terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O POVO ESTÁ ANESTESIADO

Hoje, em Brasília, houve um pequeno movimento questionando a desfaçatez dos nossos políticos, aumentando de forma solerte e descomunal, os seus próprios ganhos. Realmente, não tem cabimento essa postura unilateral. O reajuste anual do salário-mínimo passa por arraigadas discussões, onde se questionam migalhas, Quanto se trata dos subsídios dos deputados e senadores, em minutos tudo se resolve. Não dá para entender. Elegemos nossos representantes, que em nada nos representam, ao contrário, representam os seus interesses. Não bastassem as indenizações inescrupulosas que auferem - conta de motel e quiçá do Viagra - dos elevados ganhos e das mordomias, ainda escarnecem do povo, com a aprovação em tempo recorde e desregrada de seus salários. Aliás, não só dos seus como dos ganhos dos deputados estaduais e vereadores dos mais de cinco mil municípios brasileiro. A manifestação havida no planalto central, foi rechaçada pela PMDF, que está montada na "bufunfa", enquanto seus co-irmãos estaduais, padecem na esperança da aprovação da dita PEC-300, que lhes acena com melhores dias, embora eivada de demagogia e má-vontade. Eu, pessoalmente, não acredito no sucesso dessa reivindicação da classe policial, embora torça para estar errado. Contudo, um mérito ela possui, ou seja, conseguiu aproximar de forma mais harmônica a categoria. Em verdade, apesar desse êxito, preocupa-me a postura de alguns setores, que se arvoram em Messias, e vestem a farda dos políticos, acenando com a criação de partidos e se lançam desde já candidatos as futuras eleições, embora, os recém eleitos sequer tomaram posse. Talvez por isso, até o momento sejamos uma das classes mais desassistidas politicamente. De nada vale nossa capacidade de combate a marginalidade, se, nos tornamos marginais dos nossos direitos, lesados pelos nossos candidatos, que surgem do nada e como tal, ao serem eleitos, nada fazem! 
Não somos apologistas do estado de greve, ao contrário, sempre defendemos o uso da nossa principal arma:  A PRÁTICA DE NOSSAS PRERROGATIVAS FUNCIONAIS. Sim, no serviço de trânsito, aplicar de forma consciente toda a legislação aos recalcitrantes. Não dar colher-de-chá a ninguém, a qualquer preço. No serviço de policiamento: Deter e prender quem quer que seja encontrado em flagrante de delito ou em situação suspeita, doa a quem doer. Não importa que seja doutor ou pé-de-chinelo. Segundo a Carta Magna, todos são iguais perante a LEI. Assim seremos respeitados e quando das vindouras eleições, saberão o peso de nossos votos, nos respeitando e dotando nossa gente de condições plenas de trabalho, e, salários condizentes, Enquanto os "picaretas" estão faturando alto para não fazer nada, os guardiões da sociedade, dão vida por meia pataca. Na hora de acusar de achacador, são os policiais os grandes vilões, mas, em realidade os grandes ladrões da nação estão na capital federal.
Enquanto o povo estiver anestesiado com as balelas que lhes acenam, eles continuarão a se dar bem, enquanto os que produzem, estudam, pesquisam, combatem, estarão na contra-mão de suas realidades. Acorda minha gente, vamos nos unir e combater esses políticos, verdadeiro câncer da nação brasileira.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

CONTINUAM OS MESMOS

O Brasil parece que não tem jeito! Passa anos, entra ano e as coisas não mudam. Cada momento nos surpreendemos com a mais nova artimanha, visando jogar areia nos olhos do povo. Se não bastassem os maus cidadãos que destroem obras públicas, sujam desbragadamente as ruas, não respeitam os semelhantes, aplicando-lhes golpes e toda sorte de falcatruas. Não fosse pouco tudo isso, ainda temos que aturar os nossos homens públicos, especialmente a classe política. Enquanto o povo amarga suas dificuldades, não consegue obter aumento em seus parcos salários, eles, num piscar de olhos, outorgam a si mesmo portentosos reajustes em seus estratosféricos ganhos.
Realmente, fica difícil conviver com um barulho desses! Lamentavelmente, como diz a Carta Magna, todo o poder emana do povo, e, em seu nome será exercido. Traduzindo, nós somos os verdadeiros culpados dessa patuléia viver dando as cartas. Quando elege-se um palhaço analfabeto, como um dos mais votados no país, e no seu vácuo também são eleitos outros candidatos, cuja imagem ou mesmo a decência são questionadas, é uma perfeita demonstração da culpabilidade dos membros da sociedade.Certamente o seu partido político tinha consciência da estratégia que desenvolvia, através da ingenuidade aparente do artista circense, os donos do picadeiro fizeram seus eleitores de palhaços. 
Durante a campanha eleitoral, lia-se, via-se e ouvia-se, todo tipo de promessas, depoimentos dando conta da idoneidade e posturas ilibadas. Ainda não se iniciou a legislatura para a qual foram eleitos e já se fica sabendo do verdadeiro arranca-rabo, que está acontecendo, cada qual buscando puxar a brasa para sua sardinha e demonstrando a que vieram.
Enquanto o povo se empenha na tentativa de buscar melhores dias, constata-se que o grupo dominante, não abre mão de sua hegemonia, não abre uma brecha para os mais humildes, ou melhor, ao contrário, e valem destes para alçarem novos voos, atraindo os incautos com migalhas, revestidas de auxílios, ao mesmo tempo em que lhes solapam a dignidade, a saúde, o ensino, o trabalho.
Quando você adere aos dominadores, desde que reze na cartilha  lhe imposta, conseguirá um naco do grande bolo que a cúpula devora com avidez, caso contrário, demonstrando altivez e dignidade, acaba sofrendo embarreiramento em suas propostas e projetos, fadado ao ostracismo, e, dessa forma, acaba se tornando refém dos poderosos, ou desiste de seus anseios.
Certamente a índole do nosso povo é a grande chave da babel em que vivemos. Os congressistas nos empurraram goela a baixo esse escárnio do aumento em cascata para a classe política e ficamos ainda aplaudindo esses velhacos. Está na hora de assumirmos nossa incapacidade e deixarmos que eles - como fazem os traficantes de drogas nas favelas - escancarem como nossas famílias, assumam nossos negócios e decidam tudo por nós. No rítimo que as coisas vão, em pouco tempo estaremos voltando ao modus vivendis, que a Bíblia nos informa,  havido em Sodoma e Gomorra.

