segunda-feira, 8 de outubro de 2012

NOVES FORA


Ontem vivenciamos mais um dia nacional da democracia. Mesmo compelido pela obrigatoriedade, o povo acorreu aos locais de votação e sufragaram seus candidatos no pleito, exclusivamente, de cunho municipal. A movimentação pré eleitoral foi a mesma, a mídia enfatizando os candidatos a prefeitos e os postulantes a vereança. As ruas emporcalhadas pelos cabos eleitorais no afã de divulgar os nomes dos seus candidatos, enquanto estes, através de carreatas, visitas e toda sorte de exposição, tentam convencer os eleitores quanto   a sua capacidade de melhorar as municipalidades. Algo que observei com mais evidência nesse pleito foi o uso das redes sociais. Os candidatos descobriram esse veículo, menos oneroso e mais universal, e sem qualquer escrúpulo, invadiram a intimidade dos eleitores, cabalando seus votos.  Dentre estes, constatei um sem número de policiais militares e bombeiros aqui do Rio de Janeiro que invadiram meu espaço e venderam seus peixes. Sei que não é fácil desenvolver uma campanha com poucos recursos materiais. Os ganhos dos integrantes dessas categorias são parcos, e as despesas com material de propaganda e com o pessoas de apoio é substancial. Ainda assim, proliferaram candidatos um nove zero, ou um um nove meia. Hoje estive checando os eleitos e não encontrei ninguém, oriundo das corporações, dentre os eleitos. Efetivamente, tem o Dr. Jorge Manaia, que obteve sua reeleição, e é oriundo do quadro de saúde da PMERJ, mas, nem oficial ou praça. Mais uma vez, estamos sem representatividade. Pelas comunidades sociais, tomeis conhecimento de que em outros estados, uns poucos lograram êxito. Parabéns! Mas por aqui, desconheço qualquer eleito. Até quando? Não haveria excesso de narcisismo na conduta dos nossos candidatos? Não estaria ocorrendo, por parte de alguns ainda no serviço ativo, objetivos menos nobre, como por exemplo umas férias extemporâneas? A realidade, nua e crua, nossa gente não emplaca, nossas corporações vivem a mercê de aventureiros, nossas entidades de classe, não nos representam, não assumem o patrocínio de um único candidato, especialmente, sendo de dentro para fora, ou seja, a corporação, a entidade, o segmento é quem indicará o candidato com melhor perfil, com excepcional empatia junto a massa, com plenas condições de representatividade, e, principalmente, comprometido com os interesses dos integrantes da corporação em todos os níveis e escalões. Somente assim, com absoluta certeza, atingiremos a maturidade política e galgaremos plenas condições para elegermos, vereadores, deputados, prefeitos, governadores, enfim, qualquer membro do Legislativo ou do Executivo.   Em 2014 estaremos elegendo Deputados, será que vamos continuar a margem? Será que não vamos ter representantes. Vamos nos unir, vamos escolher imediatamente nosso candidato a DEPUTADO ESTADUAL, vamos elegê-lo internamente, depois vamos inscrevê-lo junto ao partido de nossa conveniência, e, após o mesmo conquistar a legenda, vamos cerrar fileiras para sua eleição. Somente assim teremos o nosso prócer junto aos legisladores. E, com a graça de DEUS, no momento azado, alçarmos outros vôos, a níveis mais elevados. Somente unidos, poderemos vencer!