Ontem vivenciamos mais um dia nacional da democracia. Mesmo compelido pela obrigatoriedade, o povo acorreu aos locais de votação e sufragaram seus candidatos no pleito, exclusivamente, de cunho municipal. A movimentação pré eleitoral foi a mesma, a mídia enfatizando os candidatos a prefeitos e os postulantes a vereança. As ruas emporcalhadas pelos cabos eleitorais no afã de divulgar os nomes dos seus candidatos, enquanto estes, através de carreatas, visitas e toda sorte de exposição, tentam convencer os eleitores quanto a sua capacidade de melhorar as municipalidades. Algo que observei com mais evidência nesse pleito foi o uso das redes sociais. Os candidatos descobriram esse veículo, menos oneroso e mais universal, e sem qualquer escrúpulo, invadiram a intimidade dos eleitores, cabalando seus votos. Dentre estes, constatei um sem número de policiais militares e bombeiros aqui do Rio de Janeiro que invadiram meu espaço e venderam seus peixes. Sei que não é fácil desenvolver uma campanha com poucos recursos materiais. Os ganhos dos integrantes dessas categorias são parcos, e as despesas com material de propaganda e com o pessoas de apoio é substancial. Ainda assim, proliferaram candidatos um nove zero, ou um um nove meia. Hoje estive checando os eleitos e não encontrei ninguém, oriundo das corporações, dentre os eleitos. Efetivamente, tem o Dr. Jorge Manaia, que obteve sua reeleição, e é oriundo do quadro de saúde da PMERJ, mas, nem oficial ou praça. Mais uma vez, estamos sem representatividade. Pelas comunidades sociais, tomeis conhecimento de que em outros estados, uns poucos lograram êxito. Parabéns! Mas por aqui, desconheço qualquer eleito. Até quando? Não haveria excesso de narcisismo na conduta dos nossos candidatos? Não estaria ocorrendo, por parte de alguns ainda no serviço ativo, objetivos menos nobre, como por exemplo umas férias extemporâneas? A realidade, nua e crua, nossa gente não emplaca, nossas corporações vivem a mercê de aventureiros, nossas entidades de classe, não nos representam, não assumem o patrocínio de um único candidato, especialmente, sendo de dentro para fora, ou seja, a corporação, a entidade, o segmento é quem indicará o candidato com melhor perfil, com excepcional empatia junto a massa, com plenas condições de representatividade, e, principalmente, comprometido com os interesses dos integrantes da corporação em todos os níveis e escalões. Somente assim, com absoluta certeza, atingiremos a maturidade política e galgaremos plenas condições para elegermos, vereadores, deputados, prefeitos, governadores, enfim, qualquer membro do Legislativo ou do Executivo. Em 2014 estaremos elegendo Deputados, será que vamos continuar a margem? Será que não vamos ter representantes. Vamos nos unir, vamos escolher imediatamente nosso candidato a DEPUTADO ESTADUAL, vamos elegê-lo internamente, depois vamos inscrevê-lo junto ao partido de nossa conveniência, e, após o mesmo conquistar a legenda, vamos cerrar fileiras para sua eleição. Somente assim teremos o nosso prócer junto aos legisladores. E, com a graça de DEUS, no momento azado, alçarmos outros vôos, a níveis mais elevados. Somente unidos, poderemos vencer! MEUS DEVANEIOS, MINHAS EXPECTATIVAS, MINHAS ALEGRIAS, MEUS ANSEIOS, MINHAS CONVICÇÕES, MINHAS ESPERANÇAS, MINHAS BRONCAS, MINHAS OPINIÕES.
