domingo, 6 de março de 2011

MUHER OBRIGADO


Roberto belo de Paula = 08/03/11
Mulher, muita coisa poderíamos dizer!
Uma dádiva, Divina deve ser.
Longos sonhos contigo pude ter.
Hoje, sonho apenas com a minha viver!
Encanto em todas, há de haver,
Raramente, nossos olhos conseguem saber.
Ostentando no ventre as vidas,
Basta olhar em teu rosto o sorriso.
Rejuvenesce com as dores sofridas,
Irrigando com flores o paraíso.
Germinas em solo árido no Universo,
Acalantando, o bom e o perverso.
Dedicas tua vida, sem nada pedir,
Orando aos teus um melhor porvir.

SER OU NÃO SER, EIS A QUESTÃO

Acabo de assistir a um espetáculo fora de série! Realmente o recém encerrado desfile da Escola de Samba Unidos da Tijuca, foi algo supimpa! Parabéns ao senhor PAULO BARROS, que certamente enquanto voava pelos quatro contos do mundo, certamente, não vivia no mundo da lua, tendo se inspirado para traduzir no Carnaval carioca, os seus sonhos e devaneios. Quando se recebe a gama de novidades que a indústria americana do cinema nos remete, ficamos extasiados com a plásticidade, os truques, as engrenagens, enfim, com a magia que nos envolve. O mago dessas produções Spilberger, é espetacular. Mas, não podemos nos esquecer, atrás dessa potencialidade criativa, encontra-se a portentosa capacidade financeira da indústria de entretenimentos de Hollywood. Em terras tupiniquins, sem esse potencial econômico, o carnavalesco se supera a cada ano e nos proporciona momentos inesquecíveis e até mesmo inenaráveis. Seus carros alegóricos são inimagináveis, revestem-se de uma engenharia criativa, uma rígida disciplina dos seus pupilos e porque não dizer, de formidável capacidade dos seus auxiliares diretos, como coreógrafos, artesãos, designes, ferreiros e outros tantos. Relembrar suas obras seria chover no molhado. Suas comissões de frente, são virtuosas e fogem totalmente aos padrões dominante. Seus carros alegóricos são verdadeiras obras primas, os quais por mais que as outras agremiações busquem empanar, são indiscutíveis. Aí, contudo, surge uma questão: Paulo Barros faz Carnaval? Essa questão nos remete aos primórdios do Carnaval. Desde o famoso Zé Pereira, passando pelos corsos, pelas grandes sociedades, pelos ranchos, pelo frevo, pelos trios elétricos e demais vertentes, até se chegar as escolas de samba. No princípio as escolas - quase sempre constituídas de moradores das comunidades - eram pequenas, com seus instrumentos de percussão, porta bandeira e mestre sala, alegorias de mão e adereços, e uns poucos e pequenos carros alegóricos, sustentados por um samba-enredo, calcado em temas nacionais. O Rio de Janeiro, então capital federal, tinha quase que a exclusividade desses desfiles. O tempo passou, a escolas evoluíam, tornaram-se imensas, alcançando efetivos de mais três mil desfilantes e viraram, praticamente, empresas. O dinheiro que circula em torno do Carnaval carioca é uma fábula. Além dos subsídios que a municipalidade repassa a cada escola, também têm as verbas de patrocínios e os recursos que umbilicalmente auferem. Essa verdadeira apoteose do show bussines atrai turistas internos e externos, revertendo receitas substanciais à economia local. Hoje o Carnaval tem objetivos, eminentemente, comercial. Os desfiles das escolas de samba, passaram a ter enredos com temas livres, os sambas, de há muito, viraram marchas, uma vez o andamento, para fins comerciais, não mais convinham a linha melódica de outrora. O chamado boi com abóbora é geral! Os antigos passistas estão à deriva, não se vê mais samba no pé. O momento atual são das mulheres despojadas, dos carros alegóricos enormes, dos patrocínios dos enredos e dos desfiles marcados, pobre em evolução e rico em tecnologia.