Desde a época das grandes navegações, observam-se a prática das invasões de terra! Quando a esquadra portuguesa aportou no denominado ilhéu da coroa vermelha, aquelas terras encontravam-se habitadas pelos nativos, aos quais, sem a menor cerimonia, verificou-se o arrebatamento do habitat. Os tempos seguiram, hoje, quase duzentos milhões de pessoas se encontram morando nessas plagas ao sul do Equador. Muita coisa mudou desde 1500, embora as práticas de arrebatar terras alheias, pouca coisa se alterou. Hoje, quase diariamente, em especial nos meses de abril de cada ano, portentoso grupo de politiqueiros, sob o manto da proteção governamental e do partido do presidente da república, invade propriedades alheias. A isto chamam de abril vermelho. É triste vermos, através da mídia, a destruição, a balburdia e toda sorte de ações nefastas, praticadas por esses baderneiros. Não venham com essa de problemas sociais, que nada de social existe nessas escaramuças. Em verdade se trata de uma forma de guerrilha urbana, embora com maior infiltração nas zonas rurais, que se reveste de cordeiro, encobrindo as alcatéias que lhes respaldam. Certamente, muitos famélicos se engajam nessas empreitadas, alguns com sentimento políticos, mas, a grande maioria na esperança de obter um pedaço de terra para desenvolver pequena agricultura, criar, se possível, alguns animais e erigir uma choupana para chamar de sua. Nesse clima de nada terem a perder, se esquecem de estão praticando atos consagrados no código penal e se levado a sério, poderão se haver com a Justiça. Com tudo, de forma estranha e até mesmo incentivadora, poucos foram ao longo do tempo, devidamente responsabilizados por tais atitudes. Há quem diga, que até verbas públicas são utilizadas para financiar tais barbáries. O veio político é notório, volta e meia, nos deparamos com determinadas figuras carimbadas, sendo agraciadas pelo poder público, como se fossem figuras expressivas da nação, embora, sobre suas atitudes, sopesem acusações das mais cabeludas. A campanha voltada ao vindouro pleito já está na rua. Os picaretas não recolheram suas armas, cada vez mais ostensivas, as falcatruas continuam sendo divulgadas, contudo, pouquíssimos têm sido penalizados por seus desmandos. Até a suprema corte, tem sido esculachada com pronunciamentos desrespeitosos, chulos, sem que se busque preservar o exercício de altas funções públicas. Invade-se no campo, na cidade e ninguém do governo faz nada. Fazendas experimentais, áreas voltadas à preservação da natureza, nada detém a sanha destruidora e revoltosa dessa gente. É um verdadeiro descalabro e se a sociedade, como um todo, não brecar essas aberrações, não sei onde vamos parar! É hora de se dar um basta!MEUS DEVANEIOS, MINHAS EXPECTATIVAS, MINHAS ALEGRIAS, MEUS ANSEIOS, MINHAS CONVICÇÕES, MINHAS ESPERANÇAS, MINHAS BRONCAS, MINHAS OPINIÕES.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
APROPRIAÇÃO INDÉBITA
Desde a época das grandes navegações, observam-se a prática das invasões de terra! Quando a esquadra portuguesa aportou no denominado ilhéu da coroa vermelha, aquelas terras encontravam-se habitadas pelos nativos, aos quais, sem a menor cerimonia, verificou-se o arrebatamento do habitat. Os tempos seguiram, hoje, quase duzentos milhões de pessoas se encontram morando nessas plagas ao sul do Equador. Muita coisa mudou desde 1500, embora as práticas de arrebatar terras alheias, pouca coisa se alterou. Hoje, quase diariamente, em especial nos meses de abril de cada ano, portentoso grupo de politiqueiros, sob o manto da proteção governamental e do partido do presidente da república, invade propriedades alheias. A isto chamam de abril vermelho. É triste vermos, através da mídia, a destruição, a balburdia e toda sorte de ações nefastas, praticadas por esses baderneiros. Não venham com essa de problemas sociais, que nada de social existe nessas escaramuças. Em verdade se trata de uma forma de guerrilha urbana, embora com maior infiltração nas zonas rurais, que se reveste de cordeiro, encobrindo as alcatéias que lhes respaldam. Certamente, muitos famélicos se engajam nessas empreitadas, alguns com sentimento políticos, mas, a grande maioria na esperança de obter um pedaço de terra para desenvolver pequena agricultura, criar, se possível, alguns animais e erigir uma choupana para chamar de sua. Nesse clima de nada terem a perder, se esquecem de estão praticando atos consagrados no código penal e se levado a sério, poderão se haver com a Justiça. Com tudo, de forma estranha