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
NOVES FORA
Ontem vivenciamos mais um dia nacional da democracia. Mesmo compelido pela obrigatoriedade, o povo acorreu aos locais de votação e sufragaram seus candidatos no pleito, exclusivamente, de cunho municipal. A movimentação pré eleitoral foi a mesma, a mídia enfatizando os candidatos a prefeitos e os postulantes a vereança. As ruas emporcalhadas pelos cabos eleitorais no afã de divulgar os nomes dos seus candidatos, enquanto estes, através de carreatas, visitas e toda sorte de exposição, tentam convencer os eleitores quanto a sua capacidade de melhorar as municipalidades. Algo que observei com mais evidência nesse pleito foi o uso das redes sociais. Os candidatos descobriram esse veículo, menos oneroso e mais universal, e sem qualquer escrúpulo, invadiram a intimidade dos eleitores, cabalando seus votos. Dentre estes, constatei um sem número de policiais militares e bombeiros aqui do Rio de Janeiro que invadiram meu espaço e venderam seus peixes. Sei que não é fácil desenvolver uma campanha com poucos recursos materiais. Os ganhos dos integrantes dessas categorias são parcos, e as despesas com material de propaganda e com o pessoas de apoio é substancial. Ainda assim, proliferaram candidatos um nove zero, ou um um nove meia. Hoje estive checando os eleitos e não encontrei ninguém, oriundo das corporações, dentre os eleitos. Efetivamente, tem o Dr. Jorge Manaia, que obteve sua reeleição, e é oriundo do quadro de saúde da PMERJ, mas, nem oficial ou praça. Mais uma vez, estamos sem representatividade. Pelas comunidades sociais, tomeis conhecimento de que em outros estados, uns poucos lograram êxito. Parabéns! Mas por aqui, desconheço qualquer eleito. Até quando? Não haveria excesso de narcisismo na conduta dos nossos candidatos? Não estaria ocorrendo, por parte de alguns ainda no serviço ativo, objetivos menos nobre, como por exemplo umas férias extemporâneas? A realidade, nua e crua, nossa gente não emplaca, nossas corporações vivem a mercê de aventureiros, nossas entidades de classe, não nos representam, não assumem o patrocínio de um único candidato, especialmente, sendo de dentro para fora, ou seja, a corporação, a entidade, o segmento é quem indicará o candidato com melhor perfil, com excepcional empatia junto a massa, com plenas condições de representatividade, e, principalmente, comprometido com os interesses dos integrantes da corporação em todos os níveis e escalões. Somente assim, com absoluta certeza, atingiremos a maturidade política e galgaremos plenas condições para elegermos, vereadores, deputados, prefeitos, governadores, enfim, qualquer membro do Legislativo ou do Executivo. Em 2014 estaremos elegendo Deputados, será que vamos continuar a margem? Será que não vamos ter representantes. Vamos nos unir, vamos escolher imediatamente nosso candidato a DEPUTADO ESTADUAL, vamos elegê-lo internamente, depois vamos inscrevê-lo junto ao partido de nossa conveniência, e, após o mesmo conquistar a legenda, vamos cerrar fileiras para sua eleição. Somente assim teremos o nosso prócer junto aos legisladores. E, com a graça de DEUS, no momento azado, alçarmos outros vôos, a níveis mais elevados. Somente unidos, poderemos vencer! sexta-feira, 7 de setembro de 2012
INDEPENDÊNCIA OU MORTE
Hoje comemora-se a data na qual o Brasil tornou-se independente do jugo português. Estamos a dez anos do bicentenário, e, ao longo desse tempo, o país vem passando por todo tipo de situação. Desde a proclamação da República, com a política dominante, a nação brasileira ficou dividida entre São Paulo e Minas Gerais, na política denominada café com leite. Veio a Revolução de 1930, a ditadura Vargas, o governo Dutra, a morte de Getúlio, a ascensão de JK, sua vigorosa política desenvolvimentista, a mudança da capital para o planalto central, até a Revolução de 1964. Durante os governos militar houve algum crescimento até a abertura política, com o retorno à vida pública de personalidades que haviam se exilado em outros países e outros tantos que ficaram arredio aos movimentos políticos. Após o impeechement do Collor, o governo Fernando Henrique conseguiu frear a galopante inflação dominante. Veio o populista governo LULA, sucedido pelo atual que tenta manter o mesmo diapasão. O nosso povo carece de muita coisa. Temos uma gente ordeira, que se contenta com praia, futebol, samba e cachaça. Nossa economia é oscilante, temos uma agricultura evoluída, entretanto, carente de estradas em condições de escoar a produção. Portos, que deveriam estar melhor aparelhados para atender a demanda. Impostos e tarifas escorchantes. A Educação deixa muito a desejar, padecendo-se de melhor formação aos nossos jovens. O ensino fundamental é imensamente deficiente e o superior, também não alcança os níveis aceitáveis. Nossa população é das mais expressivas do universos, mas, em nosso território, encontramos diversidades extremas. A região norte, onde encontramos o "PULMÃO DO MUNDO", a floresta amazônica, observam-se imensas áreas despovoadas, ou ocupadas por indígenas e poucos nativos. O nordeste, com sua aridez, propicia a existência de muita miséria e pouca perspectiva de evolução, embora, atualmente, projetos de irrigação e cultivo de frutas, possa minimizar a penúria social e alavancar um melhor porvir. A região leste, pioneira no desenvolvimento e na política nacional, continua sendo a mola propulsora da nação, apesar do comando principal, encontrar-se instalado no cento do país. O centro-oeste vem se caracterizando pelos grandes campos produtores de cereais, dito e havido como o novo celeiro do mundo. O sul, também excelente produtor, caracteriza-se pela qualidade do seu gado e a excelência do seu povo, em grande parte sucessores de estrangeiros que para aqui migraram, em grande número, fugindo das agruras da segunda guerra mundial.
