Estamos em plena ebulição, nesse verdadeiro caldeirão que é a Copa do Mundo de Futebol. Essa décima oitava edição, está muito fraca em termos de qualidade. Vivemos uma época complicada, onde os interesses comerciais sobrepujam todas as demais conveniências. Em campo assistimos equipes frágeis, praticando futebol medíocre, jogadores truculentos inibindo os virtuosos e juízes pulsilanimes, arbitrando de forma pífia e até mesmo, por vezes, decepcionantes, com viés de facciosidade. A única coisa que sobressai é a publicidade maciça. A mídia deita e rola! Desde a péssima pelota denominada de jabulane, passando pelos uniformes das seleções, e culminando com a falta de critério dos treinadores, em sua maioria preocupado em aparecer, com trajes desvirtuados do esporte, passando por ternos lindos para eventos sociais e roupas fashion, que fariam sucesso nos desfiles de moda, não nos campos de futebol.
A tecnologia dá verdadeiro show, com novidades excepcionais em termos televisivos, mas, futebol que é bom, estamos ainda aguardando entrar em campo. A seleção brasileira acaba de obter sua segunda vitória, antecipadamente se classificando para a próxima fase, aguardando o resultado de Portugal e Coréia do Norte, para saber se estamos em primeiro, ou ficaremos na segunda colocação, caso não venhamos a vencer, sexta-feira, os nossos colonizadores.
Quase todas as seleções cogitadas como as mais cotadas, estão descendo ladeira abaixo, especialmente as representantes do velho mundo. Os africanos, que pela primeira vez realizam os jogos em seu território, ao que se prenuncia, não terá representante nas fases vindouras. Suas melhores expectativas estão em más condições e os anfitriões, os camaraonese e os marfinenses, vão ver pela televisão as finais da copa.
A nossa imprensa, está em plena guerra com o nosso treinador, mesmo vencendo tudo ao longo de usa trajetória a frente dos canarinhos, o nosso anão, que desde a época de jogador vive sendo espezinhado pela mídia, detrimento de outros que jamais conquistaram um copa do mundo. É difícil ser honesto nesse país. Não agradando a determinados poderosos, ou não fazendo o jogo de certos formadores de opinião, passamos a ser "persona non grata"! Ainda hoje, assisti no Fantástico, na rede Globo, e depois no noticiário da Globo News, verdadeiro editorial, criticando a postura do técnico DUNGA, porque interpelou a um dos seus jornalistas durante a coletiva, ao que parece, por este haver dado com os ombros, enquanto o mananger da nossa esquadra, respondia a uma pergunta na coletiva.
Gente vamos evoluir, vamos parar de picuinhas, vamos realçar esse esporte que é a seiva que fortalece o nosso povo - no Brasil e no mundo - e ao invés de promovermos "barracos", edificarmos o futebol, tornando-o mais atraente, por exemplo, acabando com a bobabem do impedimento. Sim, se o objetivo maior é gol, compete aos defensores evitar que os ataques atinjam a meta. Não colocar os goleadores em posição, que o árbitro e seus auxiliares, in dubio, marcam a dita posição irregular e a platéia, que paga, ou que através da televisão, está vibrando pelo melhor resultado para sua equipe, acaba frustrada por não assistir a rede balançar!
Sobre o Torneio da FIFA, sou de opinião que deveria sofrer substancial revisão em sua forma de disputa. Inicialmente deveria haver a classificação, nos moldes atuais, entre os continentes - confederações - Escolhidas as trinta seleções (O país sede e a detentora do título seriam preservadas) haveria, um ano antes, a PRÉ COPA. Nessa oportunidade as equipes classificadas, competiriam - por continente - em regime de ida e volta, classificando-se os QUATORZE finalistas que juntamente com os dois pré-classificados, desenvolveriam, no país sede, os jogos até definir-se o campeão.

