Estamos, permanentemente, aprendendo com a vida. A gente nasce, dá os primeiros passos, as primeiras palavras e logo vem a ser inoculado com o vírus do amor! Ama-se os pais, os irmãos, os parentes os amigos, enfim, ama-se algo, ama-se alguém! A vida inteira estaremos amando, mesmo que tenhamos que a alguém odiar. Sim, a antítese do amor é o ódio. Realmente não deve ser agradável, chegar-se ao extremo de virmos a nutrir por algumas pessoas e esse sentimento tão escabroso. Entretanto, quando se tem amor em excesso, também se chega a atos impensáveis. Muitos amam a política, outros as artes, os esportes, os clubes desportivos, enfim, sempre esse sentimento de posse, de querência, de subserviência, de renúncia, de paixão! Ama-se um animal, uma atividade profissional, ama-se a natureza. O amor ocupa permanente espaço na vida das pessoas. Certamente tem muita gente que não sabe o que é o amor. Há quem o confunda com sexo, com poder, com sedução, com conquista. Realmente, tudo isso e muito são ingredientes que fomentam o amor. Mas, acima de tudo, o amor se reveste de algo mais sublime, mais intenso, mais permanente, ou seja, quando se ama, vive-se em êxtase, sublima-se os problemas, realiza-se sonhos e constroe-se castelos. O amor não tem idade limite, muito menos define tempo para aflorar. Surge do nada, avoluma-se, encolhe, transforma, machuca, sara, colore, degrada, completa, dilui, realmente, é tudo e pode não ser nada. Não tem cupido que o explique, não tem estudioso que o defina sem grande margem de erro. O amor está sempre envolto na querência, mas, também, por vezes, fica submisso aos percalços dos caprichos da vida. Não raro, de onde menos se espera, ela desponta, espoucando qual vulcão em erupção, em muitas situações, causando verdadeiras hecatombe. Há que afirme que os opostos se atraem, mas, o amálgama do sentimento, se reveste de diversas matrizes. Em alguns casos pessoas diametralmente opostas, acabam se unindo, e são felizes até a morte. Outras vezes, quem a vida inteira dizia nutrir, um pelo outro, amor incomensurável, logo que passam a viver vida a dois, se desencantam e descobrem que não era bem assim. O amor prescinde de muita injeção de querência, dedicação, concuspicência. O mundo moderno está carente de amor! Existe muito apego material em voga, mas, o sentimental está em baixa. A vertiginosa batalha em buscas dos meios de sobrevivência, vem derrotando, de goleada, a peleja do amor. Amor é algo sublime, permanente e perene. Confunde-se com paixão e mitiga-se com avidez carnal.