Nossa gente é de boa índole! Nosso território é impecável, serve para todos fins. Temos um espetacular lençol frenatico, dois aquíferos portentosos. A floresta mais importante do mundo. Um parque industrial evoluído. Somos pacifistas. Então o que falta para solidificarmos nossa verdadeira INDEPENDÊNCIA? Certamente, a classe política é o cerne dessa questão. Nossos homens públicos quase sem exceção, são velhacos, desonestos, despidos de correção. É notório que eles advêm do próprio povo, então seria o caso de generalizar que todos são inconsequentes? Certamente, não! Temos muita gente honesta e competente. Contudo, os maus políticos criaram um verdadeiro arcabouço, protegendo suas gangs e tornando, quase que inexpugnável o acesso dos bons a essa grande "máfia". Os puros que logram ascender a essa confraria do mal, de duas uma, aderem ou são defenestrados. Estamos vivenciando um momento político, em outubro ocorrerão eleições municipais. As mazelas estão surgindo. Toda sorte de picaretagem a mídia vem dando conta. A ¨cara de pau¨ é incrível! Buscam da ó em pingo d'água! O povo, sempre esperançosos de melhores dias, acabam cedendo, e, assim acabam caindo nas esparrelas. O Brasil é um país abençoado por Deus, que nos deu terras abundantes e férteis. Poucas são as mazelas climáticas que nos atingem. Nossa população é imensa e trabalhadeira. Mas, apesar de tantos pontos positivos, os negativos vêm embarreirando o necessário desenvolvimento, que nos permitirão alcançar o patamar desejável, e, certamente, nos cabe no corolário das principais nações da Terra.
domingo, 26 de agosto de 2012
SURURÚ NA ZONA
Roberto
Belo de Paula
No início do século XX,
quando se verificava o falecimento de qualquer dos integrantes da Polícia
Militar do Distrito Federal, localizado a época na cidade do Rio de Janeiro,
seus familiares – esposa e filhos – ficavam à míngua.
A previdência social no
Brasil somente veio a existir a partir de 1923, com a criação da CAIXA DE
APOSENTADORIA E PENSÕES, voltada às empresas ferroviárias. Daí, até 1932,
outros segmentos foram contemplados com essa importante assistência.
Em 1930 foi criado o
Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, e, logo depois, instituídos os
Institutos que passaram a administrar as Caixas já existentes.
Em
1947 surgiu o primeiro projeto de lei orgânica previdenciária, verificando-se
ao longo do tempo, estudos e avaliações, até atingirem as alterações ocorridas em 1960,
que redundaram em novas vertentes, até alcançarem a legislação vigente.
No âmbito da PMDF, desde 1903
foi instituída uma caixa, com a finalidade de amparar a família do policial
militar falecido.
Ao longo de quase um século –
mesmo com a mudança da capital para Brasília e a criação do Estado da Guanabara
- todos integrantes da corporação sempre foram obrigados a contribuir,
mensalmente, com parcela de seus proventos para custear os diversos programas
assistenciais da CAIXA BENEFICENTE.
A corporação federal foi para
o Distrito Federal, contudo, a CB permaneceu aqui no Rio de Janeiro.
Até o advento da Constituição
Federal de 1988 havia a compulsoriedade dos descontos. A atual carta magna, em
seu artigo quinto, inciso XX, dispõe “NINGUÉM PODERÁ SER COMPELIDO A ASSOCIAR-SE
OU A PERMANECER ASSOCIADO”.
Assim, após reiteradas
decisões judiciais em favor dos associados que postulavam desligamento. Premido
pela nefasta prática de algumas administrações, que ao invés de agirem com
imparcialidade, geriam a CB como se fosse um quartel, malversavam sua receita, proveniente
do desconto praticado sobre todos, sem aplicar a necessária isonomia de
tratamento. Quase sempre, privilegiavam
a cúpula, em detrimento da base.
Diante dos novos tempos, do
novo diploma constitucional, das decisões judiciais, um grupo se arvorou em
salvadores da pátria. Agindo em proveito próprio, sem outorga da maioria dos
integrantes da corporação e por via de conseqüências, associados da CB, promoveram
uma eleição de cartas marcadas, onde quem ganhasse estava bom, afinal, todos
eram do mesmo time.
O eleito foi um cabo
reformado, o qual possuía respaldo de um notório político da época. Aí, começou
o princípio do fim!
