terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O POVO ESTÁ ANESTESIADO

Hoje, em Brasília, houve um pequeno movimento questionando a desfaçatez dos nossos políticos, aumentando de forma solerte e descomunal, os seus próprios ganhos. Realmente, não tem cabimento essa postura unilateral. O reajuste anual do salário-mínimo passa por arraigadas discussões, onde se questionam migalhas, Quanto se trata dos subsídios dos deputados e senadores, em minutos tudo se resolve. Não dá para entender. Elegemos nossos representantes, que em nada nos representam, ao contrário, representam os seus interesses. Não bastassem as indenizações inescrupulosas que auferem - conta de motel e quiçá do Viagra - dos elevados ganhos e das mordomias, ainda escarnecem do povo, com a aprovação em tempo recorde e desregrada de seus salários. Aliás, não só dos seus como dos ganhos dos deputados estaduais e vereadores dos mais de cinco mil municípios brasileiro. A manifestação havida no planalto central, foi rechaçada pela PMDF, que está montada na "bufunfa", enquanto seus co-irmãos estaduais, padecem na esperança da aprovação da dita PEC-300, que lhes acena com melhores dias, embora eivada de demagogia e má-vontade. Eu, pessoalmente, não acredito no sucesso dessa reivindicação da classe policial, embora torça para estar errado. Contudo, um mérito ela possui, ou seja, conseguiu aproximar de forma mais harmônica a categoria. Em verdade, apesar desse êxito, preocupa-me a postura de alguns setores, que se arvoram em Messias, e vestem a farda dos políticos, acenando com a criação de partidos e se lançam desde já candidatos as futuras eleições, embora, os recém eleitos sequer tomaram posse. Talvez por isso, até o momento sejamos uma das classes mais desassistidas politicamente. De nada vale nossa capacidade de combate a marginalidade, se, nos tornamos marginais dos nossos direitos, lesados pelos nossos candidatos, que surgem do nada e como tal, ao serem eleitos, nada fazem! 
Não somos apologistas do estado de greve, ao contrário, sempre defendemos o uso da nossa principal arma:  A PRÁTICA DE NOSSAS PRERROGATIVAS FUNCIONAIS. Sim, no serviço de trânsito, aplicar de forma consciente toda a legislação aos recalcitrantes. Não dar colher-de-chá a ninguém, a qualquer preço. No serviço de policiamento: Deter e prender quem quer que seja encontrado em flagrante de delito ou em situação suspeita, doa a quem doer. Não importa que seja doutor ou pé-de-chinelo. Segundo a Carta Magna, todos são iguais perante a LEI. Assim seremos respeitados e quando das vindouras eleições, saberão o peso de nossos votos, nos respeitando e dotando nossa gente de condições plenas de trabalho, e, salários condizentes, Enquanto os "picaretas" estão faturando alto para não fazer nada, os guardiões da sociedade, dão vida por meia pataca. Na hora de acusar de achacador, são os policiais os grandes vilões, mas, em realidade os grandes ladrões da nação estão na capital federal.
Enquanto o povo estiver anestesiado com as balelas que lhes acenam, eles continuarão a se dar bem, enquanto os que produzem, estudam, pesquisam, combatem, estarão na contra-mão de suas realidades. Acorda minha gente, vamos nos unir e combater esses políticos, verdadeiro câncer da nação brasileira.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