sábado, 11 de dezembro de 2010

BAR DO PT

Em março de 1970 fui promovido a terceiro sargento e filiei-me a ASPOM. No ano seguinte, casei-me e utilizei o espaço da entidade para o “chope” da rapaziada. Logo depois, fui convidado a ser delegado da entidade junto a minha unidade. Atendendo a convocação, conheci o autor do convite. Um veterano associado da associação, com longa estrada e que acabara de assumir as funções de relações públicas da ASPOM e resolvera apostar no intercâmbio entre a sua direção e os associados, através dos representantes nos batalhões.
Ao longo de nosso convívio, muito aprendi com esse arguto companheiro que deixou sua cidade natal nos sertão pernambucano, com destino à Marinha, porém acabou aportando na PMDF.                                        
Muito sagaz, estava sempre armando uma estripulia. Não muito era chegado ao vil metal, sendo, até certo ponto perdulário, sem jamais, ser mesquinho, ganancioso ou “armador”.
Não tenho notícias de qualquer falcatrua em suas atividades funcionais ou associativos. Era um agitado emérito, sempre fomentando inquietação, sem produzir malefícios irreparáveis. Era vaidoso, dedicado e empreendedor. Estava sempre de bom humor, e não praticava de forma ortodoxa os preceitos militares, embora não fosse um insubordinado. Como tenente, tinha acesso a locais que ditas autoridades, se empenhavam e não logravam adentrar.
Sua grande paixão era a ASPOM, porta de entrada para a PM, uma vez que mesmo antes de incorporar na “briosa”, logo de sua chegada de Bonconselho, foi por lá -através do “tio Abílio”- que veio a conhecer a “meganha”.
Diretor inúmeras vezes em sua casa do coração, pelos desvãos da política interna, acabou alijado do seu palácio e encontrou pousada em uma sala acanhada, simplória, nos fundos do clube dos oficiais.
Em seus devaneios, editou um jornal para manter acessa sua verve, transmitir fatos e causos da corporação, afagar egos e aconchegar seus inúmeros companheiros, de todos os quadrantes, do norte a sul do Brasil.
O noticiário vicejou, atravessou fronteiras e acabou firmando-se como o principal porta-voz dos sofridos policiais militares e bombeiros.
A prova disso,  em época de eleições em qualquer das entidades que congregam tais segmentos, e mesmo na partidária, era um grande alvoroço no COR e o seu jornal ficava  repleto de fotografias e material dos candidatos de qualquer matiz, muitos saídos dos recônditos, sem o menor trânsito com as massas .
Ele sofria poucas e boas, ao descartar matérias impublicáveis, despidas de valor jornalístico, eivadas de falhas, das mais comezinhas, até algumas despropositadas, agressivas ao “galego” embora, ao alvitre dos “pais das crianças”, se tratavam de obras-prima.
Quantas vezes tornei-me confidente de suas agruras, ante as verdadeiras “saias-justas”, lhes impostas, uma vez não pretender denegrir o nosso jornal, mas, também não tinha palavras para a imperiosidade de jogar a matéria esculpida pelo companheiro no lixo.
Suas mágoas afogava nos bares da vida, especialmente no “balcão das ilusões perdidas”. Nos últimos anos, quase todos os domingos, o encontrava, pela manhã, sorvendo bons chopinhos e passando os olhos nos matutinos, na esquina da Dias da Cruz, com Galdino Pimentel, enquanto D. Adelaide concluía o “ragu”.
Muitas orelhas ardiam, muitos sonhos despetalavam-se, muitos anseios declinávamos.
A perda do seu “Tuca”, as neuras do “JR”, em momentos, lhe desgastavam. Mas, logo as ironias da Terezinha e a simplicidade da Solange, revigoravam seu ânimo, suplementado pelo afeto dos netos.
Na comemoração dos seus oitenta anos, estiveram presentes quase todos que lhe eram caros, e aqueles que não estiveram fisicamente, espiritualmente se fizeram presentes.
Durante sua portentosa passagem à frente do COR, uma fraternidade sem recursos, sem patrimônio, tíbia de associados, onde além do seu jornal e as reuniões mensais, pouca coisa seu quadro associativo possue, contudo, ele tornou um verdadeiro “point” dos veteranos, os quais confraternizavam-se ávidos por saber quem permanecia vivo, e viviam para não ser o próximo a se transformar em estrela!
Nessa constelação, o inevitável ocorreu, no início desse ano, PAULO TAVARES DE LIMA, nos deixou e passou a “agitar” no céu.
O vácuo ficou... As lembranças, com intensidade, ficaram; as reflexões aos borbotões, a saudade, é melhor nem lembrar!...
Como ficará o COR? Será encampado pela AME? Vai se tornar inviável? Essas e outras questões foram suscitadas!
 De imediato, na forma estatutária, o vice-presidente passou a tocar o “bonde”. Após a missa de sétimo dia, realizou reunião com os demais diretores e conselheiros, onde foi empossado na presidência da AOMAI, e, na oportunide declarou não pretender concorrer no pleito previsto para meados do ano.
Articulou-se então uma chapa única e buscou-se um candidato. Quase que por consenso, indicou-se um jovem tenente-coronel  da ativa, cheio de brilho nos olhos, simplório, simpático, porém de pouco trato junto a entidade, contudo, era o melhor que se podia conseguir para o momento.
Eleita a nova diretoria e conselho, foi Marcão para setembro as posses. Em setembro, não pude comparecer à sua posse, porém através de fotos e vídeo constatei haver sido a festa bastante concorrida e bonita.
Recentemente, passei pela AME para almoçar e fui dar um abraço no pessoal do COR, para minha grata surpresa, a salinha acanhada estava em obras e seria reinaugurada dia 10 de dezembro, fui convidado, como associado e assessor, a comparecer ao evento.
Hoje, fiquei encantado com o que vi. Sim, o jovem presidente LIVINGTON  GONÇALVES DE FARIA e sua equipe, consegui a façanha de tirar “leite de pedra”. Transformou o pequeno reduto, em uma aprazível sala, com todo aspecto de uma moderna e bem provida wisqueria, tendo ao fundo um singelo e de bom gosto barzinho, cujo nome, de lembrança muito feliz é BAR do PAULO TAVARES.
Foram bons momentos que lá passei, apesar de abstêmio, revi algumas pessoas, inclusive quem não gostaria, mas, acima de tudo, me senti  honrado com tudo aquilo que nos foi brindado pela galera da NOVA AOMAI.
Parabéns senhores diretores e colaboradores, felicidades, senhores dirigentes, associados, familiares e amigos. Nesse Natal a estrela de Belém reluzirá mais intensamente e por certo, em de seus bares, o PT estará saudando o próspero ANO NOVO.
Na foto: O articulista, PT, coronel ERIR e esposa, durante evento festivo na sede da AME.

domingo, 5 de dezembro de 2010

A VIDA CONTINUA

A mídia nos apresenta, diariamente, um sem número de ações inadequadas que vão desde a destruição das matas, passando pela crueldade com os animais, até alcançar o próprio homem. Nossos filhos e netos, conquistam vitórias de pirro. São beneficiados com uma série de situações, contudo, perderam a essencia da vida, saltam etapas, desconhecem meandros, tornam-se fortes, porém vulneráveis. Tornam-se adultos, sem terem aprendido a ser crianças. A vida moderna tem muitas coisas boas, entretanto, quem viveu certas dificuldades de outrora, certamente, curtem as inevitáveis comparações. Havia na humanidade um sentimento de pureza maior, havia mais compartilhamento, menos egocentrismo. As famílias eram unidas, o respeito era fundamental, procurava-se preservar o sentimento de hierarquia, a confiança, a esperança! Hoje, a criança está estigmatizada, vivem qual robôs, de tenra idade estão   voltados para a tecnologia, não convivem com a terra, com as plantas, os animais. Permanecem presos a televisão, jogos eletrônicos e esportes segmentados. Não desempenham com naturalidade a fase de aprendizado de viver. Nas escolas, a correria em busca do vil metal, afasta a brejeirice das saudosas mestras. Hoje as "tias", pouco disponhem de tempo, no horario seguinte tem que se dedicar a outra turma, por vezes em outra escola, e, quiça, em local distante. Os pais, perderam  a embocadura e não mais administram seus rebentos, deixando-os ao bel prazer, seja com as babás, empregadas, ou com os irmãos mais velhos. A sociedade consumista fala mais alto. Cada um se desdobra em vários "bicos" para melhorar seus ganhos, todavia, nessa insana busca, deixam correr entre  os dedos as melhores fases de suas vidas, tornam-se, por vezes, estranhos dentro da própria casa, e, não mais constituem lar. Nessa corrida desenfreada, avolumam-se os aluados, os agressores, destuidores, assassinos, estrupadores e mendigos. 
As autoridades, se perdem em coisas fúteis e deixam a propria sorte a sua gente. É um Deus nos acuda, cada um tratando de si, e Deus  tem está tratando de todos! Vive-se mais, dizem as pesquisas. A qualidade de vida é melhor,a firmam alguns. Mas, o principal está deixando a desejar: Qualidade de vida no sentido amplo, desde a tranquilidade com futuro dos seus, através de uma estrutura digna e sólida, passando, acima d tudo, pelo respeito e consideração entre irmãos