e até mesmo incentivadora, poucos foram ao longo do tempo, devidamente responsabilizados por tais atitudes. Há quem diga, que até verbas públicas são utilizadas para financiar tais barbáries. O veio político é notório, volta e meia, nos deparamos com determinadas figuras carimbadas, sendo agraciadas pelo poder público, como se fossem figuras expressivas da nação, embora, sobre suas atitudes, sopesem acusações das mais cabeludas. A campanha voltada ao vindouro pleito já está na rua. Os picaretas não recolheram suas armas, cada vez mais ostensivas, as falcatruas continuam sendo divulgadas, contudo, pouquíssimos têm sido penalizados por seus desmandos. Até a suprema corte, tem sido esculachada com pronunciamentos desrespeitosos, chulos, sem que se busque preservar o exercício de altas funções públicas. Invade-se no campo, na cidade e ninguém do governo faz nada. Fazendas experimentais, áreas voltadas à preservação da natureza, nada detém a sanha destruidora e revoltosa dessa gente. É um verdadeiro descalabro e se a sociedade, como um todo, não brecar essas aberrações, não sei onde vamos parar! É hora de se dar um basta!terça-feira, 6 de abril de 2010
DESABOU O CÉU
A coisa está difícil aqui no Rio de Janeiro. Não bastassem os problemas decorrentes da insegurança pública e de todas as mazelas herdadas com a mudança da capital para o planalto central e com imperiosa fusão, voltamos a sofrer as consequencias das fortes chuvas que assolam a capital e toda a região metropolitana.
Ontem, tinha uma audiência no final da tarde em Maricá. A princípio marcara com meu cliente chegar cedo, a fim de almoçarmos e darmos um bordejo pela cidade. Contudo, problemas houveram e tive que alterar o projeto, inclusive, necessitando dar uma passagem no escritório para atender a um cliente, cujo processo corre aqui no Rio de Janeiro, embora seu advogado milite em São Paulo, e, subsidiaria mente assumirei a sua assistencia. O tempo estava chuvoso e não quis descer de carro, ou mesmo deslocar-me a Maricá em meu veículo. Deixei-o em Del Castillo, descendo de metrô. Atendido o cliente, diante do adiantado da hora, embarquei no primeiro ônibus para a localidade e parei na "podre"! Curti um ônibus urbano e sofri as consequencias da longa viagem sem o menor conforto. Realizada a audiência, fui tomar um café em casa do meu cliente e no início da noite embarquei em ônibus confortável e retornei ao Rio. Durante a viagem, observei torrencial chuva pela estrada, entretanto, nada sabia quanto as ocorrências que se passavam por aqui. Ao primeiro telefonema recebido, soube por alto da forte borrasca. Em seguida, meu interlocutor afirmou nunca, do alto dos seus sessenta e oito anos, haver visto tanta água em um só dia! Passei a preocupar-me com a chegada, como estaria a cidade, como faria para deslocar-me até em casa. Na saída da ponte Rio Niterói, começaram os problemas. O tráfego estava totalmente paralisado no sentido inverso ao centro da cidade. Na região de Rodoviário Novo Rio, tudo estava alagado, com dificuldade chegamos ao Castelo, deixando para tráz ruas totalmente inundadas e o trânsito caótico. Sem guarda-chuvas, dei um pique até o escritório, uma rápida assistencia ao Jornal Nacional, e, rumei até a estação Carioca do metrô. Em lá chegando deparei-me com longa fila para comprar bilhetes. Prevenido havia recarregado meu cartão na vinda e dei sorte de embarcar na primeira composição, a qual, embora cheia, deu para alojar-me. No caminho, a cada estação, mais enchia, principalmente até a Central do Brasil. Ao passarmos pela Praça da Bandeira, deu pena dos condutores de automóveis e passageiros dos ônibus, tudo parado sem a menor perspectiva de avançar, ante o mar de Espanha, que avançava até o Maracanã. Cheguei bem ao carro e consegui, cerca de 21,30 horas entrar em casa. Ligando a televisão, fiquei até tarde assistindo os noticiários sobre a verdadeira catástrofe que assolou a cidade.
Hoje, desde cedo, fiquei grudado na TV, acompanhando o desenrolar da situação, a cada momento nova ocorrência triste, novas dificuldades, e ao longo do dia aumentando o número de vítimas e os problemas, aqui e acolá!
Lembrei-me do meu batismo de fogo, em Janeiro de 1966, quando passei quase uma semana trabalhando no Instituto Médico Legal, em meio as vítimas das enchentes. Foi uma barra pesada! Muitas lágrimas, muita tristeza, sérios problemas, muita superação. Vamos rezar para que as consequências atuais seja mais tênue. Que DEUS nos ajude!
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