quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

PAULO TAVARES NÃO MORREU


Ontem, três de fevereiro, durante a reunião de diretoria na ASPOM, abordou-se a situação do ilustre associado da entidade e presidente da AOMAI, PAULO TAVARES DE LIMA, hospitalizado há alguns dias no HCPM. Durante esse período os diretores da entidade buscaram, cada qual, dentro de suas possibilidades, visitar o enfermo ou solidarizar-se com seus familiares. Dias antes da internação, visitei-o na residência, e, apesar das suas evasivas, diante da aparencia do seu estado físico, sua dileta esposa, na saída antecipou-me quanto à gravidade da situação.
Domingo último, retornei a sua casa, e seu filho, insone, retornando do plantão a beira da cabeceira do pai, ratificou a falta de melhores expectativas.
Hoje, antes das sete, uma de suas filhas ligou-me dando a triste notícia. Por alguns instantes, viajei no tempo, busquei reviver bons e maus momentos vividos juntos e contra o agora falecido. Em dado momento, fiz ilações entre alguns eventos que estive a frente e o homenageado não alcançou o ano seguinte. Diferente não foi com o PT, encabeçei e apoiado por uma falange de amigos, comemoramos na ASPOM, seus 80 anos.
Na urna, o vimos pela última vez, e em meio a familiares e amigos, o conduzimos até a derradeira morada, encimando a urna, a bandeira da ASPOM. O Catumbi esteve bombando, presentes grande parte dos seus amigos, desde os funcionários e dirigentes das entidades, o Deputado Paulo Ramos, inúmeras coroas de flores, encaminhadas pela IRMANDADE, AME, ASSINAP, AOMAI, ASPOM, Famílias TOBIAS e FERREIRA, e outros, parentes e amigos. Em cada semblante a mesma interrogação: E agora José? Como ficará a AOMAI, e o Jornal do COR? Não que aos remanescentes falte competência ou qualidade, mas, principalmente, porque não haverá quem se dedique com a pertinência do pranteado.
Sua imagem será irretocável. Seu talento indiscutível. Sua onipresença, incomparável. Seu tirocínio, invejável. Sua dinâmica inimitável. Vamos, por muito tempo, e quiçá, eternamente, conviver com a imortal presença do Bom-conselhense, que um dia largou o sertão, não quis ser auxiliar de tabelião, pretendeu aportar na Armada e acabou encontrando porto seguro na meganha.
Descanse em paz, embora paire dúvida se ao lado de Cipriano, Delmondes, Fortunato, Orlando Rangel, Jobel, e outros mais, logo, logo, não venha a ser criada nova ASPOM e editados novos jornais, nos recônditos celestes.

Um comentário:

  1. Roberto, você foi muito feliz neste texto. Estou comovida. Obrigada pela amizade de sempre. Um abraço,
    Teresa Tavares

    ResponderExcluir