
Domingo os cidadãos brasileiros estarão cumprindo a obrigação cívica do voto. O eleitorado precisa estar consciente da importância desse ato. De quatro em quatro ano todos os inscritos na Justiça Eleitoral estão obrigados a comparecer as urnas. Encerra-se o período dedicado a campanha, onde os candidatos no afã de transmitir aos eleitores as razões pelas quais se acham merecedores do sufrágio, quase sempre extrapolam, gerando mais antipatia do que simpatia. A mídia fica inundada de material de propaganda desde a transmitida pela televisão, passando pelos jornais, atingindo a panfletagem e aposição de placas nas esquinas das cidades, dando um aspecto horroroso em todos os locais em são colocadas. O pioneirismo brasileiro na denominada urna eletrônica, nos dá a primazia da apuração em breve tempo, entretanto, dá margem a versões de fraudes, especialmente pela falta de um comprovante da votação, onde o eleitor fique de posse da cópia de seu voto. Outro ponto altamente questionável se prende ao horário gratuito nas rádios e televisões, onde ao mesmo tempo, os eleitores e mesmo os não obrigados a votar se vêm compelidos a ver e ouvir as baboseiras apresentadas pelos caçadores de votos. A obrigatoriedade do voto também em uma questão discutível, ora, deveriam os cidadãos comparecerem as urnas por consciência e convicção. Os candidatos deveriam passar, previamente, por critérios rígidos de avaliação e os partidos responsabilizados por atos irregulares de seus vinculados, ao longo dos mandatos, que, atualmente, por decisão judicial, passaram a ser das agremiações e não dos políticos. A criação dos partidos deveriam passar por exigências mais contundentes, e, constitucionalmente, previsto o número máximo de partidos políticos, por exemplo, dez agremiações. A chamada LEI DA FICHA LIMPA, é um avanço, contudo, a melhor lei é da consciência do eleitor. A imprensa divulga constantemente os graves desvios de condutas de políticos, a justiça, promove as competentes ações, e, ainda assim, figuras notórias da vida pública estão sempre concorrendo a cargos do legislativo e no executivo. No dia 3 de Outubro, além dos deputados estadual e federal, elegeremos também dois senadores em cada estado, os vinte e sete governadores, e, principalmente o futuro o principal dirigente da nação. O partido governamental, está sendo acusado de uma série de maracutaias, a candidata do atual presidente da república, segundo as pesquisas, estaria com larga vantagem dos seus oponentes. Apesar de todo oba, oba, precisamos ter plena convicção do nosso voto. Não podemos aceitar que nos impinjam em quem devemos votar. Não podemos nos prender as migalhas que dizem nos ofertar. Havemos de refletir sobre tudo que de melhor para toda a nação poderá ser obtido. Não podemos ficar inertes diante das divisões que vêm tentando fazer no país. Somos um povo ordeiro, trabalhador, alegre e acolhedor. A imprensa não é santa, porém, sem ela estaríamos em situação pior. As patifarias não seriam divulgadas, ainda que descobertas. Os poderosos estariam mais por cima e senhores de si, ante a perspectiva de seus atos escusos ficarem incólume, para o grande público.
Vamos as urnas, nada de votos em branco ou nulos. Votemos em quem entendermos ser merecedores do nosso sufrágio. Vamos errar por ação, jamais por omissão. Ao deixarmos de votar, ou comparecer as urnas apenas para não sofrer as sanções pelo absenteísmo, estaremos contribuindo para a manutenção desse estado de coisas, em que nos encontrando. Caso o seu candidato não seja eleito, atropelado pela máquina corrupta e maniqueísta, ao menos você poderá estar tranquilo com sua consciência, porque buscou votar em que julgava merecer.
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