CONTINUAM OS MESMOS

O Brasil parece que não tem jeito! Passa anos, entra ano e as coisas não mudam. Cada momento nos surpreendemos com a mais nova artimanha, visando jogar areia nos olhos do povo. Se não bastassem os maus cidadãos que destroem obras públicas, sujam desbragadamente as ruas, não respeitam os semelhantes, aplicando-lhes golpes e toda sorte de falcatruas. Não fosse pouco tudo isso, ainda temos que aturar os nossos homens públicos, especialmente a classe política. Enquanto o povo amarga suas dificuldades, não consegue obter aumento em seus parcos salários, eles, num piscar de olhos, outorgam a si mesmo portentosos reajustes em seus estratosféricos ganhos.
Realmente, fica difícil conviver com um barulho desses! Lamentavelmente, como diz a Carta Magna, todo o poder emana do povo, e, em seu nome será exercido. Traduzindo, nós somos os verdadeiros culpados dessa patuléia viver dando as cartas. Quando elege-se um palhaço analfabeto, como um dos mais votados no país, e no seu vácuo também são eleitos outros candidatos, cuja imagem ou mesmo a decência são questionadas, é uma perfeita demonstração da culpabilidade dos membros da sociedade.Certamente o seu partido político tinha consciência da estratégia que desenvolvia, através da ingenuidade aparente do artista circense, os donos do picadeiro fizeram seus eleitores de palhaços. 
Durante a campanha eleitoral, lia-se, via-se e ouvia-se, todo tipo de promessas, depoimentos dando conta da idoneidade e posturas ilibadas. Ainda não se iniciou a legislatura para a qual foram eleitos e já se fica sabendo do verdadeiro arranca-rabo, que está acontecendo, cada qual buscando puxar a brasa para sua sardinha e demonstrando a que vieram.
Enquanto o povo se empenha na tentativa de buscar melhores dias, constata-se que o grupo dominante, não abre mão de sua hegemonia, não abre uma brecha para os mais humildes, ou melhor, ao contrário, e valem destes para alçarem novos voos, atraindo os incautos com migalhas, revestidas de auxílios, ao mesmo tempo em que lhes solapam a dignidade, a saúde, o ensino, o trabalho.
Quando você adere aos dominadores, desde que reze na cartilha  lhe imposta, conseguirá um naco do grande bolo que a cúpula devora com avidez, caso contrário, demonstrando altivez e dignidade, acaba sofrendo embarreiramento em suas propostas e projetos, fadado ao ostracismo, e, dessa forma, acaba se tornando refém dos poderosos, ou desiste de seus anseios.
Certamente a índole do nosso povo é a grande chave da babel em que vivemos. Os congressistas nos empurraram goela a baixo esse escárnio do aumento em cascata para a classe política e ficamos ainda aplaudindo esses velhacos. Está na hora de assumirmos nossa incapacidade e deixarmos que eles - como fazem os traficantes de drogas nas favelas - escancarem como nossas famílias, assumam nossos negócios e decidam tudo por nós. No rítimo que as coisas vão, em pouco tempo estaremos voltando ao modus vivendis, que a Bíblia nos informa,  havido em Sodoma e Gomorra.

