Obrigado pelo apoio, pela colaboração, pela competência, pela dedicação, pela força, pela consideração. Estou de volta, MUITO OBRIGADO!

Um comentário:

  1. De volta ao combate? Mas agora deves tomar cuidado com tua alimentação, reservar tempo para ti mesmo, conviver com as pessoas que te são caras e rememorar os bons momentos da vida, pois eu sei que tu tens mil razões para isto. Um abraço fraternal!

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