domingo, 28 de novembro de 2010

ALELUIA

Estamos nos sentindo regozijados! Finalmente, vimos uma atitude macha! Já não era sem tempo o poder público demonstrar aos marginais, quem, de fato e de direito, é o "dono do pedaço". Após longos anos de domínio espúrio da marginalidade, especialmente, os chefões do narcotráfico e seus asseclas, os órgãos de segurança, de forma competente, coesa, inteligente e coerente, apresenta à sociedade carioca, toda sua capacidade e valor.
Após uma semana de provocações, através do incendiamento de veículos, nos quatro cantos da cidade, e mesmo em outros municípios, na quinta-feira, de forma incisiva, verificou-se a tomada de um dos principais "bankers" do tráfego. Os mesmos marginais, que dias antes demonstravam de forma acintosa, seu poderio bélico e toda empáfia, foram postos a correr mata a dentro, qual coelhos, ou ratos.
Na oportunidade, muitos não entenderam a estratégia das forças policiais, que tiveram a mercê os fugitivos, e limitaram-se a acompanhar o êxodo. 
Hoje, precisamente as oito horas, foi deflagrada a mega-operação no principal antro de homízio dos traficantes, a "COMUNIDADE DO ALEMÃO". De forma ímpar, segmentos das forças armadas, detentoras de viaturas normalmente utilizadas em guerra, tiveram a oportunidade de colocá-las em uso a serviço dos brasileiros. Realmente, foi de fundamental importância a conjugação de esforços de todos os segmentos: PMERJ, POLÍCIA CIVIL, CBMERJ, PREFEITURA, MARINHA, EXÉRCITO, AERONÁUTICA e POLÍCIA CIVIL
O entrosamento foi perfeito, cada qual senhor de suas funções, assumindo o compromisso para com a população carioca de vestir a camisa do Rio de Janeiro, dando de goleada nos inimigos. Até o presente momento, não se tem notícia da carnificina que alguns céticos - especialmente os policiológos e os pregoeiros dos direitos humanos unilateral - preconizavam. Efetivamente, as prisões dos grandes nomes, ainda não se tem notícia, contudo, afirma-se que não houve fugas, estando  os magotes de marginais entocados na grande extensão da área, dentro das casas ou pelas matas.
Outro ponto que chamou a atenção, através da cobertura jornalística, principalmente a televisiva, foram as quantidades de drogas, armamentos, equipamentos e toda a parafernália utilizadas pelos marginais apreendidas. Na Vila Cruzeiro, observara-se a quantidade de motocicletas apreendidas, e as escaramuças desenvolvidas, seja pelo marginais, na tentativa de dificultar as ações policiais, e destes, para progredir no terreno, no Alemão, os tanques do Corpo de Fuzileiros Navais, superaram os obstáculos, e a tropa de infantaria avanço no terreno, conquistando retumbante vitória.
Estamos de coração lívido, diante da performance dos nossos policiais e afins. A cada momento se apura detalhes importantes, dessa conjugação de esforços, na mais perfeita união, entre o estado, o município e a esfera federal. Quase tudo transcorreu, milimetricamente, dentro das previsões. 
A fleuma dos integrantes das forças do bem, foi contagiante e refletiu na postura da população, que de forma "sui generis", prestigiou-os colaborando de todas as formas, facilitando, de sobre maneira, a superação das dificuldades previstas, dando plenas condições ao êxito.
O único senão, talvez tenha sido o asteamento da bandeira de uma corporação, em detrimento do pavilhão estadual, logo corrigido, colocando-se junto ao pendão nacional, o do Estado do Rio de Janeiro.
O futuro a DEUS pertence, a Ele agradecemos por tudo que assistimos nesse momento e continuamos rezando para que o futuro seja promissor. Oxalá, o espírito que norteou os governantes para promoverem o mega evento de forma eficiente, permaneça presente e que outras comunidades sejam assumidas pelo Estado e as forças do mal, relegadas aos lugares que lhes cabe: a cadeia, ou a vala. Aleluia,meu Rio de Janeiro. Ave minha POLÍCIA!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

DIA DE AÇÃO DE GRAÇAS

Enquanto os norte-americanos comemoram  a data mais significativa de seu calendário religioso, onde as famílias congraçam-se em torno de orações lautos banquetes, onde preponderam os saborosos pratos da culinária, à base da carne de perú, por aqui, a população carioca - em meio as ações terroristas, praticadas por traficantes, atendo fogo em veículos, nos quatro cantos da cidade e municípios adjacentes -  finalmente, assiste e aplaude a fulgorosa ação da Polícia Militar, coadjuvada por outros órgãos da segurança pública e apoiada pela Marinha de Guerra, onde mercê de planejamento e eficácia, encurralaram os marginais, acuando-os e os colocando em desabalada fuga, qual ratos, durante incêndios em porão de navios.
A opinião pública está saudando a escaramuça policial, contudo, tornou-se polêmica a postura das forças de segurança, quando poderia dizimar os fugitivos, ante a facilidade demonstrada nas cenas enviadas pelo helicóptero de uma rede de televisão, oportunidade em que aos magotes, os traficantes e seus asseclas, em campo aberto, de forma rocambolesca, a pé, em motocicletas e mesmo assoberbando a capacidade de um utilitário, se embrenhavam na mata e por uma estrada entre os morros, buscando homizio na comunidade vizinha.
Realmente, segundo os comentaristas e especialistas na matéria, a estratégia policial foi correta, eis que o mote da ação, visava desalojar o verdadeiro enclave do mal, instalado naquela comunidade, para as forças do bem, então, se instalarem no local. Realmente, é difícil entender, nesse momento crucial, onde os "donos do pedaço", do alto de suas ignorâncias e revestidos de toda soberba, que a omissão e letargia das forças regulares, ao longo de décadas, lhes propiciaram a robustêz, e a empafía, desencadeada nas operações de guerrilha urbana, recém desencadeadas.
Por outro lado, não podemos deixar de avaliar, em agindo como gostaria o grande público, principal vítima do clima de terror e insegurança instalados no estado, certamente, as manchetes dos jornais e as chamadas das televisões, estariam voltadas à carnificina que adviria. Os vampiros dos "DIREITOS HUMANOS", teriam um terreno fértil para engordar seus apetites vorazes. 
O momento é de combate, porém, não podemos perder o foco das origens dessa situação. Certamente, nossa cidade-estado, ao perder o "status" de capital federal, também perdeu muito, especialmente, no tocante aos recursos financeiros. Após recebermos os brasileiros de todos os estados da federação, da noite para o dia, ficamos à míngua, eis que a União, deixou de cumprir, em grande parte, os termos que haviam sido expressos quando da mudança do Distrito Federal para o planalto central.
Os governos estaduais, quase todos populistas, preocuparam-se mais em obter condições para conciliar seus  interesses pessoais, em detrimento, da coletividade.
As forças federais, ao longo do tempo, foram omissas e coniventes com entrada de drogas e armas, através das extensas fronteiras nacional. Os cariocas já não suportam mais tantas agressividades por parte desses novos barões do tráfico. Por nada eles estão matando, destruindo, sequestrando, estrupando, sem qualquer remorso, ou temor, uma vez que a legislação penal e os rios de dinheiro que possuem, lhes permite escapar do único lugar em que deveriam ficar, a cadeia.
Nesse momento, estamos vivenciando uma situação inusitada. As forças federais, após disponibilzarem recursos materiais, finalmente, resolveram contribuir com o material humano. Ainda que não especializados, os federais, poderão colaborar substancialmente nos cercos e na perseguição dos marginais.
Não podemos disperdiçar essa impar oportunidade, havemos de varrer do nosso convívio essa parga que se instalou na CIDADE MARAVILHOSA, precisamos reagir com o mesmo rigor, que eles vêm agindo contra pacatos cidadãos e contra as forças policiais. Havemos de reeditar a Lei de Talião: "OLHO POR OLHO, DENTE POR DENTE". Sem covardia, sem excessos, precisamos restaurar a ordem e a confiança da população nos poderes constituídos e em seus agentes.
Deus permita, quando comemorarmos o próximo NATAL, data do nascimento do Cristo, ao fazermos a ceia,e deglutirmos bons nacos de "Perú a brasileira", tenhamos convicções de que o ANO NOVO, seja de PAZ e ALEGRIA!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

E AGORA JOSÉ?

