O principal esporte da nação brasileira, nos últimos tempos vem padecendo de uma anomalia muito grave. Sim, essa delicada doença, se enraíza e carcome aquilo de mais sublime que existia no esporte bretão praticado nas terras descobertas pelo lusitano Pedro Álvares Cabral. O Brasil sempre produziu craques em escala geométrica, atualmente, no entretanto, os produz aritiméticamente. Em cada canto do país deparam-se com diversas escolinhas de futebol, em grande parte dirigidas por ex jogadores, contudo, além de tolirem a essência do atleta em formação - a expontaneidade - querem robotizá-los à moda européia. Hodiernamente privilegiam a forma física, o jogo coletivo, embaindo a individualidade e a criatividade dos nosso futebolistas. Dentro das quatro linhas estes talvez sejam os mais criticados pontos que nos deparamos. Mas, certamente, o mais grave e até certo ponto criminoso, são os tentáculos dos ditos empresários, ou que outro epíteto empreguem, na sórdida e pecaminosa atividade de aliciar promissores talentos, desde tenra idade, usados e abusados, exclusivamente para saciar a ganância desses exploradores de escravos do século XXI. Esses mercadores, valendo-se da humildade e carência das famílias de quase a totalidade dos boleiros, oferecerem somas instigantes aos pais dos jovens e obtém destes instrumento legal que lhe permitem representar os interesses desses incapazes. Logo deixar de ser humanos e passam a ser mercadoria. Negociados qual gado nos principais mercados,e, embora a legislação vede a transferência de menores, ou seja, quem não tenha alcançado dezoito anos, eles, os mercadores, buscam de toda forma burlar a legislação, volta e meia, levando crianças para além mar. Uns até contratam os pais das crianças para "trabalhar" em países longínquos, para então, inscrever seus filhos em clubes de futebol, e os seus procuradores, conduzem suas carreiras. As empresas de marketing desportivo, são outras pragas que assolam o moderno futebol. Comercializam de placas publicitárias em estádios, transmissões de partidas pela televisão aberta e fechadas - além de outra mídias - promovem jogos ou torneios, assessoram carreiras de atletas e através de clubes de fachadas, mantém jogadores sobre contratos, repassando-os a clubes de massa, para comercializar publicidades - inclusive em suas camisas - faturando horrores, enquanto que as sociedades desportivas, estão falidas, estes mecenas, cada vez mais opulentos ficam, registrando fortunas nos paraísos fiscais. Os clubes podem até conquistar títulos, mobilizar suas torcidas, mas, quem fica com o lucro, sempre são os investidores. Aqui no rio, temos um exemplo fresquinho. Refiro-me ao BOAVISTA. No outro dia, o antigo clube de Saquarema - BARREIRA - estava em processo falimentar. Surgiram alguns investidores e quitaram suas pendências, assumindo suas rédeas. Trocaram o nome do clube, passaram a adotar uma política de economia mercantil, com fulcro no mercado agro-pastoril, onde se adquire o bezerro, céva-o e alcançado o estágio ideal, passa-o aos cobres. Identidade com o clube, com a sua torcida, nada disso importa, apenas o vil metal é que interessa. Na Europa, grandes clubes pertencem a corporações internacionais, sem vínculo com os países sedes dos clubes, mas, essas empresas, fincam-se nos lucros e tocam a bola prá frente.Apesar de tudo isso, os anciões da FIFA, continuam recalcitrando ante a necessidade da modernização do futebol. São reticentes ao avanço tecnológicos, a atualização das regras, enfim, tudo que possa elevar o glamour do futebol. O principal objetivo das partidas, são as conquistas dos goals, enquanto em outros esportes são criadas formas para dar mais emoção às pelejas, incentiva-se ao anti-jogo, não se revê a a "LEI DO IMPEDIMENTO". Ora, os defensores que anulem as possibilidades do jogador na "banheira", marcar o tento. Se ele não estiver na mesma linha do zagueiro, azar destes que foram inoperantes. Da próxima vez sejam mais atentos e se oponham aos atacantes insinuosos, se não, bola na rede! E a galera urrando de satisfação...