As pelejas administrativas,
disciplinares e judiciárias, foram desgastantes e prejudiciais à todos. Houve
tomadas e retomadas do poder, com a conseqüente desestruturação e o
esfacelamento da administração, culminando com o lamentável e sombrio ato do
assassinato do cabo presidente.
Assumiu de imediato o seu
vice. Desde então, somente lambanças foram praticadas e toda sorte de
irregularidades ocorreram, persistindo a CB a chafurdar, levando consigo seu
quadro associativo, o patrimônio e o bom nome da instituição.
Em 2010, após uma série de
armações e deturpações, realizou-se uma assembléia geral de eleições, três eram
os candidatos. Um dos cabeças de chapa, de forma torpe, ingênua e ilegítima, ao
final, alegou que teria votado em três locais de votação. Ainda assim,
classificou-se em último lugar. Diante da derrota, alegou a falta, por ele
mesmo praticada e queria a anulação do pleito.
Diante desse estapafúrdio ato, conseguiu “melar”
a eleição, indo parar, a questão, no Judiciário. Muitos procedimentos foram
interpostos, sendo todos reunidos e
julgados pela magistrada da décima vara cível, no dia 27/05/11, cuja sentença,
em síntese, “DECLARA NULO O ESTATUTO DE 2007, RESTABELECE O ESTATUTO DE 2004,
HOMOLOGA O RESULTADO DAS ELEIÇÕES DE 15/01/10...”
Desde então, o feito continua
fluindo, tendo, recentemente sido apresentadas as contra razões de recurso,
para então, serem os autos remetidos à segunda instância. Havendo perspectivas
de longo tempo para o trânsito em julgado e a consequente execução da sentença.
Enquanto isso, de forma
estranha e abjeta, o candidato derrotado - classificado com cerra fila no
pleito - por injunções descabidas e aéticas, encontra-se administrando nosso
patrimônio, belo e formoso, como se nada estivesse acontecendo. É muita cara de
pau! O pior nisso tudo, é que o quadro associativo, qual carneirinhos, assiste
a tudo calado, ou então, se demitem, deixando às calandras suas contribuições
mensais, muitas verificadas ao longo de mais de cinqüenta anos.
Resta-nos questionar: Onde
estão os machos da nossa casa? Onde estão os nossos líderes? Onde andam os
nossos chefes?
Sem medo de errar, afirmamos:
A Caixa
Beneficente virou um angu de caroço. Está embolada e não vemos solução à
curto prazo. Nosso patrimônio está dilapidado e nossos DIREITOS estão sendo
solapados. Quem viver verá!
Processos: 0365788-652010.8.19.0001;
0316499-662010.8.19.0001; 0026069-182010.8.19.0001;
0103559.19.2010.8.19.0001; 007485-142010.8.19.0001 e 0176756-072010.8.19.0001.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
A MINHA ÁGUIA PRECISA VOAR
Tem coisas que são difícil de se entender. Por mais que se coloque o cérebro para analisar, não se encontra razões plausíveis. Certamente, o mundo moderno é cheio de percalços, de jogadas, de armações. A política é um nojo, só se vê picaretas, notícias pegajosas, envolvimentos escusos. Na economia, é nítido que convivemos com uma gama substancial de arapucas, envolvendo as bolsas de valores, produtos colocados no mercado financeiro oferecendo mundos e fundos, quando se toma pé da situação, são jogos, onde os espertos garantem no mínimo as taxas de administração, e, se utilizam dos seus caraminguás, para aplicar em outros produtos, onde pode-se ganhar, como também, se perder. Ou seja, eles ganham sempre, enquanto que nós, ora ganhamos, ora perdemos, com mais ênfase à perdas. Nos esportes, estamos vivenciando a mesma inconsistência. Cria-se a expectativa de êxito das nossas equipes, nossos atletas, nossas delegações, nossos clubes. Investe-se na qualidade dos profissionais, propicia-lhes amplas condições para se apresentarem com uma preparação de alto nível. Faz-se parcerias com empresa, vale-se da mídia para divulgar o esporte e as nossas entidades. Repentinamente, constata-se um lamaçal em nossa volta. Atletas irresponsáveis, vendilhões, sem caráter, moral enxovalhada, ambientes putrefatos, interesses escusos, sobrepujando a velha máxima do MENTE SÃ, CORPO SÃO! Nas artes, a coisa não é muito diferente. O vil metal fala mais alto e nem sempre de forma honesta. O fenômeno mais gritante, e talvez o mais grave, atualmente, deve ser o ambiente das escolas de samba. Muitas verbas, patrocínios esquisitos, despesas estranhas, apurações complicadas, sensação de podridão no ar. Aqui no Rio de Janeiro, determinadas escolas estão sempre disputando enquanto que outras, por melhor que se apresente, mesmo recebendo elogios da mídia e do público, não passam pelo crivo dos julgadores. O mais difícil de se entender, é que os integrantes do júri, de ha muito, são sempre os mesmos. Constantemente criticados, enxovalhados apos os resultados, mas, no ano seguinte, volta-se a saber que os lambões estarão, novamente, nas casamatas da Marquês de Sapucaí, avaliando o empenho daqueles batalhadores da esperança, que com sangue, suor e lágrimas, ambicionam alcançar a vitória na quarta-feira de cinzas. Esse ano, honra seja feita, ganhou quem mereceu, mas, ainda assim, algumas boas lambanças foram registradas. Minha Portela, novamente, foi esculachada e, sabidamente, em determinados quesitos, não merecia receber a avaliação registrada. Outras escolas, com esquemas mais sólidos, acabaram recebendo notas, mais robustas. O que resta saber, certamente, qual o critério utilizado nessas avaliações. Muito se fala em tráfego de influência, corrupção, emparedamento, enfim, situações nefastas, que paralelamente repercutem no maior espetáculo da Terra! Até quando? Precisamos buscar condições legítimas para que minha águia possa voltar a voar, após vinte e um alceio aos píncaros, colocaram chumbadas em suas assas que permanecem emperradas a longos anos.quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