Durante muitos anos nossos governantes propiciaram aos enclaves homiziados em comunidades menos carentes, ampliassem os domínios, transformando pés-de-chinelo, em verdadeiros barões a serviço da criminalidade. Pessoas humildes e trabalhadoras, pressionadas por uns poucos marginais, tornaram-se reféns da sanha maléfica desses trasloucados, movidos pela perspectivas de ganho fácil, pouco avaliavam sobre as próprias expectativas de vida. Jovens, cooptados, a peso de ouro, da noite para o dia, deixaram a vida miserável que viviam com seus familiares e passaram a ostentar peças de ouro e prata, carrões, motos, roupas de grife, eletro-eletrônicos da moda, garotinhas empolgadas e tudo mais, que lhe dessem prazer, ou curtição. As drogas, tornaram-se quase um feijão com arroz, no dia a dia desses novos paladinos. O clientelismo assistencial, foi um toque de Midas, nessa equação sinistra. Armamento pesado começou a ser visto quase que diariamente. As forças de segurança pública, deixadas a própria sorte, ao longo de tempos, passaram a perceber a impotência, junto ao inimigos bem armados e sem qualquer escrúpulo. Em breve tempo, de caçador, os policiais passaram a ser caçados. A mídia e a população, constantemente, expõem suas visões quanto aos episódios mais marcantes e quase sempre, impõem de forma contundente, ônus excessivo aos policiais. Abordam sobre corrupção, aduzem quanto ao despreparos, falam de escalas de serviço, em suma, impingem violenta carga de responsabilidade aos profissionais da segurança pública. Realmente, não são mentirosas certas críticas, contudo, muitas são mentirosas, excessivas, ou tendenciosas. Dificilmente a imprensa enfoca que a principal razão das drogas em nosso estado, prende-se ao consumo por parte de pessoas da alta sociedade, que se tornam reféns do vício e financiadores dos verdadeiros cartéis internacionais. Como é sabido, o Brasil não produz cocaína, tão pouco armamento pesado. Tudo vem de fora e adentram nossas fronteiras, mercê da leniência das forças federais, que apesar dos altos salários que recebem, dão expediente restritos e pouco praticam de suas missões constitucionais, na repressão ao tráfego de armas, munições e drogas, que do Oaipoque ao Chuí, por terra, mar e ar, são canalizados para os grandes centros.
Outro ponto caviloso, se prende a culpabilidade excessiva das forças de segurança pública, ante o estado caótico em que o país se encontra, especialmente os grandes centros populacionais. Quando o "bicho pega", os pobres PMs são as "buchas" que abrem os peitos para tentar rechaçar os inimigos da pátria. Porém, na hora de dar o justo reconhecimento a esses bravos servidores, ficam sempre à deriva, tratados como esmoleres, renegados a plano de inferioridade. 
O PM não tem direito a fazer greve, entretanto, categorias mais abastadas em seus ganhos, constantemente, fazem parede e seus empregadores - UNIÃO e ESTADOS - acabam cedendo, tais como, atualmente se observam os movimentos dos membros do STJ, do Congresso, Auditores, etc...
Não adiante o combate realizado em determinadas comunidades, se não se praticar permanentes escaramuças nos grandes centros de aglutinações do marginais. Quando as autoridades anunciam previamente as instalações das denominadas UNIDADES PACIFICADORAS - UPP, estão dando o recado para os donos do morro, partirem para outras plagas, porque naquele território, o estado será o novo titular do terreno.
O cobertor é curto, a marginalidade se expande em proporções geométricas, ao passo que a segurança pública, cresce em proporções aritiméticas. Não adianta, contudo, ampliar os efetivos de policiais nas ruas, sem que a sociedade, se conscientize de que ela é verdadeira causador do estado caótico, em que vivemos atualmente.
A tática de guerrilha empregada pelos marginais, sem medo de errar, foram apreendida no seio das forças armadas. O conscrito, não tem origem, todos são obrigados a prestação do serviço militar. Quando obtém a baixa, passam a ser a melhor mão de obra para a indústria do crime. São expurgados de onde percebem razoavelmente bem, saem levando preciosos ensinamentos, tais como manuseio, manutenção e reparo de armamento, sem falar o acondicionamento fisico, entretanto, a parte do aprendizado, voltado aos ofícios profissionais, ficam relegados a  planos secundários e esses jovens - desempregados - tornam-se mão de obra baratas e eficazes a prática do crime.

domingo, 26 de setembro de 2010

É TUDO OU NADA


Domingo os cidadãos brasileiros estarão cumprindo a obrigação cívica do voto. O eleitorado precisa estar consciente da importância desse ato. De quatro em quatro ano todos os inscritos na Justiça Eleitoral estão obrigados a comparecer as urnas. Encerra-se o período dedicado a campanha, onde os candidatos no afã de transmitir aos eleitores as razões pelas quais se acham merecedores do sufrágio, quase sempre extrapolam, gerando mais antipatia do que simpatia. A mídia fica inundada de material de propaganda desde a transmitida pela televisão, passando pelos jornais, atingindo a panfletagem e aposição de placas nas esquinas das cidades, dando um aspecto horroroso em todos os locais em são colocadas. O pioneirismo brasileiro na denominada urna eletrônica, nos dá a primazia da apuração em breve tempo, entretanto, dá margem a versões de fraudes, especialmente pela falta de um comprovante da votação, onde o eleitor fique de posse da cópia de seu voto. Outro ponto altamente questionável se prende ao horário gratuito nas rádios e televisões, onde ao mesmo tempo, os eleitores e mesmo os não obrigados a votar se vêm compelidos a ver e ouvir as baboseiras apresentadas pelos caçadores de votos. A obrigatoriedade do voto também em uma questão discutível, ora, deveriam os cidadãos comparecerem as urnas por consciência e convicção. Os candidatos deveriam passar, previamente, por critérios rígidos de avaliação e os partidos responsabilizados por atos irregulares de seus vinculados, ao longo dos mandatos, que, atualmente, por decisão judicial, passaram a ser das agremiações e não dos políticos. A criação dos partidos deveriam passar por exigências mais contundentes, e, constitucionalmente, previsto o número máximo de partidos políticos, por exemplo, dez agremiações. A chamada LEI DA FICHA LIMPA, é um avanço, contudo, a melhor lei é da consciência do eleitor. A imprensa divulga constantemente os graves desvios de condutas de políticos, a justiça, promove as competentes ações, e, ainda assim, figuras notórias da vida pública estão sempre concorrendo a cargos do legislativo e no executivo. No dia 3 de Outubro, além dos deputados estadual e federal, elegeremos também dois senadores em cada estado, os vinte e sete governadores, e, principalmente o futuro o principal dirigente da nação. O partido governamental, está sendo acusado de uma série de maracutaias, a candidata do atual presidente da república, segundo as pesquisas, estaria com larga vantagem dos seus oponentes. Apesar de todo oba, oba, precisamos ter plena convicção do nosso voto. Não podemos aceitar que nos impinjam em quem devemos votar. Não podemos nos prender as migalhas que dizem nos ofertar. Havemos de refletir sobre tudo que de melhor para toda a nação poderá ser obtido. Não podemos ficar inertes diante das divisões que vêm tentando fazer no país. Somos um povo ordeiro, trabalhador, alegre e acolhedor. A imprensa não é santa, porém, sem ela estaríamos em situação pior. As patifarias não seriam divulgadas, ainda que descobertas. Os poderosos estariam mais por cima e senhores de si, ante a perspectiva de seus atos escusos ficarem incólume, para o grande público.
Vamos as urnas, nada de votos em branco ou nulos. Votemos em quem entendermos ser merecedores do nosso sufrágio. Vamos errar por ação, jamais por omissão. Ao deixarmos de votar, ou comparecer as urnas apenas para não sofrer as sanções pelo absenteísmo, estaremos contribuindo para a manutenção desse estado de coisas, em que nos encontrando. Caso o seu candidato não seja eleito, atropelado pela máquina corrupta e maniqueísta, ao menos você poderá estar tranquilo com sua consciência, porque buscou votar em que julgava merecer.

