quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O SEGREDO VENCEU


Finalmente, a competência conseguiu superar as velhas artimanhas! Um dos maiores, quiçá o maior espetáculo da Terra, pode ser transformado em engodo, se ficarmos atrelados a determinado grupo, que prepondera por não dar as devidas notas aos participantes desse show de criatividade, beleza e superação. Refiro-me a retumbante e digna de todos os encômios, VITÓRIA alcançada pelo SENHOR PAULO BARROS, à frente do carnaval de uma das mais antigas e sofridas escolas de samba carioca. Antes de mais nada, se faz necessário deixar patente minha enorme simpatia pelos desfiles dessas agremiações, embora não seja "macaco de auditório", mas, sempre que posso, leio e busco me inteirar quanto aos bastidores do samba, eis que nascido no Estácio, morador a época, na Portela, não poderia deixar de correr em minhas veias o sangue azul de Madureira. Verdade se diga, o espetáculo, cada dia está melhor - embora excessivamente comercializado -, e, talvez por isso, manipulado por certos segmentos, os quais privilegiam algumas escolas, em detrimento de outras.
O Sr. Barros, algum tempo, vem patenteando sua genialidade, superando-se a cada ano, e, ainda assim, os barões do Carnaval carioca, sempre enxergavam senões no desfile da sua escola, retirando-lhes preciosos pontos. As escolas vinculadas ao clubinho, revezavam-se nas vitórias, enquanto que as demais, especialmente a minha PORTELA, constantemente é "garfada". Realmente, em qualquer concurso ou competição, perde-se ou ganha-se, contudo, fica difícil de se entender é total falta de critérios dos julgadores. São muito caras-de-pau! Para início de conversa, quem são esses jurados? Lemos que são jornalistas, músicos, arquitetos, artistas plásticos, enfim, profissionais de diversas áreas e segmentos. Contudo, o que nos causa espécie, apesar das constantes mancadas, ou que nome possa ser dado aos seus erros, estão nas cabines, sempre as mesmas figuras. Entra ano sai ano, e, quase nada muda. Será cargo vitalício? Como eles são remunerados? Quais as vantagens auferidas por essa honorável casta de prestadores de serviços comunitários?
Nesse Carnaval observamos algumas situações interessantes: Primeiramente, a vitória da Unidos da Tijuca é incontestável. A volta do critério dos descartes das notas extremas foi medida interessante. O retorno, contudo, dos décimos em cada nota, entendo como um retrocesso. Sim, é complicado aferir-se em décimos e obnublar o desfile de quem se houve muito bem, e se aplicar grau aproximado para quem se houve mau. São parâmetros tão ínfimos, que descaracteriza o valor de um em detrimento do outro. Dentro dessa ótica, torna-se inexplicável constatarmos que a COMISSÃO DE FRENTE da Unidos da Tijuca obteve nota máxim de todos os jurados, enquanto outras escolas, cujas comissões não chegavam aos pés dos ilusionistas cajutis, receberam notas próximas da campeã. Essa circunstancia, gera descrétido ao brilhante trabalho da turma do Sr. Barros, cabendo a pergunta: Onde estão os critérios? A propósito, um destrambelhado julgador deu nove para a minha Portela, em determinado quesito, discrepando totalmente dos demais julgadores. Ainda bem, essa verdadeira aberração, em nada pesou porque foi descartada. Mas, convenhamos, somente essa competência encontrou tanta mediocridade na minha escola, nesse quesito, enquanto os outros quatros jurados de forma ponderada, emeitiram seus votos? Não haveria algo de podre no reino da Sapucaí?!...
Outra situação que merece avaliarmos com isenção: O desfile das escolas de samba é do carnaval carioca, ou fluminense? Ao que me consta trata-se de certame municipal. Entretanto, a cada ano surgem novas escolas de outros municípios e as daqui da capital, ficam no prejuízo. No grupo de acesso, uma figura de BROXO está mandando, e, em breve tempo sua escola deverá debutar grupo especial. A Beija-Flor foi a primeira da baixada, hoje além da rebaixada Viradouro, de Niterói, temos Porto da Pedra de São Gonçalo, a Grande Rio de Duque de Caxias, e, ainda tivemos a Ponte, de São João de Meriti, os Leões Iguaçuanos, e tem ainda a Cubango, que ameaça pintar no pedaço. Não seria mais coerente se realizar dois certames. Um municipal - Rio de Janeiro - e outro estadual, as grandes do grande Rio. Talvez a sensação fosse outra e os interesses diversificados. Parabéns Sr. PAULO BARROS, lindo espetáculo. Parabéns UNIDOS DA TIJUCA, voces mereceram. Sinceros pêsames à LIESE pela falta de critério dos julgadores e vamos avaliar a conveniencia de mudanças! Viva o Rio de Janeiro. Com Madona ou sem ela, continuaremos LINDO!
NA FOTO: Homenio e Veiga, acompanhados de familiares, em um dos encontros dos HERÓIS VIVOS, no sítio deste, na localidade de Cabuçu.

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