sábado, 11 de dezembro de 2010

BAR DO PT

Em março de 1970 fui promovido a terceiro sargento e filiei-me a ASPOM. No ano seguinte, casei-me e utilizei o espaço da entidade para o “chope” da rapaziada. Logo depois, fui convidado a ser delegado da entidade junto a minha unidade. Atendendo a convocação, conheci o autor do convite. Um veterano associado da associação, com longa estrada e que acabara de assumir as funções de relações públicas da ASPOM e resolvera apostar no intercâmbio entre a sua direção e os associados, através dos representantes nos batalhões.
Ao longo de nosso convívio, muito aprendi com esse arguto companheiro que deixou sua cidade natal nos sertão pernambucano, com destino à Marinha, porém acabou aportando na PMDF.                                        
Muito sagaz, estava sempre armando uma estripulia. Não muito era chegado ao vil metal, sendo, até certo ponto perdulário, sem jamais, ser mesquinho, ganancioso ou “armador”.
Não tenho notícias de qualquer falcatrua em suas atividades funcionais ou associativos. Era um agitado emérito, sempre fomentando inquietação, sem produzir malefícios irreparáveis. Era vaidoso, dedicado e empreendedor. Estava sempre de bom humor, e não praticava de forma ortodoxa os preceitos militares, embora não fosse um insubordinado. Como tenente, tinha acesso a locais que ditas autoridades, se empenhavam e não logravam adentrar.
Sua grande paixão era a ASPOM, porta de entrada para a PM, uma vez que mesmo antes de incorporar na “briosa”, logo de sua chegada de Bonconselho, foi por lá -através do “tio Abílio”- que veio a conhecer a “meganha”.
Diretor inúmeras vezes em sua casa do coração, pelos desvãos da política interna, acabou alijado do seu palácio e encontrou pousada em uma sala acanhada, simplória, nos fundos do clube dos oficiais.
Em seus devaneios, editou um jornal para manter acessa sua verve, transmitir fatos e causos da corporação, afagar egos e aconchegar seus inúmeros companheiros, de todos os quadrantes, do norte a sul do Brasil.
O noticiário vicejou, atravessou fronteiras e acabou firmando-se como o principal porta-voz dos sofridos policiais militares e bombeiros.
A prova disso,  em época de eleições em qualquer das entidades que congregam tais segmentos, e mesmo na partidária, era um grande alvoroço no COR e o seu jornal ficava  repleto de fotografias e material dos candidatos de qualquer matiz, muitos saídos dos recônditos, sem o menor trânsito com as massas .
Ele sofria poucas e boas, ao descartar matérias impublicáveis, despidas de valor jornalístico, eivadas de falhas, das mais comezinhas, até algumas despropositadas, agressivas ao “galego” embora, ao alvitre dos “pais das crianças”, se tratavam de obras-prima.
Quantas vezes tornei-me confidente de suas agruras, ante as verdadeiras “saias-justas”, lhes impostas, uma vez não pretender denegrir o nosso jornal, mas, também não tinha palavras para a imperiosidade de jogar a matéria esculpida pelo companheiro no lixo.
Suas mágoas afogava nos bares da vida, especialmente no “balcão das ilusões perdidas”. Nos últimos anos, quase todos os domingos, o encontrava, pela manhã, sorvendo bons chopinhos e passando os olhos nos matutinos, na esquina da Dias da Cruz, com Galdino Pimentel, enquanto D. Adelaide concluía o “ragu”.
Muitas orelhas ardiam, muitos sonhos despetalavam-se, muitos anseios declinávamos.
A perda do seu “Tuca”, as neuras do “JR”, em momentos, lhe desgastavam. Mas, logo as ironias da Terezinha e a simplicidade da Solange, revigoravam seu ânimo, suplementado pelo afeto dos netos.
Na comemoração dos seus oitenta anos, estiveram presentes quase todos que lhe eram caros, e aqueles que não estiveram fisicamente, espiritualmente se fizeram presentes.
Durante sua portentosa passagem à frente do COR, uma fraternidade sem recursos, sem patrimônio, tíbia de associados, onde além do seu jornal e as reuniões mensais, pouca coisa seu quadro associativo possue, contudo, ele tornou um verdadeiro “point” dos veteranos, os quais confraternizavam-se ávidos por saber quem permanecia vivo, e viviam para não ser o próximo a se transformar em estrela!
Nessa constelação, o inevitável ocorreu, no início desse ano, PAULO TAVARES DE LIMA, nos deixou e passou a “agitar” no céu.
O vácuo ficou... As lembranças, com intensidade, ficaram; as reflexões aos borbotões, a saudade, é melhor nem lembrar!...
Como ficará o COR? Será encampado pela AME? Vai se tornar inviável? Essas e outras questões foram suscitadas!
 De imediato, na forma estatutária, o vice-presidente passou a tocar o “bonde”. Após a missa de sétimo dia, realizou reunião com os demais diretores e conselheiros, onde foi empossado na presidência da AOMAI, e, na oportunide declarou não pretender concorrer no pleito previsto para meados do ano.
Articulou-se então uma chapa única e buscou-se um candidato. Quase que por consenso, indicou-se um jovem tenente-coronel  da ativa, cheio de brilho nos olhos, simplório, simpático, porém de pouco trato junto a entidade, contudo, era o melhor que se podia conseguir para o momento.
Eleita a nova diretoria e conselho, foi Marcão para setembro as posses. Em setembro, não pude comparecer à sua posse, porém através de fotos e vídeo constatei haver sido a festa bastante concorrida e bonita.
Recentemente, passei pela AME para almoçar e fui dar um abraço no pessoal do COR, para minha grata surpresa, a salinha acanhada estava em obras e seria reinaugurada dia 10 de dezembro, fui convidado, como associado e assessor, a comparecer ao evento.
Hoje, fiquei encantado com o que vi. Sim, o jovem presidente LIVINGTON  GONÇALVES DE FARIA e sua equipe, consegui a façanha de tirar “leite de pedra”. Transformou o pequeno reduto, em uma aprazível sala, com todo aspecto de uma moderna e bem provida wisqueria, tendo ao fundo um singelo e de bom gosto barzinho, cujo nome, de lembrança muito feliz é BAR do PAULO TAVARES.
Foram bons momentos que lá passei, apesar de abstêmio, revi algumas pessoas, inclusive quem não gostaria, mas, acima de tudo, me senti  honrado com tudo aquilo que nos foi brindado pela galera da NOVA AOMAI.
Parabéns senhores diretores e colaboradores, felicidades, senhores dirigentes, associados, familiares e amigos. Nesse Natal a estrela de Belém reluzirá mais intensamente e por certo, em de seus bares, o PT estará saudando o próspero ANO NOVO.
Na foto: O articulista, PT, coronel ERIR e esposa, durante evento festivo na sede da AME.