sábado, 18 de setembro de 2010

ESTÁ CHEGANDO A HORA

Estamos a quinze dias da realização das eleições, onde poderemos escolher, dentre outros políticos, quem irá conduzir o nosso país de 2011 a 2014. O atual governo inventou uma candidata, ao que se percebe pelas pesquisas divulgadas na imprensa, com grande chance de vitória. Sim, nas próximas duas semanas veremos, efetivamente, quem tem "garrafas para vender"! A máquina governista vem sendo acionada de toda forma, enquanto a oposição, quase diariamente, traz à baila, as mais diversas picaretagens promovidas por gente envolvida com o partido situacionista, muitas desencadeadas nas barbas do presidente da república. A cada escândalo, novas desculpas esfarrapadas e portentosas ebulições, visando blindar os envolvidos. Realmente, o povo está muito cordeiro, aceitando as meias verdades lhes ditas e algumas benesses recebidas. Em verdade, quem lê, se atualiza, acaba descobrindo que as inverdades são volumosas, que boa parte dos acertos da administração atual, ao longo de quase oito anos, se deveu ao embrião inoculado pelo governo anterior e as esmolas ofertadas aos famélicos, está fadada ao efeito bumerengue, com graves consequências futuras. As estradas continuam esburacadas, o sistema de saúde totalmente deficiente, a segurança pública caótica, e, principalmente a educação pífia.
O serviço público inchado e policialesco, agindo de forma aparelhada, bisbilhotando os oposicionistas e tantos quantos não se alinhem com os propósitos do partido da situação.
Nossa política externa está ficando desacreditada, com todo carisma do "homem", mas, e, principalmente por suas infelizes posições, seja no âmbito das américas, seja, no velho mundo, ou mesmo nos demais continentes.
O nosso país é próspero, entretanto, carece de administração rígida e competente. Não se pode partilhar os segmentos do estado, qual se divide um bolo em festa de aniversário. Os cargos existentes na administração pública, têm que ser providos de forma empresarial, voltados pela competencia e confiabilidade. Nunca pelo nível de subserviencia, ou de dividendos que o dono da sinecura, possa trazer ao seu partido, ao prócer, ou mesmo pelo botim que possa auferir durante sua gestão. órgãos tidos como eficientes e sérios, atualmente, estão na crista da onda, como verdadeiros antros de negociatas. A ética, passou a ser matéria desconhecida pela maioria, que solenemente, joga para escanteio as normas editadas pelo próprio estado.
Pelo que se vê, e se comenta, os próximos quinze dias, vão ser verdadeira "guerra de foice". Os porões serão visitados e os ratos, de duas uma: serão colocados para correr, ou, enfurecidos, atacarão suas vítimas e alcançando-as, sairão para galera, como os artilheiros em partidas de futebol, que ao fazerem seus goals, levantam a camisa do uniforme, mostram a barriga "branca" e dão verdaeiros shows de pitotecnia.
Minha gente, voto é arma! Saiba como usar, para depois não sofrer as consequencias por seus próprios atos.
Dia 3 de outubro, vote com sabedoria, não inutilize essa oportunidade de externar sua vontade, analise as condições de cada candidato, o que se pode esperar de um futuro governante, seu passado, seu presente, sua gente, sua plataforma. Não se deixe levar pelo "conta da sereia".

terça-feira, 3 de agosto de 2010

NOVAMENTE ESTOU NA ATIVA

Após uma curta ausência, em razão de mudança domiciliar e outras questiunculas, já superadas, estou de volta as minhas mal traçadas linhas. Assunto não falta, tempo também está escasso, mas, vontade está acima de tudo! Estou alinhavando temas, buscando inspiração e em verdadeira catarse, espero despejar tudo que penso, vejo, aspiro ou condeno. Estamos prestes a escolher entre a "serra" e a "foice", quem irá cortar os nossos sonhos. Embora tenha ma em seu nome, parece ser boa a candidata verde, mas, sem a coloração partidária, ela também é verde politicamente e se, em verdadeira "zebra", vier a ser eleita, os poderosos, certamente, a enterrarão. Sou mais SERRA, embora reconheça que os ilu(la)didos, são muitos. Espero que durante os debates, nas aparições na TV, a criatura, longe do criador, qual esfinge, esvaineça. No âmbito estadual, apesar de todas as inconveniências, nosso barco já está no brejo, e o comandante, não é marujo de primeira viagem. Desde os primórdios da ilha de Vera Cruz, ele está no "timão", embora não sejamos curintias, e sim, torçamos pelo clube das caravelas. Não consigo engolir a petulancia do governante, cheio de acusasões de desvio de conduta em sua longa carreira política, acusando soldadinhos famélicos, enquanto encoberta seus cupinchas, das acusações das caixinhas nos postos de arrecadação fiscal, desde que presidia a assembléia legislativa fluminense.

Aliás, acabo de ver na telinha que um ministro do STJ, foi condenado pelo Conselho Nacional de Justiça, unânimente, pela prática da venda de liminar, ao crime organizado. Diferente do soldadinho, seu ato de corrupção. custou-lhe a aposentadoria prévia com míseros vinte e cinco mil mensais de "cala boca".

Como certo De Gaulle teria dito alhures, isso aqui não é um país sério. Manda quem pode, obedece quem tem juízo.

Em terras tupiniquins, quem tem grana apita, quem não tem leva pito!
Na foto: Sargentos do terceiro batalhão, confraternizam-se no alto da Camarista Méier, no antigo clube Pedra Negra, com os graduados da Brigada Militar do RS, nos anos 80.

domingo, 20 de junho de 2010

JABULANE



Estamos em plena ebulição, nesse verdadeiro caldeirão que é a Copa do Mundo de Futebol. Essa décima oitava edição, está muito fraca em termos de qualidade. Vivemos uma época complicada, onde os interesses comerciais sobrepujam todas as demais conveniências. Em campo assistimos equipes frágeis, praticando futebol medíocre, jogadores truculentos inibindo os virtuosos e juízes pulsilanimes, arbitrando de forma pífia e até mesmo, por vezes, decepcionantes, com viés de facciosidade. A única coisa que sobressai é a publicidade maciça. A mídia deita e rola! Desde a péssima pelota denominada de jabulane, passando pelos uniformes das seleções, e culminando com a falta de critério dos treinadores, em sua maioria preocupado em aparecer, com trajes desvirtuados do esporte, passando por ternos lindos para eventos sociais e roupas fashion, que fariam sucesso nos desfiles de moda, não nos campos de futebol.