A HORA DE DESCOBRIR OS VERDADEIROS AMIGOS
Eu sabia que possuía uma gama de pessoas que bem me queria. No âmbito da família, dentre os meus clientes, mas, acima de tudo, os verdadeiros amigos. Após as doze horas de ontem, quando o noticiário da TV passou a transmitir de forma maciça as lamentáveis ocorrências verificadas na periferia de Teresópolis, tantos quantos sabendo que estou morando na localidade, passaram a ligar-me. Estou consternado com tudo aquilo que a mídia vem mostrando. Realmente, foi muito avassalador os efeitos da enxurrada. Nos três municípios onde a terra arrasada e as mortes foram as verdadeiras tônicas, o futuro para os sobreviventes, será muito difícil. A reconstituição do território, os serviços básicos, as novas moradias, tudo será dramático. Os que perderam a vida, só nos resta orar. Os enfermos, compete aos órgãos de saúde, através de seus profissionais especializados, promoverem os cuidados necessários à plena recuperação. Sobre a reconstrução dos bairros, a circulação de veículos, restabelecimento de serviços essenciais e a construção das novas unidades habitacionais, carecerão de regras rígidas. O erros do passado recente, não podem mais ser praticados. As autoridades necessitam deixar o aspecto político que envolve a questão, e se preocupar com as vidas que certamente estarão salvando. A ecologia deve ser respeitada, as necessidades da população também. Nessa dicotomia, deve ser estruturada a vertente da recuperação dos espaços. Recursos financeiros existem, dedicação dos sobreviventes e de seus familiares e amigos, certamente existirão, o que notadamente precisará é que os governantes demonstrem a verdadeira vontade política para cumprir a missão institucional. O cerne da questão é esse, quando a força da natureza ataca, todos se mobilizam. Quando o tempo passa e a poeira se assenta, volta tudo à mesmice e cada setor da administração tira o corpo fora, empurra com a barriga o problema, faz algumas coisas, em cima das pernas, até a próxima hecatombe. É duro, porém é real, se o povo não ficar atento, nada muda. Em breve novas eleições, novos engôdos, promessas vãs, disse-me-disse, e após a abertura das urnas, os mesmos são eleitos e depois nada fazem, ficando o dito, pelo não dito!REFORMA POLÍTICA
De algum tempo fala-se na reforma da legislação que versa sobre os pleitos eleitorais no Brasil. Certamente o ordenamento jurídico vigente está defasado, anacrônico e viciado. Em cada eleição observamos falcatruas e espertesas de toda ordem. Os partidos políticos são verdadeiras piadas de mau gosto, são verdadeiros balaios de gato. Não existe fidelidade partidária, conforme as conveniências, troca-se de partido, como se muda de roupa. Não existe convicção ideológica, não acontece formação ou consciência do que seja uma agremiação político-partidária. O político se elege por um partido, e, se ao longo do seu mandato, algo na estrutura da célula, não lhe convém, longe de se preocupar com os seus eleitores, bate-se em retirada para outra instituição que lhe acena algum tipo de benésse. Os partidos, por sua vez, são criados ao bel prazer, sem grandes objetivos sociais ou mesmo políticos, servindo, em geral, apenas como moeda para negócios envolvendo horários nas rádios e televisões, por ocasião do horário gratuito, no período pré-eleitoral. Nesse clima acontece de tudo! O sistema eleitoral vigente, onde predominam os conchavos, prevê as coligações, onde determinados candidatos, de um partido nanico, podem ser eleitos na esteira de outros chamados de puxadores de votos. Esse verdadeiro engôdo, também acontece dentro dos partidos, onde temos o exemplo mais recente do palhaço "TIRIRICA", eleito com a maior votação do país no último pleito, e, mercê dessa performance, arrastou outros menos cotados da sua sigla. A chamada lei da "FICHA LIMPA" é outra situação complicada. originou-se iniciativa popular, foi devidamente aprovada pelo Congresso, sancionada pelo Presidente da República, entrou em vigor, entretanto, sofreu questionamentos judiciais e até a presente data a suprema corte nacional, ainda não se posicionou quanto a sua aplicabilidade nas eleições verificadas em fins de 2010. Dessa forma, alguns eleitos e diplomados, tomaram posse na condição de "sub júdice", empurrando-se com a barriga a final decisão, cujo julgamento pelo STF, se deu no dia 16 de fevereiro de 2012, quando por sete votos contra quatro, foi considerado constitucional a nova legislação.