domingo, 5 de dezembro de 2010

A VIDA CONTINUA

A mídia nos apresenta, diariamente, um sem número de ações inadequadas que vão desde a destruição das matas, passando pela crueldade com os animais, até alcançar o próprio homem. Nossos filhos e netos, conquistam vitórias de pirro. São beneficiados com uma série de situações, contudo, perderam a essencia da vida, saltam etapas, desconhecem meandros, tornam-se fortes, porém vulneráveis. Tornam-se adultos, sem terem aprendido a ser crianças. A vida moderna tem muitas coisas boas, entretanto, quem viveu certas dificuldades de outrora, certamente, curtem as inevitáveis comparações. Havia na humanidade um sentimento de pureza maior, havia mais compartilhamento, menos egocentrismo. As famílias eram unidas, o respeito era fundamental, procurava-se preservar o sentimento de hierarquia, a confiança, a esperança! Hoje, a criança está estigmatizada, vivem qual robôs, de tenra idade estão   voltados para a tecnologia, não convivem com a terra, com as plantas, os animais. Permanecem presos a televisão, jogos eletrônicos e esportes segmentados. Não desempenham com naturalidade a fase de aprendizado de viver. Nas escolas, a correria em busca do vil metal, afasta a brejeirice das saudosas mestras. Hoje as "tias", pouco disponhem de tempo, no horario seguinte tem que se dedicar a outra turma, por vezes em outra escola, e, quiça, em local distante. Os pais, perderam  a embocadura e não mais administram seus rebentos, deixando-os ao bel prazer, seja com as babás, empregadas, ou com os irmãos mais velhos. A sociedade consumista fala mais alto. Cada um se desdobra em vários "bicos" para melhorar seus ganhos, todavia, nessa insana busca, deixam correr entre  os dedos as melhores fases de suas vidas, tornam-se, por vezes, estranhos dentro da própria casa, e, não mais constituem lar. Nessa corrida desenfreada, avolumam-se os aluados, os agressores, destuidores, assassinos, estrupadores e mendigos. 
As autoridades, se perdem em coisas fúteis e deixam a propria sorte a sua gente. É um Deus nos acuda, cada um tratando de si, e Deus  tem está tratando de todos! Vive-se mais, dizem as pesquisas. A qualidade de vida é melhor,a firmam alguns. Mas, o principal está deixando a desejar: Qualidade de vida no sentido amplo, desde a tranquilidade com futuro dos seus, através de uma estrutura digna e sólida, passando, acima d tudo, pelo respeito e consideração entre irmãos