A tecnologia dá verdadeiro show, com novidades excepcionais em termos televisivos, mas, futebol que é bom, estamos ainda aguardando entrar em campo. A seleção brasileira acaba de obter sua segunda vitória, antecipadamente se classificando para a próxima fase, aguardando o resultado de Portugal e Coréia do Norte, para saber se estamos em primeiro, ou ficaremos na segunda colocação, caso não venhamos a vencer, sexta-feira, os nossos colonizadores.
Quase todas as seleções cogitadas como as mais cotadas, estão descendo ladeira abaixo, especialmente as representantes do velho mundo. Os africanos, que pela primeira vez realizam os jogos em seu território, ao que se prenuncia, não terá representante nas fases vindouras. Suas melhores expectativas estão em más condições e os anfitriões, os camaraonese e os marfinenses, vão ver pela televisão as finais da copa.
A nossa imprensa, está em plena guerra com o nosso treinador, mesmo vencendo tudo ao longo de usa trajetória a frente dos canarinhos, o nosso anão, que desde a época de jogador vive sendo espezinhado pela mídia, detrimento de outros que jamais conquistaram um copa do mundo. É difícil ser honesto nesse país. Não agradando a determinados poderosos, ou não fazendo o jogo de certos formadores de opinião, passamos a ser "persona non grata"! Ainda hoje, assisti no Fantástico, na rede Globo, e depois no noticiário da Globo News, verdadeiro editorial, criticando a postura do técnico DUNGA, porque interpelou a um dos seus jornalistas durante a coletiva, ao que parece, por este haver dado com os ombros, enquanto o mananger da nossa esquadra, respondia a uma pergunta na coletiva.
Gente vamos evoluir, vamos parar de picuinhas, vamos realçar esse esporte que é a seiva que fortalece o nosso povo - no Brasil e no mundo - e ao invés de promovermos "barracos", edificarmos o futebol, tornando-o mais atraente, por exemplo, acabando com a bobabem do impedimento. Sim, se o objetivo maior é gol, compete aos defensores evitar que os ataques atinjam a meta. Não colocar os goleadores em posição, que o árbitro e seus auxiliares, in dubio, marcam a dita posição irregular e a platéia, que paga, ou que através da televisão, está vibrando pelo melhor resultado para sua equipe, acaba frustrada por não assistir a rede balançar!
Sobre o Torneio da FIFA, sou de opinião que deveria sofrer substancial revisão em sua forma de disputa. Inicialmente deveria haver a classificação, nos moldes atuais, entre os continentes - confederações - Escolhidas as trinta seleções (O país sede e a detentora do título seriam preservadas) haveria, um ano antes, a PRÉ COPA. Nessa oportunidade as equipes classificadas, competiriam - por continente - em regime de ida e volta, classificando-se os QUATORZE finalistas que juntamente com os dois pré-classificados, desenvolveriam, no país sede, os jogos até definir-se o campeão.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

COMEÇOU A COPA

Após quatro anos de "longa" espera, finalmente o mundo se verga aos ditames da pelota. A cada nova copa do mundo de futebol, os povos se ouriçam, a febre de bola e investidas comerciais se multiplicam. Pela primeira vez o continente africano promove o grande certame e o foco dos quatro cantos da Terra se voltam para a África do Sul. Os futebolistas, as equipes de jornalistas, toda multimidea, os portentosos incrementos eletro-eletronicos, são colocados nessa fabulosa vitrine. Trinta e duas seleções dos países vinculados a FIFA, após trinta conquistarem na bola o direito de competir, assomam-se ao país anfitrião e o atual campeão, para em curto espaço de tempo, definir-se o grande esquadrão, cujo capitão, no dia 11 de julho, estará erguendo o cobiçado troféu. A nação brasileira, se rigozija de ser a única seleção que jamais faltou a esse vestuto torneio, onde acima de qualquer outro país, veio a ser laureada com o cobiçado título de campeã, em cinco oportunidade (58/62/70/94/02). Nosso crackes de prestígio internacional, lograram se clasisficar em primeiro lugar, no torneio voltado aos países vinculados a federação sulamericana de futebol. O grupo é forte, sendo depositário da esperança de milhões de brasileiros, quase todos ufanando-se em técnicos de futebol, boa parte criticando a comissão tecnica por não haver aproveitado algumas excelentes promessas recém surgidas e outros em face decadente. É momento de festa! As ruas se engalanam em homenagem à seleção canarinho, os espíritos ficam rejuvenecidos e a confraternização é espetacular! Vamos torcer, com fé e emoção, na expectativa de mais um grande título de campeão para nossa seleção e obtendo a experiência e assimilando as coisas boas da África, para em 2014, utilizarmos por aqui, quanto o BRASIL sediará a próxima edição da Copa, que com certeza, será nossa!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

COISAS QUE EU NÃO CONSIGO ENTENDER


Uma coisa que eu não entendo, foi a constituição cidadã de 1988, propiciar condições mais modestas aos políticos - geralmente derrotados em pleitos anteriores - a criar novos municípios, ou seja, emancipar distritos em determinada municipalidade. Hoje, graças a essa aberração, o Brasil possui 5563 municípios, dos quais 861 em Minas Gerais, estado campeão de municípios, onde, inclusive se encontra o menor - Santa Cruz -, com apenas 3 Km e cerca de 7000 habitantes. Aqui no Estado do Rio de Janeiro, temos 92 municípios, em vias de mais um - Tamoios - em processo der desmembramento de Cabo Frio. É uma situação tão esdrúxula, que outrora, Nova Iguaçu era a oitava potencia do Brasil, e após ser esfacelada, perdendo Belford Roxo, Japeri, Queimados e Mesquita, atualmente ocupa posição bem inferiorizada e certamente, poucos desse novos feudos, possui recursos para sobreviver, subsistindo do Fundo de Participação dos Municípios, onde o governo federal, de forma politiqueira, partilha o grande bolo auferido por meio dos impostos recolhidos de todos os contribuintes - especialmente dos grandes centros (SP, RJ, MG, RS....) - e repassam a todos os quase seis mil municípios, muitos deles sobrevivendo exclusivamente desses recursos, para manter sua prefeitura e sua câmara municipal.
Outro exemplo de coisa que não entendo. A única lei que dá certa seriedade aos administradores públicos nesse país, ou seja, a LEI DE RESPONSABILIDADE FEDERAL, até hoje não foi regulamentada, e, os atuais governantes do país, através dos ilustres parlamentares de sua base aliada, vem tentando transformá-la em verdadeiro queijo Suíço, propiciando brechas para as costumeiras patifarias serem mantidas, sem perspectivas de coerção.
Aliás, acabo de ouvir pelo noticiário televisivo, uma grande piada, ou seja, que o líder do governo pleiteia que a partir de 11 de junho, os exaustos parlamentares, deixem de realizar sessões legislativas, em razão dos jogos da Copa do Mundo de futebol. Se a moda pega, ninguém mais trabalhara nesse país até o final do certame da África do Sul!
No âmbito da PMERJ, não consigo entender a razão, nos dias de hoje, de tantas unidades. Seria para ampliar o número de oficiais superiores? Cada novo quartel, mais uma guarda, mais um rancho, mais gente empregada na atividade meio, mais um prefeito feliz, e, certamente, devido ao cobertor curto, determinadas localidades serão despoliciadas, ou os pobres soldadinhos, terão suas parcas folgas reduzidas, enquanto que a merreca no final do mês... Deixa isso prá lá, a PEC 300, vem aí! Quem viver verá!...
Voltando ao tema da presente postagem, também não consigo entender a situação da grande maioria dos clubes brasileiros. Temos um futebol vitorioso, exportamos jogadores desde tenra idade, e permanentemente, vivem de pires na mão! Tem muita carne em baixo desse angú! Hoje tem empresário mandando mais que o presidente do clube, tem técnico de futebol dono de clube-empresa. Tem empresa, dando as cartas em clubes, e clubes, dando cartas brancas a picaretas e os recursos auferidos com o leilão da chamada prata da casa, acabam partilhados em doses cavalares, entre os de dentro e os de fora.
Ainda no esporte, também não consigo entender, porque no futebol, cujo o objeto principal é o gol, existe uma regra, que impede a realização do orgasmo futebolístico. Ora, se o zagueiro deu mole, propiciou ao atacante ficar na "banheira", incompetência dele. Vamos abolir o famigerado of side, vamos ampliar os placares, vamos fazer a galera brilhar, e quebrar os galhos das genitoras dos ditos bandeirinhas, desde que os senis representantes da International Bord, acordem, ouçam as badaladas do Big Bem, sorvam seus cházinhos das cinco, com biscoitos amanteigados, e, finalmente se conscientizem que já estamos no século XXI.
Da mesma forma, não consigo entender como os membros dos tribunais de contas, são oriundos das classes políticas. Ora, não seria o mesmo que entregar o galinheiro à raposa?! Como dizia o : - "Tira o tubo!"
Na foto: Sargentos do terceiro batalhão, nos idos de 1972, em excursão a Saquarema: MEDEIROS, DIAS, SOBRAL, ROBERTO e ARISTIDES, ao som de "GELADO" na viola e "CHICO" no pandeiro.
Muitas são as coisas que eu não entendo, entretanto, eu entendo que não conseguirei esgotar minhas coisas não entendidas, dai, ficamos entendido, de que em outra oportunidade, voltarei ao assunto.