As perspectivas para a reforma dessa legislação capenga, também começou de forma desastrosa. A comissão nomeada pelo Senado Federal, está sendo criticada, uma constituída de senadores com pouca credibilidade, muitos com passados nebulosos, ainda envolvidos em questões latentes. Por outro lado, os sistemas aduzidos pelos políticos dominantes, como sendo os passivos de aprovação, apenas estão voltados aos interesses dos políticos, em momento algum, vislumbra-se qualquer possibilidade de mudanças para melhor. Ao meu alvitre, o primeiro ponto a ser submetido a apreciação do POVO, seria a proporcionalidade dos seus representantes, em vista da quantidade de eleitores. Não se justifica o número de párias pagos pelos impostos. Na Câmara Federal, temos 513 e no Senado 91, sem nos atermos aos deputados estaduais e vereadores, (51748 em 5563 municípios), é muita gente a mamar nas tetas da nação! O sistema de voto também não deve ser aqueles que vêm apregoando: POR LISTA, os partidos é que indicarão quais dos seus integrantes, serão eleitos, após os eleitores votarem, apenas, em suas siglas. O DISTRITAL, ao que nos foi dado a conhecer, seria através da divisão do território nacional em distritos eleitorais, e os candidatos competiriam apenas na área geográfica demarcada. Entendo que o sistema atual não é bom, carece de profunda reestruturação, porém, a discussão deverá ser intensa, acontecer debates públicos, carrear os eleitores a opinar, e, talvez, quem sabe, promover-se até um plebiscito. Pobre Brasil, quando estará maduro suficientemente, para assumir o seu verdadeiro papel no contexto mundial.
NOVAMENTE É CARNAVAL
Estamos chegando ao reinado de Momo, estamos começando ao ouvir a batucada, ver a turma fantasiada, o pessoal buscando o retiro, praias, montanhas, refúgios. As cidades turísticas invadidas por hordas de visitantes, as tradicionais mentoras dos folguedos, dando os retoques finais para receber os foliões. Nos ditos barracões das escolas de samba cariocas, o frenesi é completo, cada qual preocupado com os arremates dos carros alegóricos, acertos das alegorias, ajustes nas baterias, retoques nas fantasias, enfim, o mesmo corre-corre de todos os anos. Em momentos sabe-se pela mídia, que o carnaval estaria morrendo em determinada localidade. Contudo, sabe-se que em outras, viceja, arrebata e ecoa aos quatros cantos. O povo brasileiro, por excelência, é festeiro. A miscigenação impar em todo o mundo, talvez seja o principal fermento dessa pujança. O negro com seus atabaques e o gingado de suas mulheres. Os nativos com seus costumes e tradições, voltadas, quase sempre, para as comemorações carregadas de música e dança. O português Zé Pereira, batendo o seu bumbo, atilou nossa gente para a explosão de alegria, anualmente, antes do período da quaresma. Hoje, encontramos ao longo de todo ano, em cada canto do país, atrações lúdicas e tradicionais. O carnaval, ainda que de forma comercial, tem calendário itinerante pelas principais praças, atraindo muita gente e gerando recursos financeiros, tanto para municipalidade, comércio local, empresários do entretenimento e mesmo para a população fixa e a circunstancial. Os problemas do país são sérios, a corrupção cada dia mais arraigada, atingido desde os grotões, até, e principalmente os grandes centros, com grande notoriedade a capital federal. Mas, ainda bem que temos o carnaval, para nos tirar desse foco inconveniente e nos propiciar condições para encarar, os demais dias do ano, com todas as suas vicissitudes e percalços.domingo, 12 de fevereiro de 2012
GRAVE AS GREVES
