quarta-feira, 24 de novembro de 2010

E AGORA JOSÉ?

Durante muitos anos nossos governantes propiciaram aos enclaves homiziados em comunidades menos carentes, ampliassem os domínios, transformando pés-de-chinelo, em verdadeiros barões a serviço da criminalidade. Pessoas humildes e trabalhadoras, pressionadas por uns poucos marginais, tornaram-se reféns da sanha maléfica desses trasloucados, movidos pela perspectivas de ganho fácil, pouco avaliavam sobre as próprias expectativas de vida. Jovens, cooptados, a peso de ouro, da noite para o dia, deixaram a vida miserável que viviam com seus familiares e passaram a ostentar peças de ouro e prata, carrões, motos, roupas de grife, eletro-eletrônicos da moda, garotinhas empolgadas e tudo mais, que lhe dessem prazer, ou curtição. As drogas, tornaram-se quase um feijão com arroz, no dia a dia desses novos paladinos. O clientelismo assistencial, foi um toque de Midas, nessa equação sinistra. Armamento pesado começou a ser visto quase que diariamente. As forças de segurança pública, deixadas a própria sorte, ao longo de tempos, passaram a perceber a impotência, junto ao inimigos bem armados e sem qualquer escrúpulo. Em breve tempo, de caçador, os policiais passaram a ser caçados. A mídia e a população, constantemente, expõem suas visões quanto aos episódios mais marcantes e quase sempre, impõem de forma contundente, ônus excessivo aos policiais. Abordam sobre corrupção, aduzem quanto ao despreparos, falam de escalas de serviço, em suma, impingem violenta carga de responsabilidade aos profissionais da segurança pública. Realmente, não são mentirosas certas críticas, contudo, muitas são mentirosas, excessivas, ou tendenciosas. Dificilmente a imprensa enfoca que a principal razão das drogas em nosso estado, prende-se ao consumo por parte de pessoas da alta sociedade, que se tornam reféns do vício e financiadores dos verdadeiros cartéis internacionais. Como é sabido, o Brasil não produz cocaína, tão pouco armamento pesado. Tudo vem de fora e adentram nossas fronteiras, mercê da leniência das forças federais, que apesar dos altos salários que recebem, dão expediente restritos e pouco praticam de suas missões constitucionais, na repressão ao tráfego de armas, munições e drogas, que do Oaipoque ao Chuí, por terra, mar e ar, são canalizados para os grandes centros.
Outro ponto caviloso, se prende a culpabilidade excessiva das forças de segurança pública, ante o estado caótico em que o país se encontra, especialmente os grandes centros populacionais. Quando o "bicho pega", os pobres PMs são as "buchas" que abrem os peitos para tentar rechaçar os inimigos da pátria. Porém, na hora de dar o justo reconhecimento a esses bravos servidores, ficam sempre à deriva, tratados como esmoleres, renegados a plano de inferioridade. 
O PM não tem direito a fazer greve, entretanto, categorias mais abastadas em seus ganhos, constantemente, fazem parede e seus empregadores - UNIÃO e ESTADOS - acabam cedendo, tais como, atualmente se observam os movimentos dos membros do STJ, do Congresso, Auditores, etc...
Não adiante o combate realizado em determinadas comunidades, se não se praticar permanentes escaramuças nos grandes centros de aglutinações do marginais. Quando as autoridades anunciam previamente as instalações das denominadas UNIDADES PACIFICADORAS - UPP, estão dando o recado para os donos do morro, partirem para outras plagas, porque naquele território, o estado será o novo titular do terreno.
O cobertor é curto, a marginalidade se expande em proporções geométricas, ao passo que a segurança pública, cresce em proporções aritiméticas. Não adianta, contudo, ampliar os efetivos de policiais nas ruas, sem que a sociedade, se conscientize de que ela é verdadeira causador do estado caótico, em que vivemos atualmente.
A tática de guerrilha empregada pelos marginais, sem medo de errar, foram apreendida no seio das forças armadas. O conscrito, não tem origem, todos são obrigados a prestação do serviço militar. Quando obtém a baixa, passam a ser a melhor mão de obra para a indústria do crime. São expurgados de onde percebem razoavelmente bem, saem levando preciosos ensinamentos, tais como manuseio, manutenção e reparo de armamento, sem falar o acondicionamento fisico, entretanto, a parte do aprendizado, voltado aos ofícios profissionais, ficam relegados a  planos secundários e esses jovens - desempregados - tornam-se mão de obra baratas e eficazes a prática do crime.

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