quinta-feira, 29 de abril de 2010

APROPRIAÇÃO INDÉBITA


Desde a época das grandes navegações, observam-se a prática das invasões de terra! Quando a esquadra portuguesa aportou no denominado ilhéu da coroa vermelha, aquelas terras encontravam-se habitadas pelos nativos, aos quais, sem a menor cerimonia, verificou-se o arrebatamento do habitat. Os tempos seguiram, hoje, quase duzentos milhões de pessoas se encontram morando nessas plagas ao sul do Equador. Muita coisa mudou desde 1500, embora as práticas de arrebatar terras alheias, pouca coisa se alterou. Hoje, quase diariamente, em especial nos meses de abril de cada ano, portentoso grupo de politiqueiros, sob o manto da proteção governamental e do partido do presidente da república, invade propriedades alheias. A isto chamam de abril vermelho. É triste vermos, através da mídia, a destruição, a balburdia e toda sorte de ações nefastas, praticadas por esses baderneiros. Não venham com essa de problemas sociais, que nada de social existe nessas escaramuças. Em verdade se trata de uma forma de guerrilha urbana, embora com maior infiltração nas zonas rurais, que se reveste de cordeiro, encobrindo as alcatéias que lhes respaldam. Certamente, muitos famélicos se engajam nessas empreitadas, alguns com sentimento políticos, mas, a grande maioria na esperança de obter um pedaço de terra para desenvolver pequena agricultura, criar, se possível, alguns animais e erigir uma choupana para chamar de sua. Nesse clima de nada terem a perder, se esquecem de estão praticando atos consagrados no código penal e se levado a sério, poderão se haver com a Justiça. Com tudo, de forma estranha e até mesmo incentivadora, poucos foram ao longo do tempo, devidamente responsabilizados por tais atitudes. quem diga, que até verbas públicas são utilizadas para financiar tais barbáries. O veio político é notório, volta e meia, nos deparamos com determinadas figuras carimbadas, sendo agraciadas pelo poder público, como se fossem figuras expressivas da nação, embora, sobre suas atitudes, sopesem acusações das mais cabeludas. A campanha voltada ao vindouro pleito já está na rua. Os picaretas não recolheram suas armas, cada vez mais ostensivas, as falcatruas continuam sendo divulgadas, contudo, pouquíssimos têm sido penalizados por seus desmandos. Até a suprema corte, tem sido esculachada com pronunciamentos desrespeitosos, chulos, sem que se busque preservar o exercício de altas funções públicas. Invade-se no campo, na cidade e ninguém do governo faz nada. Fazendas experimentais, áreas voltadas à preservação da natureza, nada detém a sanha destruidora e revoltosa dessa gente. É um verdadeiro descalabro e se a sociedade, como um todo, não brecar essas aberrações, não sei onde vamos parar! É hora de se dar um basta!

terça-feira, 6 de abril de 2010

DESABOU O CÉU

A coisa está difícil aqui no Rio de Janeiro. Não bastassem os problemas decorrentes da insegurança pública e de todas as mazelas herdadas com a mudança da capital para o planalto central e com imperiosa fusão, voltamos a sofrer as consequencias das fortes chuvas que assolam a capital e toda a região metropolitana.

Ontem, tinha uma audiência no final da tarde em Maricá. A princípio marcara com meu cliente chegar cedo, a fim de almoçarmos e darmos um bordejo pela cidade. Contudo, problemas houveram e tive que alterar o projeto, inclusive, necessitando dar uma passagem no escritório para atender a um cliente, cujo processo corre aqui no Rio de Janeiro, embora seu advogado milite em São Paulo, e, subsidiaria mente assumirei a sua assistencia. O tempo estava chuvoso e não quis descer de carro, ou mesmo deslocar-me a Maricá em meu veículo. Deixei-o em Del Castillo, descendo de metrô. Atendido o cliente, diante do adiantado da hora, embarquei no primeiro ônibus para a localidade e parei na "podre"! Curti um ônibus urbano e sofri as consequencias da longa viagem sem o menor conforto. Realizada a audiência, fui tomar um café em casa do meu cliente e no início da noite embarquei em ônibus confortável e retornei ao Rio. Durante a viagem, observei torrencial chuva pela estrada, entretanto, nada sabia quanto as ocorrências que se passavam por aqui. Ao primeiro telefonema recebido, soube por alto da forte borrasca. Em seguida, meu interlocutor afirmou nunca, do alto dos seus sessenta e oito anos, haver visto tanta água em um só dia! Passei a preocupar-me com a chegada, como estaria a cidade, como faria para deslocar-me até em casa.

Na saída da ponte Rio Niterói, começaram os problemas. O tráfego estava totalmente paralisado no sentido inverso ao centro da cidade. Na região de Rodoviário Novo Rio, tudo estava alagado, com dificuldade chegamos ao Castelo, deixando para tráz ruas totalmente inundadas e o trânsito caótico. Sem guarda-chuvas, dei um pique até o escritório, uma rápida assistencia ao Jornal Nacional, e, rumei até a estação Carioca do metrô. Em lá chegando deparei-me com longa fila para comprar bilhetes. Prevenido havia recarregado meu cartão na vinda e dei sorte de embarcar na primeira composição, a qual, embora cheia, deu para alojar-me. No caminho, a cada estação, mais enchia, principalmente até a Central do Brasil. Ao passarmos pela Praça da Bandeira, deu pena dos condutores de automóveis e passageiros dos ônibus, tudo parado sem a menor perspectiva de avançar, ante o mar de Espanha, que avançava até o Maracanã. Cheguei bem ao carro e consegui, cerca de 21,30 horas entrar em casa. Ligando a televisão, fiquei até tarde assistindo os noticiários sobre a verdadeira catástrofe que assolou a cidade.

Hoje, desde cedo, fiquei grudado na TV, acompanhando o desenrolar da situação, a cada momento nova ocorrência triste, novas dificuldades, e ao longo do dia aumentando o número de vítimas e os problemas, aqui e acolá!