O bicho está pegando! Este ano a coisa tem estado preta. Tivemos ano passado ao episódio envolvendo a turma do corpo de bombeiros, e outras manifestações Brasil afora. O Ceará deu o seu recado, agora tivemos sérios problemas na Bahia e um movimento à meia bomba aqui no Rio de Janeiro. Eu nunca fui apologista da greve, seja no âmbito particular, como nos serviços público, e, principalmente nas corporações policiais militares. Sou apologista da prática da tolerância ZERO. Sim, ao cumprirmos com exação a missão constitucional, sem abrir mão do estrito cumprimento do dever, sem fazermos vistas grossas às faltas praticadas. Sem prevaricar, sem atender a pedidos de autoridades e seus apaniguados, estaremos valorizando nossas atividades e demonstrando a importância que representamos no contexto social. O policial, com sempre soubemos de priscas épocas, É O TERMÔMETRO DA SOCIEDADE! O rescaldo dessas ditas greves, dão nos a perfeita visão da nossa relevância em defesa dos cidadãos e de seus patrimônios. Não se justifica que esses agentes da segurança pública, tenham ganhos tão ínfimos, discrepando com integrantes de categorias com muito menos encargos, menor importância social, menor riscos de vida, em fim, sem grandes responsabilidades. O povo brasileiro precisa se imbuir de que a polícia é a única instituição disponível por vinte e quatro horas, diariamente. Havemos de preservá-la, de reformularmos seus métodos de atuação, proporcionar melhores condições de atuação, aos seus integrantes, bem como,
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
A HORA DA VERDADE
Cada dia em que vivemos aprendemos, sempre, um pouco mais. Não adianta querermos ficar alheios, que apesar de nossa distração, quando fazemos um retrospecto, sempre nos vemos mais conscientes, mais sábios. O aprendizado é constante, uns assimilam mais e com menos esforço, outros, ao contrário, demonstram dificuldades e conquistam menos conhecimentos. Nas horas difíceis da nossa vida, encontramos posturas diametralmente opostas: de onde jamais se esperava apoio, surge de bom grado, com entusiasmo, perseverança e alegria. Por outro lado, de onde se punha a mão no fogo, descobre-se o egoísmo, a omissão, a indiferença. Desde os primórdios da vida que a coisa é assim, mas, o ser humano, em quase sua totalidade, paga para ver!
Estou vindo de uma séria intervenção cirúrgica, onde pude bem comprovar tais atitudes. Obtive a atenção, o apoio, a dedicação, o empenho, a assistência, a preocupação, por parte de muita gente. Um singelo amigo, dos tempos de ginásio, atualmente radicado nos Estados Unidos, durante minha estada na unidade de terapia intensiva, ligou procurando saber do meu estado de saúde, assim como muitos outros parentes e amigos, chegando a congestionar o sistema de telefonia do hospital. No período de convalescença, muitas visitas, ligações, recados, enfim, a demonstração de apreço foi espetacular. No momento em que fui informado quanto a necessidade de apresentar dez doadores de sangue, vali-me da jovem Amanda que acionou os meios eletrônicos, havendo uma verdadeira enxurrada de voluntários, excedendo as necessidades. Contudo, toda rosa tem espinho! Determinadas pessoas tidas e havidas com "pule de dez", fizeram "forfait". As razões podem ser explicáveis, entretanto, por certo, não serão suficientes para justificar a omissão. Realmente é convivendo que se descobre quem é quem. Ninguém consegue enganar, sempre, a todos. Logram, por algum tempo, ludibriar alguns. O homem mais correto que passou pela Terra, foi traído e morreu na cruz. Daí, qualquer outro mortal, sempre estará sujeito a qualquer ação menos alvissareira. A vida continua,vamos superando os percalços, dando a volta por cima e correndo para o abraço! Nunca é tarde para se recomeçar, infelizes os que se julgam velhos, ultrapassados, fora do contexto, que sabe faz a hora! Eu tenho plena consciência de minha capacidade laborativa, intelectual, física e humana. Não posso asseverar por quanto tempo ainda permanecerei nesse mundo, mas, com absoluta certeza, enquanto a saúde permitir e a mente estiver plena, procurarei manter-me inserido no contexto, produzindo, sorrindo, vivendo, amando, desejando, conquistando, servindo, superando os óbices, enfim, aguardando com honradez a hora da verdade!
domingo, 5 de fevereiro de 2012
A VOLTA
Depois da tramitação administrativa, marquei a visita ao cirurgião, Dr. Valdo Carreira, em seu consultório localizado na centro empresarial da Barra da Tijuca. No dia da consulta, o prestigiado cirurgião avaliou os exames a que fora submetido, informando-me que em torno de quinze dias, eu deveria ser internado no Hospital Status Cor, para realizar a cirurgia.
