sábado, 27 de março de 2010

QUARENTA E OITO AMIGOS E ALGUMAS TRAÍRAS

Há exatos quinze dias debato-me em escrever, ou não, a presente matéria. Hoje, resolvi externar o que me vem nálma! Convivo entre a frustração e a revolta. Frustrado por constatar que um projeto viável, não se consumou devido a postura de pessoas tidas como amigas, as quais, hoje ao juntarmos as peças do mosaico, constatamos serem abomináveis traidores e despeitados. Encontrava-me em um vespeiro, onde a palavra moral não valia um cetil. Pessoas que se diziam e pontilhavam em seus escritos, a palavra AMIGO, jamais souberam o significado desse vocábulo. Parentes não se escolhe, porém amizades podemos eleger e consolidar. Jamais fui fisurado pelo poder, embora, nunca tenha fugido a tal possibilidade de exercício. Estive por longos anos ausente da entidade de classe, a qual desde os idos de 1970 vinculei-me, onde muito aprendi, forjando minha estrutura moral e profissional. Nos primórdios de minha graduação, no terceiro batalhão, conheci um subtenente por quem procurei espelhar-me, bebendo um pouco de sua sabedoria e assimilando atitudes dignas e honradas. Muitos companheiros e superiores, deram-me exemplos de condutas dispares, de sorte que separando o joio do trigo, galguei as graduações do círculo e tornei-me um expressivo graduado, no contexto interno e até mesmo no seio da corporação.
Ao longo de minha estada nos serviço ativo, busquei pautar por uma conduta ilibada, prenhe de capacitação e despido de vaidades, ou soberba. Nunca me omiti ante as dificuldades do dia-a-dia, entretanto, jamais criei dificuldades aos subordinados, para auferir vantagens. Cobrava quando necessário, e, sempre fui solidário nos momentos de agruras.
Na ASPOM, passei por diversos cargos, sempre visando a grandiosidade da entidade e a valorização de nossa classe. Combati aos vilões, aproveitadores, incompetentes e imorais. Nunca compatilhei com qualquer coisa errada, embora, nem sempre houvesse podido colocar em pratos limpos determinadas lambanças. Confiava em certos companheiros inconfiáveis e esquivava-me de outros, cujo perfil era notório e pegajoso. Certamente, muitas vezes estive compelido ao convívio com determinadas figuras, que jamais, em sã consciência, poderia chamar de AMIGO.
Retornando as lides associativas, instado por um "NOVO AMIGO" a reatar com um "VELHO AMIGO", com o qual havíamos rompido, diante de sua postura inconveniente ao longo de uma sociedade comercial, caímos no verdadeiro "CANTO DA SEREIA" e nos predispusemos a dar o melhor de nossa capacidade para não deixar a "peteca cair", de formas a que nossa combalida entidade, não viesse a soçobrar. Nosso condutor ao verdadeiro circo romano, esteve por vezes a ser jogado as feras, e, diante do cargo a que fomos guindados, promovemos verdadeiro escudo a sua permanência e tacitamente, firmamos pacto de solidariedade, onde se um caísse, o outro cairia junto. Ledo engano! Embora ajustada a perspectiva de unidos formarmos um grupo para concorrer no vindouro pleito, diferente do que ajustamos, este laborou em proveito próprio, acercando-se de alguns decrépitos, de alguns velhacos e de outros bichos, na reta final, se declarou candidato. O meu ex amigo, investido do cargo de presidente da entidade, em memorável oportunidade, lançou o nosso nome a concorrer, acenando o apoio da situação. Embora ciente e consciente de que não seria fácil empunhar a bandeira de uma administração que não conseguiu semear um arbusto sequer, limitando-se apenas em apagar fogueiras herdadas da diretoria anterior, ainda assim, premido pelas circunstancias, e diante da fuga do NOVO AMIGO ao imprescindível diálogo, acabei encarando a empreitada. O tempo exíguo, a falta de planejamento antecipado, a perda de alguns bons valores para a equipe adversária, compeliu-nos a buscarmos os VERDADEIROS AMIGOS e alguns companheiros que se predispusessem a marchar conosco. O nosso mentor, prometeu mundos e fundos, acenou com a publicação de três edições do jornal da entidade até o pleito e outras benesses. Longe de qualquer colaboração, agiu como o pior dos vermes, traindo convicções, jogando para plateia e vingando-se solertemente de nossas atitudes realísticas, honestas e sensatas.
O resultado não poderia ser outro: fragorosa derrota eleitoral do nosso grupo. Ao amigos sinceros, temos o dever da gratidão. Aos falsos "amigos", temos que lamentar suas mentes poluídas e encardidas. Aos associados da entidade, temos a lamentar pela ausência, pela omissão, pelas perspectivas sombrias que se avizinham, embora, de todo o coração, gostaríamos de estar equivocado, e pudessémos antever a reversão do estado de penúria em que se encontra.

Realmente, estamos revoltados com determinadas atitudes e lamentamos não podermos contribuir para o sucesso da entidade. Em oitenta e seis anos de existência, os dias modernos estão sendo difíceis, a massa humana está degradada, os valores se perderam no tempo. Posturas equivocadas, ambições desbragadas e vaidades exacerbadas, têm sido o fio condutor dos ditos líderes. O velho lema: "UM POR TODOS, TODOS POR UM!", não vem sendo compreendido e a prática, ao contrário, tem sido a ASPOM por alguns, em detrimento de muitos.
Obrigado aos quarenta e oito amigos, juízo aos novos dirigentes e sinceros votos de felicidade aos TRAIDORES!

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