Lembrei-me do meu batismo de fogo, em Janeiro de 1966, quando passei quase uma semana trabalhando no Instituto Médico Legal, em meio as vítimas das enchentes. Foi uma barra pesada! Muitas lágrimas, muita tristeza, sérios problemas, muita superação. Vamos rezar para que as consequências atuais seja mais tênue. Que DEUS nos ajude!

quarta-feira, 31 de março de 2010

CROCODILOS TAMBÉM CHORAM

Ao longo da vida vamos somando experiências, vivenciando passagens, sorvendo situações, superando problemas, emperrando nas curvas, escamoteando nas subidas, e acelerando nas descidas. Como crianças, forjamos planos, acalentamos sonhos, aspiramos um porvir. Na juventude passamos a desenvolver os projetos, construir as colunas que deverão sustentar nossas conquistas. Vem a maturidade, nos pegamos voltados ao retrovisor, puxando pela memória, recordando as conquistas e lamentando os dissabores. Nunca nos satisfazemos com nada, ora a vitória foi incompleta, ora a derrota foi excessiva. Na próxima disputa, certamente, novas táticas serão desenvolvidas e o resultado, somente poderá ser outro. Ledo engano, nem sempre alcançamos o desiderato e continuamos na estrada...

A roda-viva é comum: ricos, pobres, sábios, incultos, todos enfim, suscetíveis ao mesmo descompasso. Um dia tudo está no ritmo, noutro desafina! O deuses nos bafejam certas horas, em outras, nos dão as costas. Jamais entendemos certas nuances, e, em busca de algumas certezas, nos dedicamos a religião. Nesse campo fértil, muitos alcançam respostas, entretanto, uma grande parte, acaba mais confuso do que antes, alguns, inclusive, descambando até a loucura.

Viver é uma arte, temos que encontrar razões para superar as vicissitudes e buscar objetivos para alcançar nossos anseios. Sabemos das dificuldades de se alcançar a plenitude, o caminho sempre insinuoso, repleto de armadilhas, barreiras, desvios, conspirações. Para caminharmos buscamos anteparos, primeiro em nossos pais, depois em nossos irmãos e parentes, até passarmos pelos amigos, chegando mesmo aos amores. A única certeza na vida, é a morte! Enquanto ela não chega, temos que viver. Como, não importa, cada qual a sua moda, com seus acertos e seus erros, com seus tropeços e suas retomadas, suas respostas, suas questões, suas soluções. Nada pode ser tão forte, que nos impinja o alheamento aos nossos desejos. Não podemos nos abater diante do inimigo, nem tão pouca fugirmos aos nossos designos. Aos crocodilos, nossa força, nossa fleuma, nossas garras, quem chora pelos cantos, não alcança o mérito, permanece no limbo, perde o bonde da história. Com força e para frente.

terça-feira, 30 de março de 2010

AMIGO PALAVRA FÁCIL DE PRONUNCIAR

Hoje estou bastante sorumbático! Passei uma noite de sono rarefeito, de pensamentos longínquos, de lembranças desconexas. Ontem, tive um dia atípico, deslocando-me para almoçar com uma velho AMIGO, deparei-me com uma jovem senhora, em plena avenida Presidente Vargas, quase tombando ao solo, apoiando-se em uma muleta e em uma pilastra, aos prantos de dor. De plano a reconheci, tratava-se de antiga vizinha, e recente cliente, a qual, de algum tempo não tinha notícias. Sei que convivia com uma pessoa mais idosa, de quem tem um filho da idade do meu, os quais foram bons AMIGOS em tenra idade. Sei também, de algum tempo, que o status da família encolheu, e ela precisou trabalhar no comércio diante das dificuldades de sobre vida. Não sei se pela dor, ou pelas rápidas questões suscitadas por mim, a jovem senhora, informou-me apenas do falecimento do seu marido, das razões de suas dificuldades para caminhar, algo sobre o trabalho do filho, e, abruptamente se despediu.

Após o repasto, em restaurante próximo a igreja da Candelária, caminhei ao escritório, ultimei algumas providências e fui buscar umas peças cedidas para uso na reforma de um imóvel, cuja obra se tornou de "igreja", e caracia devolvê-las a quem me emprestara. Retiradas tais peças, graças a colaboração de dois AMIGOS, parti com destino a ASPOM, onde compartilharia da derradeira reunião da atual diretoria, eis que hoje, 30 de março, a entidade ao completar 86 anos, empossa nova administração.

Triste momento, pífia reunião, inúmeras ausências, assuntos descabidos e maus conduzidos, verdadeira ópera bufa! Diante da chuvarada que se pronunciava, vali-me da dispensa de um grande AMIGO e meio à "galega", bati em retirada daquele ambiente entedioso.

Adentrando à rua ao lado da ASPOM, dirigindo-me para minha residência, tive a atenção voltada para um andrajoso cidadão, acomodado em frente uma residência, alheio aos fortes pingos de chuva, que começavam a gotejar.

Retornei com o veículo, parei, abri o vidro do carona, e chamei o esmoler. Outro não era que o meu velho AMIGO NAVAL. Sim, porque não AMIGO? Logo afloraram lembranças do meu tempo de soldado, nos idos de 1968, destacado na Pavuna, quando conheci aquele jovem, padecendo de problemas mentais, perambulando pela localidade, sempre alegre e feliz, pouco se lixando as convenções, elegância e toda mixórdia da vida moderna. Suas preocupações, estavam pegar a "mangonga" que o quartel nos mandava e delirar com seu platonico amor, por certa ANINHA, a qual jamais soubemos de sua real existência. Nunca soube que o pobre NAVAL tenha feito qualquer coisa errada. Não tinha vícios, não ofendia ninguém, não xingava, ou mesmo respondia grosseiramente. Da mesma forma, nada sabiamos quanto aos seus familiares, suas origens, sua morada. Passados mais de quarenta anos, voltei a encontrá-lo no mesmo local de ontem, e, apesar do tempo decorrido, das agruras que certamente vem passando, não transparecia tristeza, revolta ou qualquer outro sentimento denotativo de arrependimento de estar vivendo. Sensibilizado, trocamos poucas palavras, dei-lhe algumas moedas e parti, rumo ao meu destino, encucado com os designos da vida: Aquela criatura humana, cheia de carencias, sobrevivendo as duras penas, ao relento, pela caridade alheia, e, ainda assim parecia feliz. Saii penalizado diante da sua situação, mormente diante da chuvarada que logo caiu!

Realmente, a palavra AMIGO tem uma conotação muito forte. Ninguém é AMIGO por obrigação, todos somos AMIGOS por convicção. Uma amizade surge do nada, adquire contornos de eternidade, com tudo, nem sempre segue o curso desejado. Geralmente fatores decorrentes da inveja, possessão, cobiça, ou frustração, interrompem belas amizades. Ao longo de sexagenária existência, sempre colecionei AMIGOS, alguns os mantenho de longas datas, outros surgiram faz pouco tempo. Uns tantos, foram pegajosos, outros apenas companheiros. Uns demonstravam frustrações, outros, destilavam oportunismos. Muitos foram sinceros, respeitosos, parceiros, companheiros, camaradas. A cada dia, porém, está mais difícil colecionarmos amigos, qual determinados albuns de figurinhas, são as carimbadas, raras, de pouca edição. Não vivemos sem amizades! Parentes, os temos por consequencia, AMIGOS, apenas por eleição.

Outrora, ouvíamos o grande NELSON GONÇALVES cantar: AMIGO, PALAVRA FÁCIL DE PRONUNCIAR. AMIGO COISA DIFÍCIL DE SE ENCONTRAR! De fato, a cada dia escasseiam os verdadeiros AMIGOS, cada hora se descobre novas traições, novas armações e velhos AMIGOS sempre envolvidos nas derrubadas. Em verdade, muita gente vive em guarda, ante a perspectiva de forjar uma nova amizade. Realmente, viver assim é muito complicado. Temos que ficar, permanentemente, com freio-de-mão puxado, de olho no retrovisor e jamais pensarmos em acelerar nossos vínculos. Todos não prestam, até que provem em contrário. esse é a máxima dessa gente. Primeiro conhecemos, mantemos nossas desconfianças e, somente, depois de muito tempo, comprovado o valor do nosso parceiro, passaremos a tê-lo como AMIGO!