No dia vinte e seis de setembro, após receber ligação de funcionários do Status Cor solicitando a apresentação dos doadores de sangue, internei-me para a cirurgia, marcada para o dia seguinte. Através do empenho de muita gente, algumas que nem conheço ou sei o nome, foram cumpridos os requisitos sobre os doadores. Nesse empenho, por dever de honra, tenho que agradecer a jovem Amanda, que em muito contribuiu ao pleno êxito. Durante a cirurgia nada posso dizer, apenas que no dia de S. Cosme e S. Damião, santos médicos, cerca das quinze horas, fui encaminhado ao centro cirúrgico, oportunidade em que ouvi diálogo sobre uma medicação, a qual já deveria ter sido ministrada, e, somente voltei a dar por mim, em horário avançado, dentro da unidade de terapia intensiva, assistindo ao ROCK IN RIO. Nos dias seguintes permaneci no leito, tendo a minha volta a equipe médica e paramédica, recebendo plena atenção, até o dia primeiro de outubro, quando fui encaminhado ao apartamento, onde permaneci até receber alta no dia quatro, sendo liberado para a convalescença na residência da minha filha.
Enquanto estive internado, obtive a melhor atenção de todos, desde os médicos que durante vinte e quatro horas permaneciam atentos aos pacientes, como pelos enfermeiros e demais profissionais vinculados ao nosocômio. Os parentes e amigos foram constantes, seja nas visitas, como através das constantes ligações, desejando-me plena recuperação. Os profissionais do hospital, solicitei a secretária do Starus Cor que me passasse a relação, mas, infelizmente essa não encaminhou-me o e-mail. Os parentes e amigos, relacionei-os e guardo com carinho os seus nomes no meu relicário.
Durante minha estada na residência de minha filha Bianca, recebi todo o carinho e conforto, sendo recepcionado ao chegar do hospital, por minha neta Mariana, com diversos cartazes de boas vindas e votos de total recuperação. A romaria de visitantes, também foi importante e massageou meu ego! Assim é, no dia 11 de outubro, visitado pelo JOSÉ DOMINGOS e pelo GILBERTO EMERY, aproveitei a carona e dei uma fugida até o banco. No dia seguinte, feriado, dei outra fugida com minha filha e seu marido Leonardo, até a casa dos genitores deste, onde permaneci duranta a tarde, enquanto eles iam ao Leme. No dia 18, atendendo a recomendação médica, apresentei-me ao Dr. Rafael, cardiologista que elegi para acompanhar-me doravante. No dia seguinte retornei à Barra, onde um dos integrantes da equipe cirúrgica examinou-me, dando-me parabéns pela evolução pós cirúrgica. Na oportunidade, acompanhado pelo Edmar - pai do Leonardo - ponderei com o cirurgião quanto as chances de dar um esticão até Teresópolis, onde resido atualmente. Mediante o seu assentimento, no dia 22, saí sozinho pela primeira vez. Embarquei em um taxi, fui ao ponto final do frescão, saltando no Castelo. Dei um bordejo pela periferia, fui ao banco e dirigi-me ao escritório. Participei de uma reunião com o Dr. J. Domingos e um cliente, e, ao final da tarde, juntamente com o Dudu, embarquei para Tere. Passei um bom final de semana e quando me preparava para voltar na segunda, recebi uma ligação do J. Domingos, falando-me que não estaria em condições para atuar em uma audiência naquele dia, perante o juízo da Violência Doméstica. Assim, acabei sendo compelido, ainda em plena convalescença, a fazer minha rantré nas lides forenses. Antes do final do ano ainda compareci a mais duas audiências, além de ir, ao menos uma vez por semana, até o escritório. Mantive sem dirigir até o dia 21 de dezembro, e, sem carregar peso, conforme recomendação médica, persisto. Afirmo, não sinto mais nada do que sentia até a internação em 21 de julho, procurando cumprir as orientações médicas com rigor. Retorno, periodicamente, a consulta médica, inclusive em dezembro, realizei novo ecocardiograma, oportunidade em que o Dr. Rafael disse-me estar tudo bem, e que em março suspenderá um medicamento , contudo, carecerei continuar administrando outros comprimidos.
Deus sempre esteve comigo, e, com ele muita gente tem se feito presente. Obrigado pelo apoio, pela colaboração, pela competência, pela dedicação, pela força, pela consideração. Estou de volta, MUITO OBRIGADO!
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